Fotos da página do evento, por www.gustavovara.com.br/, outros créditos nas legendas.
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Edições já realizadas |
A produtora Olelê Music mantém há um bom tempo já o seu projeto chamado Discografia Rock Gaúcho, uma baita idéia, que foca não na carreira completa do artista, mas em algum álbum seu, de escolha do artista, que é tocado na íntegra e na ordem em que foi lançado no disco. O projeto já tem uma boa história, e eu já havia prestigiado a edição que contemplou a Rosa Tattooada, e foi uma baita noite.
O ponto forte do projeto, na minha opinião, é propiciar que músicas nunca antes tocadas normalmente nos shows, seja pela primeira vez vistas ao vivo. Naquela ocasião, a Rosa tocou o Carburador, e pelo menos 3 músicas se encaixaram nessa situação. Mas é claro, sempre sobra um tempo pra tocar aquelas clássicas que não podem faltar. O resultado disso tudo é um prato cheio, e delicioso, pra quem é fã da banda escolhida na ocasião.
Acontece que 2013 fomos abençoados por uma ótima idéia da prefeitura de Porto Alegre. O projeto Porto Verão Alegre, um conjunto de atividades culturais e esportivas desenvolvidos para quem fica pela cidade nessa época, vem este ano apoiando o projeto Discografia do Rock Gaúcho, e temos assim, a atual semana, simplesmente incrível, onde de segunda à quinta, temos duas bandas por noite, apresentando um disco seu, na íntegra e na ordem, e com mais alguns extras...
O melhor foi o seguinte: ingressos gratuitos! Sim, mas obviamente, acabaram em minutos, houve distribuição de senha e até alguma confusão. Fato é que quem foi pra fila, chegou cedo, e esperou lá, levou. Justo, na minha opinião. Houveram reclamações de pessoas de fora de Poa sobre isso, mas se é um evento patrocinado pela prefeitura de Poa, obviamente o público-alvo é o porto-alegrense.
Começo falando, obviamente, da primeira noite: Frank Jorge e Wander Wildner:
04/02 - Segunda-feira
Frank Jorge
Integrante das lendárias Cascavelletes e Graforréia Xilarmônica, além do ótimo Cowboys Espirituais, Frank decidiu tocar o seu primeiro trabalho solo, Carteira Nacional de Apaixonado, de 2000. Eu conhecia 3 músicas desse disco, portanto, grande parte do show foi de novidades pra mim, e notei que também era para muitos por ali. Achei isso muito legal, um grande público curtindo um show cheio de "lados B", e cantando junto em cada um dos clássicos que Frank tocou.
Grandes instrumentistas no palco, as músicas se tornavam complexas e com uma musicalidade muito legal dada por alguns detalhes, como a percussão. Chamou atenção também o uniforme da banda, camisas amarelas com um FJ no bolso da camisa. Também chamou atenção que o clima do título do disco toma conta de todas as composições, ou seja, uma choradeira divertida em um clima rock n' roll. O show teve duração de uma hora e meia, e contou ainda no fim com alguns clássicos das bandas pelas quais Frank passou, como o hino Amigo Punk.
Wander Wildner
Esse foi de uma tática diferente, escolheu um de seus clássicos, o Baladas Sangrentas, de 1996. Sem muitas firulas, Wander chegou, deu um oi, e sentou a lenha. Mudou a ordem em que tocou seu disco, mas disponibilizou uma nova tiragem da bolacha, na ordem do show, para venda no local.

Vão me chamar de careta, mas foda-se. Tem um som em que o Jimmy Joe cantarola um troço lá sobre enrolar um baseado. Deve ser algo da época, do estilo, do som deles, outros tempos, mas acho que a secretaria de cultura não deve ter curtido, até notei que muita gente pensou o mesmo, e ficou com cara de "que merda eles tão fazendo". Piorou quando jogaram um baseado no palco, a pedido do Wander. Uma prefeitura apoiar com tanta verba um projeto musical, e ainda escolher o rock, nos tempos de hoje, não é algo que aconteça todo dia, e isso queima o filme de muita gente, e nem falo dos patrocinadores (Petrobras) e da produtora.
05/02
A noite da terça-feira era reservada para as apresentações das bandas Tópaz e Bidê ou Balde. Eu me atrasei, e não consegui assistir ao show da Tópaz, mas notadamente o público da banda estava em peso no opinião, e há de se dizer, era esmagadora maioria. Legal foi ver que ninguém arredou o pé, chegou ainda mais gente entre os shows (que vale lembrar, começaram todos pontualmente), e o público foi, no fim das contas, ainda maior que na segunda-feira.
Bidê ou Balde
Me atenho ao show que assisti. A Bidê escolheu seu último disco, "Eles são assim. E assim por diante", um disco que tem 2 músicas bem assimiladas pelo público, mas que na íntegra, a maioria não conhecia ainda, mas nada disso foi problema, pois o show mostrou que esse pode ser um dos melhores álbuns da banda.
A pegada indie/pop esteve presente, mas com uma dose de rock n' roll que torna a Bidê diferente, um legítimo produto moderno desse tal de Rock Gaúcho. Além de Me Deixa Desafinar e Lucinda, Mesma Cidade, João da Silva e +Q1Amigo foram os pontos altos do tracklist inicial. Claro que depois tivemos um bis com as clássicas, e aí rolou Melissa, Mesmo Que Mude, Microondas e um público muito louco. Momento engraçado foi quando alguém subiu no palco, em Quero Morar em Marte, com uma máscara de ET e simplesmente viajando no palco, foi estranho, mas engraçado.
A complexidade musical também há de ser lembrada. A banda usa de muitos detalhes, instrumentos e afinações durante seus shows, e quem presta um pouco de atenção nota no trabalho que isso dá. Faixas com gaitas, xilfones e todo um mundo de detalhes, sons e experimentações que deixa o show especial. Foi um baita show, e até onde vi, o show anterior da Tópaz também havia agradado.
Se alguém quiser comentar o show do Topaz, manda aí pelos comentários!
A noite da terça-feira era reservada para as apresentações das bandas Tópaz e Bidê ou Balde. Eu me atrasei, e não consegui assistir ao show da Tópaz, mas notadamente o público da banda estava em peso no opinião, e há de se dizer, era esmagadora maioria. Legal foi ver que ninguém arredou o pé, chegou ainda mais gente entre os shows (que vale lembrar, começaram todos pontualmente), e o público foi, no fim das contas, ainda maior que na segunda-feira.
Bidê ou Balde
Me atenho ao show que assisti. A Bidê escolheu seu último disco, "Eles são assim. E assim por diante", um disco que tem 2 músicas bem assimiladas pelo público, mas que na íntegra, a maioria não conhecia ainda, mas nada disso foi problema, pois o show mostrou que esse pode ser um dos melhores álbuns da banda.

A complexidade musical também há de ser lembrada. A banda usa de muitos detalhes, instrumentos e afinações durante seus shows, e quem presta um pouco de atenção nota no trabalho que isso dá. Faixas com gaitas, xilfones e todo um mundo de detalhes, sons e experimentações que deixa o show especial. Foi um baita show, e até onde vi, o show anterior da Tópaz também havia agradado.
Se alguém quiser comentar o show do Topaz, manda aí pelos comentários!
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Thedy Corrêa participando do show da Tópaz |
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