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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Cinema Rock: Sons Of Anarchy

   Hoje o assunto do quadro não é um filme, mas um seriado... e que seriado.

   (Meu plano era colocar a matéria antes do Oktobermoto, mas não tive oportunidade nem de chegar perto do computador na sexta e no sábado)

   Sons Of Anarchy é um seriado que faz alusão a muitas coisas que me fascinam: motos, rock n' roll, e uma vida "fora da lei". Lá nos primórdios do blog, quase um ano atrás, eu comecei escrevendo aqui ainda sem saber muito sobre o quê escrever, além dos reviews. Peguei um livro que andava lendo: Hell's Angels, de Hunter Thompson. O que eu fiz foi usar o depoimento de um jornalista que viveu entre os famosos Hells Angels, para analisar vários mitos que foram criados, exagerados e fundaram todo esse culto sobre a vida em duas rodas. Embora meu entusiasmo sobre o assunto ás vezes atrapalhasse minha análise de alguns pontos negativos dessa turma, se lhe interessar, pode dar uma lida no que eu escrevi aqui, e aqui.

   Nesses textos abordei a origem desses caras, que é o retorno de soldados da 2ª Guerra Mundial, que com problemas de readaptação à vida na sociedade americana, se tornam errantes na sociedade, e encontram na vida em comunidade, em torno de um hobbie ou paixão, a forma de se ajustar. Sons Of Anarchy aborda o destino da segunda leva de desajustados, e mentalmente comprometidos, jovens americanos: o fim da Guerra do Vietnã. Ao retornar da guerra, John Teller resolve fundar uma irmandade, junto com seus companheiros de esquadrão. John funda os Sons Of Anarchy, com uma ideologia utópica, como um simples grupo de amigos que busca se divertir com vento da estrada.


   Esse é o pano de fundo da história (muito resumido), que começa a ser contada partindo dos dias atuais, tendo como personagem principal Jackson Teller (Jax). A situação que nos deparamos é bem diferente da proposta original, temos uma legítima gangue, que obtém lucro através de sua oficina de motos (a fachada), do tráfico de armas, e em muitas outras atividades ilícitas que são abordadas durante o seriado, entre elas: pornografia, prostituição, taxa de proteção, ágio, etc...

   O melhor disso tudo, é que estes assuntos pesados são abordados sem quase nenhuma censura, sendo o primeiro episódio exemplar: uma jovem grávida injetando anfetaminas em si mesma, tendo parto prematuro de um bebê com má formação. Sem contar nos inúmeros miolos que já voaram até o atual 6º episódio da quinta temporada. Mas voltando a falar da história, os conflitos internos da gangue são o foco, e eles iniciam quando Jax encontra um texto deixado por seu pai, onde ele descreve o seu projeto para os Sons Of Anarchy, e mais tarde, quando encontra cartas de seu pai onde o mesmo previa que iria morrer, e deixava lá  o nome dos prováveis culpados...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Cinema Rock - Os Cabeças de Vento

     Revivendo uma das colunas mais bacanérrimas do blog para quem deseja ter o que fazer sem pegar um toró na cabeça(claro que sempre tem uns, tipo eu, que não se importam com as chuvas e saem igual) no final de semana, trago a vocês um breve relato sobre o filme que estreou a carreira de Adam Sandler na comédia. Em colunas anteriores o pessoal se perguntava 'qual filme de comédia com rock além de escola de rock, que já é muito manjado, posso citar?' - Eis minha resposta.


     
     Os cabeças de vento toma lugar no final dos anos 80 e começo dos 90 em Los Angeles, a capital mundial do hard rock. Uma banda de otários desmiolados(cabeças de vento - ou Airheads, como é o título em inglês) luta constantemente para colocar seu single nas rádios em um tempo que elas eram legais, tocavam musica que eu aprecio e que, também, de fato, eram o melhor meio de divulgar o som. O vocalista Chazz invade a gravadora mais famosa da cidade disfarçado de entregador(pela oitava ou quadragésima vez) para falar com um executivo e conseguir que seu single fosse analisado - e se depara com uma negatória sob o argumento de que se não estivesse solicitado pelo head da gravadora, não poderia nem encostar (sendo que o single já havia sido enviado e, pelo que dá pra deduzir, recusado). Montado em sua Harley o vocalista retorna à sua casa e se depara com sua namorada que, chegando do trabalho, irritada por ter que viver de trabalho enquanto ele vivia de rock, o chuta para fora e joga todos seus CDs e fitas pela janela alegando ter ficado com um fracassado.

Hey baby

     Chazz é obrigado a voltar a morar com seus amigos e colegas de banda, que acham a idéia muito legal por poder ensaiar mais. A volta de Chazz, de fato, não é novidade na casa de Pip e Rex, já quase virou rotina.


     Enfezado com a vida injusta com os rockeiros, os mesmos decidem invadir a rádio KPPX e forçar os funcionários a tocarem seu single mas acabam entrando em parafuso, pois, ao serem delicados com o locutor e requisitar que tocasse o tape, são forçados frente a uma negativa a apontar suas grandes armas de brinquedo(que Rex roubou da loja em que trabalhava pois não seriam comercializadas por serem reais demais) e causar um tremendo problema.

'We didn't wanna do this man'

     Então, a polícia é chamada pelos outros trabalhadores da rádio que acabam sendo feitos de reféns. Apenas então, sob ameaça, a rádio decide dar uma chance pros caras. Eles entregam uma fita quarter inch(coisa do tempo do êpa cujo equipamento a rádio nao dispunha em funcionamento). Ao consertar um aparelho e colocar a fita para tocar, o equipamento dá problema, acelera e a fita acaba caindo no cinzeiro e queimando. A polícia chega e cerca o prédio, enquanto todos buscam por uma solução - que seria uma fita cassete que estava com a ex de Chazz, que jogá-la na rua de raiva ao escutar a musica no seu carro.

     A polícia acaba se tornando uma oportunidade e os rockeiros, ao ouvir o programa todo na rádio com os cabeças de vento no comando tocando o bom rock e tudo se torna uma enorme festa. Os cabeças de vento começam a demandar coisas bizarras da polícia em troca de reféns - desde equipamentos de grife como PRS até capacetes de futebol americano cheios de queijo cottage(nada excêntrico, não?). Durante a invasão, também, descobrem uma verdade macabra que assolava a rádio: a rádio do rock n' roll rebelde iria vir a demitir todos funcionários e se tornar uma estação de soft rock para se adaptar aos novos tempos. Sendo assim os funcionários começam a se enturmar com Chazz e o bando de 3 'cavaleiros solitários'. Como assim? Bom, essa parte é um tanto difícil de explicar. Em português a tradução do nome ingênuo da banda ficou como Cavaleiro Solitário, o que não faria sentido pois são 3 membros, sendo assim, não exatamente solitário; Em inglês é The Lone Rangers(os Cavaleiros Solitários), sendo lone ranger um personagem fictício norte-americano não passível de pluralização e blá blá blá.


     Então, depois de uma pesquisa, um especial da polícia acaba descobrindo que Chazz, o ícone rock n' roll na verdade era um nerd no Ensino Médio, e tenta colocar a imagem do líder em xeque para conseguir a desaprovação do público insandecido apreciando o momento no estacionamento da rádio. Mas o golpe não funciona, ao passo que muitos dos rockeiros no estacionamento apoiando a banda contra a polícia, também tinham cabeça - sendo um dos mesmos nosso velho amigo Lemmy que profere as seguintes palavras 'i was director of the school magazine'(eu era diretor da revista da escola - super fuckin' nerd roll motherfuckers). 

   Uma das demandas que a banda faz, também, é um contrato de disco. O melhor produtor é chamado(aquele do começo do filme que se recusa a ouvir o single) e usa a polícia como oportunidade de produzir a banda pois, tamanho furo na mídia, traria rios de pilas. Contratam um palco que vem de helicóptero no teto da rádio e a banda toca seu single pra milhões de fãs que trespassam a barreira da polícia para curtir de perto e tudo termina num stage dive épico. 

      Então, presos sob alegação de bilhões de crimes, ao vivo da cadeia fazem seu primeiro show e o disco vende milhões de cópias. A vontade é a verdadeira essência do rock n' roll e os caras conseguem o seu sonho que é viver do mesmo.

'degenerating and our minds are vegetating'

     Depois posto o link para donwload do filme pra quem quer curtir uma ótima história recheada de rock n' roll e gargalhadas. Abraços.
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Galera, segue o Link para download do filme no Pirate Bay, coisa fidedigna. Bom Filme.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Cinema Rock - The Boat That Rocked

      Em português, com o belíssimo nome de Piratas do Rock, foi o filme que eu escolhi para reviver este quadro aqui do Vales Independentes. Procurei alguma história que tivesse me marcado, e como os últimos que tivemos relatos aqui foram mais de drama e suspense, pensei em trazer uma comédia. Primeira ideia foi o School of Rock, mas... do que adiantaria falar de um filme que todo mundo já vi umas dez vezes? Desnecessário. Mas, caso você aí, ainda não tenha visto. Pare tudo que está fazendo e vá dar um jeito de olhar, ok?


      Bem, descartando o pop, pensei logo em outro filme de comédia que me marcou bastante, principalmente por relatar um fato real que certamente mudou a história da música. Tentem imaginar a situação. Nos anos 60 não existia nenhum meio de tu conhecer as novidades musicais que estavam saindo a não ser comprando os discos novos ou ouvindo rádio. E tinham centenas de banda surgindo o tempo todo, experimentando diversos caminhos diferentes dentro do rock e do pop. Ou seja, a melhor opção era tu ouvir tudo o que existia de novo em uma emissora radiofônica e depois ir comprar o que te interessava.

      Porem, naquela época eles passavam por um problema parecido com o que temos nos dias de hoje. Não existiam rádios boas! Claro, não eram merdas enormes como a Gazeta e a Atlântida (Igo perdendo chances de emprego, legal...), mas a BBC de Londres dedicava apenas duas horas por semana para o rock e o pop, sendo o resto da programação só de jazz, música clássica, notícias e algumas canções tradicionais britânicas. Isso, em 1966... Toda aquela nova geração que amava os Beatles e os Rolling Stones, não tinha opções de onde ouvir isso em rádios. Precisava comprar os discos e curtir em casa ou ir a shows.

      Vendo isso, começaram a surgir ideias para quem queria investir em rock. Abrir uma nova rádio tocando esse tipo de música era impossível. A BBC tinha (e ainda tem) muito controle sobre tudo que acontecia na Inglaterra. Então, acharam uma brecha na lei e foram pro meio do mar transmitir rock and roll para todas as pessoas. Isso mesmo, eles literalmente compraram um barco e fizeram uma estação de rádio lá! Como naquela época existiam poucas emissoras, as ondas iam bem mais longe, tornando isso completamente possível.

      O filme relata a história de um desses barcos, o principal deles. Vários homens (e uma lésbica) vivendo no navio do rock, onde durante o dia inteiro ficavam transmitindo tudo de bom para os ingleses. Pesquisas feitas naquela época mostram que mais de 25 milhões de pessoas ouviam essas rádios piratas (sim, foi daí que surgiu o termo), o que representa mais da metade da população britânica dos anos 60.

      No mais, o filme conta a história de um garoto que foi levado pela mãe para passar uns dias no barco com o seu padrinho, que era o dono. Lá ele conhece todos os radialistas que representam bem a geração da época - sexo, drogas e rock and roll. Na trilha sonora tem tudo de melhor que tivemos nos anos 60 e começo dos anos 70, momentos épicos com Rolling Stones, Beach Boys, Procol Harum, Jimi Hendrix, Cat Stevens, Moody Blues e tantos outros. Como de costume, nada de Beatles, pois é muito caro.


      É uma ótima história, que faz um relato bem fiel - fantasioso também, é claro - dessa importante época para a música. As rádios em navios foram proibidas no seu auge. Porem, a BBC passou a dedicar muito mais do seu tempo ao rock, e vários do radialistas que trabalhavam nas emissoras piratas foram trabalhar lá. Essa ousadia desses rockeiros mudou o mundo para melhor. Hoje estamos precisando de algo assim, pois esse domínio do lixo cultural nas rádios tá foda.... Salve a Radiofônica!


DOWNLOAD TORRENT (Não é legendado, se querem legendado vão na tropical pegar! ou baixem legendas)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Cinema Rock - Quase Famosos


      No começo do mês passado começou o Cinema Rock aqui no Vales Independentes, com a ideia de passar dicas de filmes que tenham o rock como tema principal. Achei uma ótima inciativa, e pretendo participar bastante deste “quadro” do blog. Para começar minha colaboração, vou com o melhor que já vi neste estilo, e que provavelmente quase todo mundo já viu, mas poucos sabem de toda a história que existe por trás da tela. O filme é o Quase Famosos, lançado em 2000.

      O filme conta a história do jovem jornalista William Miller, que recebe a proposta de escrever para o Rolling Stones uma matéria sobre a banda Stillwater. Com apenas 15 anos ele entra no mundo do sexo, drogas e rock and roll e se apaixona por uma ajudante de banda (não groupie!) chamada Penny Lane (Kate Hudson). Ele acaba participando de grande parte da turnê da banda, conhecendo bem cada músico e tudo que envolvia o mundo da música no começo dos anos 70. O grande hit da Stillwater, Fever Dog, é um baita som que vale a pena ser ouvindo.



      Bem, isso é só uma descrição básica do filme que se pode ter em qualquer site por ai. O legal mesmo é saber que a história contada nele, na verdade é a história real de seu diretor. Isso mesmo, o grande diretor Cameron Crowe começou a carreira como jornalista musical em um pequeno jornal de sua cidade. Muito jovem recebeu uma proposta da Rolling Stone, do próprio Ben Fong-Torres (que aparece no filme e que trabalhou como editor da revista até 1981). Crowe também tinha problemas com a família, sua mãe também era psicologa e era brigada com sua irmã. A banda que ele foi contratado para acompanhar a turnê foi a The Allman Brothers Band, e a inspiração para a Stillwater veio, além da já citada, também de duas grandes paixões do diretor: Led Zeppelin e do Lynyrd Skynyrd. Pode-se ver claramente quando o vocalista e o guitarrista disputam a principal importância na banda, da mesma maneira que Jimmy Page e Robert Plant faziam. E, bem... a cena do avião não teve o mesmo final feliz para o Skynyrd.


      Penny Lane foi inspirada em duas groupies (ou ajudante de banda) - A famosa Bebe Buell, que namorou vários músicos famosos e é mãe da Liv Tyler, e a Geraldine Edwards, amor de Crow na sua adolescência. As músicas do Stillwater foram compostas pelo próprio diretor com a ajuda de Peter Frampton e da mulher de Cameron, Nancy Wilson, da banda Heart.

      A trilha sonora do Quase Famosos é incrível. Conta com 3 músicas do Led Zeppelin (coisa que é muito rara de se conseguir), Yes, Paul Simon, Lou Reed, David Bowie, The Who, Beach Boys e, a que mais marcou para mim no filme, Tiny Dancer do Elton John, que protagoniza um lindo momento em que toda a banda e o pessoal que estava junto na turnê cantam ela no ônibus.

      Mas, em alguns casos tentou se dar um passo maior que a perna. Conseguir liberação de músicas de bandas que não se dão bem é difícil, e foi o caso do Pink Floyd. Mesmo assim em duas partes do filme pode se ver a capa do Dark Side of The Moon, homenageando outra grande paixão do diretor. Mas, o destaque de não liberação fica por conta do Led, que mesmo deixando rolar três sons, vetou a clássica Stairway To Heaven. O próprio Crow disse que, se soubesse que a cena na qual a música seria usada não estaria no filme, ele não teria ido adiante com a produção. Pois ela é real, e conta com a música completa, do inicio ao fim.

      Bem, ele não quis deixar assim, e nos extras do filme colocou a cena cortada, sem a música, mas indicando como deveria ser feito para ver da maneira certa. E, realmente, é foda demais. Puta que pariu, Robert Plant, tu poderia ter liberado o som, né? Colocaria o filme em outro nível. Mas, bem... segue aí a cena da vida de Crow e do filme Quase famosos que foi injustamente cortada:SÓ ASSISTA SE JÁ VIU O FILME, OK?


"This song will change your life"

      Cameron Crow até hoje escreve para a Rolling Stone, e dirigiu grandes filmes como Vanilla Sky, Elizabethtown, Vida de Solteiro (sobre o grunge e com participação de vários músicos dos anos 90) e, mais recentemente, o documentário de 20 anos do Pearl Jam.

      Fica a dica para quem ainda não viu, ver o Quase Famosos, e para quem já viu, olhar novamente agora sabendo de toda essa história.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cinema Rock

Estréia hoje o Cinema Rock com a dica de filme Heavy Metal do Horror - Trick or Treat - 1986.
E para começar bem, nada melhor que um filme trash, classico da tv bandeirantes, apresentado pelo nosso querido Zé do Caixão, isso em meados de 1997. E pra quem não chegou a conhecer, aí vai a dica dessa pérola cinematográfica.


Este Filme mostra a vida do adolescente Eddie Weinbauer (Marc Price), que sofria preconceitos e perseguições por parte de seus colegas de escola pelo simples fato de gostar do inocente e singelo Heavy Metal. A única coisa que torna sua vida suportável é ouvir a musica do roqueiro Sammi Curr (Tony Fields). O interessante é que o roqueiro estudou na mesma escola que o pirralho e também passou pelos mesmos problemas. Até ai tudo bem, mas um belo dia o cara morre em um incêndio muito estranho e deixa para o pirralho a única cópia em acetato de seu último álbum. O problema é que o cara tinha um pacto com o diabo e toda vez que o tal disco era executado o espírito dele aparecia para causar destruição e morte. Uma curiosidade bacana do filme é a participação de Gene Simons (baixista do Kiss) no papel do DJ que vai executar o disco na rádio, e de Ozzy Osbourne no hilariante papel de um pastor evangélico que prega que todos os fãs do rock são seguidores do demônio e só isso ja vale o filme.