Então, galera, estou ligeiramente atrasado mas creio que ainda desejam saber como fora o décimo Vênus Rock Festival na capital do chimarrão. O evento, como sempre, ocorreu no sociedade de leituras(vulgo Clube) e contou com as seguintes bandas: Maquinados, Fabulous Disaster, Dozeduro, Central do Rock, Bad Wolf, Silverstone , Vade Retro e Subto Hellemento(se não me engano foi nessa ordem os shows). O evento contou com uma grande novidade: 2 palcos. O idealizador do festival Thomás Lenz, da Maquinados, fez essa loucura(no bom sentido) com o intuito de reduzir o tempo para troca de palco e, assim, enquanto uma banda tocava a outra já se instalava e testava os equipamentos - e por isso devo me desculpar à Vade Retro por ficar testando o amplificador uns 10 minutos até achar um timbre que combinasse. A idéia funcionou bem e em conjunto com isso cada show, também, teve um tempo reduzido, para que todos pudessem ser ouvidos antes do álcool tomar conta de todos sentidos da pessoa.
Silverstone
Foi um festival muito bacana, nos moldes antigos com algumas novidades mais eficientes, apesar de não contar com as bandas clássicas da cidade que o festival cresceu ouvindo. O primeiro show foi o da Maquinados. Todo mundo já está careca de saber que abrir o festival pode ser um tanto xarope porque pouca gente acaba vendo seu som, e, então, o organizador se propôs a colocar a sua banda pra abrir então - Justo. O show da Maquinados muita gente já conhece, contou com as próprias que ouvíamos nos tempos áureos do Vênus e é claro, material novo, que a banda está sempre a fazer.
O segundo show foi o da Fabulous Disaster, a antiga Hellgoats(que também chegou a tocar nos antigos Vênus), que contou com o repertório recheado de Thrash Metal: Megadeth, Motörhead e alguma do Anthrax(???)[agradeço ao Debald por me informar] Exodus[essa agradeço ao Alessandro Martins]. Devo admitir que não entendo quase nada de Thrash. O show dos caras agitou a galera pesado e teve direito até a Stage Dives. Doideira.
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Por terceiro ficou o Rock Bagaço da Dozeduro, grande banda da região. O show contou com a clássica 'Uns Drinks' do Velhas Virgens e a chamada para os fãs subirem ao palco e virar uma ceva - e eu, que vos escreve, fui um dos honrados escolhidos. Aquela Itaipava desceu que nem rock, sem esforço algum! Também contou com o novo single da banda, 'Rockstar', já divulgado aqui no blog e muito aclamado. Teve também: participação especial do Thomás Lenz no single novo e do Guilherme Martins na 'Uns Drinks' com um sombrero marotaço. Minha singela opinião: O melhor show da noite. A Dozeduro é uma banda que investe pesado nos shows, na presença, e isso ganha meu respeito sempre - nesse teve até duas manequins tarjadas, que coisa foda! Tava tão bom que, de tanto bater cabeça, bagunçou as idéias e o texto todo sobre o show dos caras.
O rock bagaço voltou!
Depois, quem subiu aos canhões foi a Central do Rock, tocando a própria que, segundo os caras, já circula nas rádios por aí, Covers de Blink 182 e até Ramones(essa última teve a participação especial do antigo vocalista da Hi'Five, o Zehn - A Hi'Five, novamente, é uma das bandas que tocava nos antigos Vênus).
A quinta banda a se apresentar foi a Bad Wolf. Esses são caras que já foram muito mal falados por aí, dizem que a banda é um terror e tudo mais, porém, vou lhes dizer que os caras estão ficando cada vez melhor. O repertório contou com quase as mesmas do Lost Festival, com a adição de um Foo Fighters que não me lembro de ter visto no Lost.
Silverstone! Cara, como fã de Prog, eu não deveria comentar no show dos caras, ainda mais agora com a nova formação. Recheado de músicas deliciosas ao ouvido do entusiasta, tocaram o Pink Floyd que nunca escapa deles, o Deep Purple, o Dire Straits e também o Van Halen. Como assim Van Halen?? Prog?? Pois é, para fechar o show com chave de ouro, os caras convidaram ao palco nada mais que Samuel Bertram e Eduardo Klafke para tocar uma Jump e fazer a galera tirar o pé do chão. A nova formação da banda conta com Rafael Leonhardt, o mítico tecladista da Tom Turbina, e o Tiago Debald, grande baixista da Fabulous Disaster. Foi um grande show, muito bem executado e com músicas escolhidas à dedo.
Admito que eu fico ridículo no Air Guitar
Depois veio a gigante dos primórdios do Vênus Rock, Vade Retro. Tocando um heavy metal de primeira qualidade deixou os fãs muito adoidados por esperarem já há muito tempo pela volta da banda - que alegou estar apenas em hiato de tempo indefinido. Dentro do repertório pôde-se ouvir todos os bons clássicos de todos tipos de heavy metal como Iron Man e Cowboys From Hell.
Heissler & Kern, a dupla sertaneja Metal
Por último, veio a Subto Hellemento com o melhor do metal contemporâneo. Tocando Avenged Sevenfold, Bullet for My Valentine, Bastardz e Pantera(essa última pra dar um toque especial e deixar a galera que curte um metal mais clássico agitada - falo isso como um insider). Sim, sou suspeitíssimo pra falar da Subto Hellemento por tocar com eles, mas eu achei o show muito bom apesar do horário e do cansaço da galera. Também, o show contou com a participação especial do Will Pedra, vocalista da Sevenaid - grande banda de Novo Hamburgo. Para quem aguentou até o final, não pude ver cara de decepção entre os presentes. Detalhe: a Subto Hellemento é outra banda que passou por intensas trocas de formação, agora temos como baixista o Eduardo Klafke da Fabulous Disaster e esse foi o seu show de estréia, com muito estilo.
Detalhe: Cuequinha do Tonante
Como podemos ver, o festival foi muito agitado e intenso, cheio de participações especiais, brejas e loucuras no palco e fora dele, com rodas punk fenomenais, stage dives, mais participações especiais, mais brejas e mais rodas e mais... Então, foi uma ótima noite e para quem perdeu: só lamento. A sonorização foi de primeira e, como um músico que tocou no festival, eu adorei os dois palcos dando tempo e liberdade pra se instalar. Constatei que o retorno no palco tava um pouco ruim, minha opinião, porque foi um tanto difícil me achar uma vez nele. Porém, sobre o palco também, eu amei o espaço - o palco era super espaçoso e dava pra se mexer muito. O som tava muito bom, e todo mundo ouviu meus acordes errados.
E eu acho que era isso rapazeada. Tenho que me desculpar pela ausência de muitas fotos, ainda, pois não tenho câmera e ninguém levou no dia para eu tirar umas. As que tenho peguei diretamente do facebook. Forte abraço e até semana que vem.
Agradecimentos à Tainara que aparentemente foi a autora dessa obra de arte fotográfica







