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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Te Liga Nesse Som: Sevenaid

     Sempre é válido deixar claro antes de começar a coluna que o título não faz nenhuma alusão a ofensas. Bem pelo contrário, o propósito dessa coluna é apresentar bandas que na minha opinião, são desconhecidas até demais - e divulgar o trabalho de música de verdade feita no mundo. A banda escolhida dessa vez, devido ao clipe lançado na semana passada (depois de muita espera) é a Sevenaid, de Porto Alegre. Dentre os membros que consistem a banda está o Elias Frenzel, ex baterista do Reação Em Cadeia; Will Pedra nos vocais, Jhonny no baixo e na guita, atualmente, está o Affonso Gaviraghi. O som do caras é extremamente influenciado por metal, heavy metal e bandas de metal contemporâneo.



     Eu já tive a oportunidade de presenciar o som dos caras ao vivo e posso lhes dizer que é de estourar cérebros. A banda começou com o propósito de se divertir, sendo que todos eram músicos de profissão, e continua com os mesmos propósitos. Eles apenas estão na ativa pela região quando estão 'de férias' dos projetos, então é um tanto complicado ver o show dos caras.

     A melhor parte sobre o show dos caras é que, você espera que, uma banda desse calibre, com ótimas próprias, não apresentaria covers - e você estaria errado em pensar nisso. Ao vivo, você presenciará a nata dos anos 80 e 90, com direito até a um Bon Jovi - e Iron Maiden mais Alice In Chains também. Todas executadas à perfeição. E no quesito presença de palco: assustador. Os caras se mexem pra caramba e ainda interagem com o público como ninguém - Para você, leitor, ter uma noçao, no show que presenciei, fizeram questão de chamar todos os vocalistas e backing vocals das outras bandas do festival para cantar junto, nas proximidades do palco (acredito que só nao convidaram para subir pois não iria caber tanto maluco). Esticam o microfone pra platéia e tudo mais.

     Infelizmente os caras ainda não lançaram nenhum CD, mas isso é de se esperar em breve, de uma banda com seriedade, compromisso e paixão pela música. Vale muito a pena conferir. Seguem links no youtube, 4shared e facebook para quem quiser conferir o som dos caras.

O primeiro clipe dos caras: Boas Lembranças



Livin' on a Prayer (cover)

Links:
http://www.youtube.com/watch?v=ew6pMY23rPs - mais uma própria, Mira.
http://search.4shared.com/q/CCAD/1/sevenaid - Todas as músicas disponíveis no 4shared

E, é claro, o facebook da banda - http://www.facebook.com/sevenaid?fref=ts

Espero que todos curtam, galera. Rock on! Abraços!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Te Liga Nesse Som: Zerodoze

   O Te Liga Nesse Som dessa semana traz uma banda nem tão iniciante assim, mas como eu tento focar no pessoal do Vale do Rio Pardo, acredito que por nossos lados a Zerodoze ainda não é muito conhecida, e é por isso que são o tema de hoje desse quadro.


    A Zerodoze, que lançou seu primeiro disco em 2007, é uma banda que flutua entre o heavy metal e o hard rock, sempre mantendo um peso constante, com um volume que impressiona, e como foi no caso do último show que presenciei, na abertura do Slash, te faz se perguntar como um power trio pode preencher tão bem as suas músicas. A cozinha é o segredo, na minha opinião. André Lacet faz linhas de baixo muito sólidas, e a bateria também se destaca no peso dado por Alberto Andrade, deixando a área preparada para os riffs de Cristiano Worttman. Esta é a formação atual da Zerodoze, e que na minha opinião, lançou um dos melhores discos do metal/rock n' roll gaúcho do último ano.

   Um dos primeiros guitarristas do Hangar, e muita experiência adquirida com um dos expoentes do metal nacional em sua fase incial, Cristiano aplica tudo isso na composição e na sua atuação como frontman no palco. Acompanhado de ótimos músicos, o power trio da Zerodoze faz um show perfeito pra quem gosta do heavy metal clássico e um pouco de hard rock. A primeira vez que assisti à um show da banda, me impressionei, já havia ouvido antes, mas no palco a coisa é outra, eles vão além. Uma boa frase pra explicar o que quero dizer surgiu dias atrás após o show do Slash, numa conversa entre amigos (Leo Peixoto e Guilherme Pauli, vulgo Axl): "Como só 3 caras fazem um som tão pesado?! O show foi muito bom!".



   O Peso Que Corrói, atual álbum de trabalho da banda, é o terceiro disco da banda, e é resultado de dois anos de gravação e dedicação dos caras. Já disse, e repito que o resultado foi excelente. Quem quiser baixar o álbum, pode fazê-lo em www.zerodoze.com

   Além do supracitado show de abertura para o Slash, os caras já dividiram palco com Sebastian Bach e outros grandes nomes do rock nacional. Nesse percurso, já tem alguns hits entre seu público, com total destaque para Fantoche, Da Onde Veio, e Essa Mulher.



  



Curtiu a banda?
Tu podes encontrar ainda mais aqui:

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Te Liga Nesse Som: Trilema

    Ele está de volta! O Te Liga Nesse Som! Agora com a minha nova proposta, de trazer apenas bandas autorais oriundas nos nossos pagos gaudérios. Para começar, tentei dar uma caprichada na seleção, e trazer algo peculiar, algo diferente, e me deparei com uma solução incrivelmente caseira, a Trilema!
    Uma banda instrumental, com influências muito heterogêneas, vindas dos estilos distintos de seus integrantes, a Trilema é uma power trio, e vem há algum tempo, uns 4 anos, desde o embrião plantado ainda em 2008/2009, trabalhando em uma proposta bem particular de sonoridade, que culminou em seu primeiro EP (O Veneno da  Valsa), lançado no primeiro semestre desse ano. Eu chamei ela de solução caseira para o quadro por um simples motivo, a banda foi formada, desenvolvida e evoluiu pelo trabalho de 3 colegas meus, do curso de engenharia ambiental da UFRGS, que a propósito, tem uma concentração de músicos muito grande, algo que sempre me surpreendeu, já que é um curso de ingresso anual de 30 pessoas. Mas o assunto aqui é a Trilema!

    Conversei com o Daniel, guitarrista da Trilema, que nos conta alguns detalhes da sua parceria musical com Drusko e Evandro:

    Marcio: Começamos com perguntas clichês: Quais são suas influências musicais?
    Daniel de Brito: hmm
    Para responder essa tenho que passar um pouco pela minha "história musical" (por mais que isso soe meio pretensioso)
    Aprendi a tocar violão só pela brincadeira, para tocar com os amigos e etc, até que um dia ouvi um solo do Slash na rádio e pirei. 
    Nessa época então comecei a ouvir muito Hard Rock, principalmente Van Halen. Meu professor de guitarra então me mostrou o metal melódico, aí eu me enfurnei em casa ouvindo e tentando acompanhar as guitarras do Angra, Rhapsdody, Stratovarius, Helloween, e por aí vai, fiquei alguns anos nessas.
    Conheci depois Dream Theater e aqueles guitarristas mais consagrados (Satriani, Vai, Malmsteen, etc). Por sinal, cheguei a comprar o DVD do G3 com esse trio.
    Depois a parei de me focar tanto na guitarra, e comecei a ouvir mais jazz, bossa nova.
    Hoje estou com uma "filosofia musical" (olha a pretensão aí novamente) bem diferente da minha época guitarreira, na real quase oposta. Atualmente estou ouvindo "de tudo", artistas que eu considero que criam um universo único, não importa se seja hip hop, jazz, doom metal, ou eletrônico.

    M:Sei desa tua "fase guitarreira" por vídeos antigos do youtube (teu passado te condena).
    DB:Comecei a focar na música como um todo, como uma onda sonora, e não como uma sequência de notas e acordes. É meio óbvio, mas é um aspecto que poucas pessoas observam, as infinitas possibilidades de timbres, texturas, intenções, etc.
    hasuhuasuahausahsuas
    Mas não tenho vergonha do meu passado guitarreiro, acho que foi muito importante para mim, e é uma grande parte de quem sou hoje.
    Tanto que ainda dou umas fritadas às vezes.
    asijasihdauisauidsuisz\hdcuiszcuiszdcv

    M: Hoje em dia a música instrumental, ainda, é uma espécie de compartimento fechado no meio do rock n' roll tanto local, como num aspecto mais amplo?
    DB: Realmente. São poucas as pessoas que ouvem instrumental. Tem muito daquilo "ah, é legal, mas não ouviria". 

    M: Foi esse teu interresse pelas peculiaridades que tu citou (timbres, tons, afinações), que te lançou pra música instrumental? 
    DB: Na real nunca foi algo planejado, do tipo "vou fazer uma banda instrumental". Foi um lance totalmente natural. Mas bem quando eu montei a banda eu estava entrando nessa fase.

    M: Me lembro que, desde que te conheci, em 2008, tu já falava muito mais em "fazer um som instrumental" do que montar uma banda convencional. 
    DB: Gostando de trabalhar mais com climas e tal.

    M: Falando em montar a banda... Conta aí, como foi o início da, atualmente chamada assim, Trilema.
    DB: Atualmente oidschjsziodchuszidcuszhidc
    Comecei tocando com o Drusko em um fracassado ensaio da engenharia ambiental. Tínhamos marcado com uma gurizada, mas só o Drusko e a Flora compareceram, em determinado momento o Drusko e eu começamos a improvisar, e saíram várias coisas muito boas.
    Ali começamos a procura por um baixista para formar um trio. Após um tempo e algumas mudanças de nome surgiu o Evandro, e cá estamos.







    M: Sim, me lembro! Eu era pra ter ido nesse ensaio... hahahahahahah.

    DB: dsvjnzuoidsvhdfvhyudxfivhdxuifvhudxifv



    M: "algumas" mudanças de nome... Toda semana era um diferente! No fim ficou a opção Trilema. Por quê?
    DB: ashuia\schszudcihszdc
    Cara, pela sonoridade, facilidade de gravar e significado.
    Escolher nome é foda.
    Como o Drusko falou uma vez, é como escolher uma roupa que tu vai usar pelo resto da vida.
    O nome inicial (Candelabros Fosforescentes) era pra ser totalmente provisório, mas aí acabou ficando, ficando...
    Quando a banda tava tomando um formato mais sério (gravação do álbum), resolvemos mudar.
    Até entramos no estúdio sem nome. Adsoicjszuoidcszoidcjzdsc


    M: Lembro-me que houve uma enquete rolando entre o pessoal da eng. ambiental inclusive, com três nomes finalistas... foi quase uma novela, hahaha.

    DB: xzkozsdcjziscjoiszdcjoiszdcdszjc

    Incomodamos muita gente com isso.



    M: Mas aí veio a gravação, e na sequência, o espanto com a qualidade do som que vocês fizeram.

    DB: Po, valeu!

    Nos preocupamos muito com a qualidade de todo o projeto, queríamos que a coisa ficasse profissa.



    M: Me chama a atenção a escolha dos nomes, e o quanto isso afeta na forma que se escuta o som de vocês. Pelo menos eu, tento de alguma forma associar o título com o sentimento passado pela música, às vezes inconscientemente. Isso é proposital?

    DB: Sim. Tentamos dar um norte interpretativo com o título da música, até porque o formato instrumental permite que as pessoas recebam tua idéia de formas diferentes.

    No fim, queremos passar um "universo", uma história.



    M: Voltando pra questão da gravação, vocês conseguiram apoio de um selo bem renomado do cenário instrumental. Como foi esse processo?

    DB: Foi meio do nada. Havíamos uma época tentado o contato com a Sinewave e não tinha rolado.

    Então um dia me convidaram para participar do grupo da Sinewave no Facebook, e eu topei.

    Lá eu divulguei o trabalho da banda, sem nem pensar em fechar algum acordo com os caras, mas mais para mostrar para o pessoal que frequenta ali, que é uma galera interessada nesse tipo de som.
    Daí um dos caras que se interessou foi o Lucas, que é um dos responsáveis pelo selo.
    Trocamos uma idéia bem descompromissada, falamos sobre música, os discos do ano, etc, e então o cara me convidou para participar do selo.
    Foi uma baita conquista.



    M: Prova de que a propaganda focada é melhor que um spam descontrolado... heheh. Shows, vocês já subiram no palco para mostrar o som da Trilema por aí? Estão à procura? Saindo em turnê pela Europa?

    DB: Bah, estamos a procura. Mas por enquanto não rolou nada além daquelas exposições nos festivais da ambiental.

O que é um negócio que nos incomoda um pouco, a vontade de tocar tá grande.



    M: Então estão abertos à propostas!
Tenho certeza que os grandes empresários do ramo musical, que é claro, leem o blog, estão atentos e captarão esta oportunidade.
Tem mais alguma coisa que tu achas que seria interressante falar?
(vamos falar mal de alguém? aí depois eu coloco no blog, e daí dá “boloro”... é legal, as festas do curso andam tão sem sal, pelo menos as últimas que eu fui, o que faz muito tempo...)
    DB: uashuashuahsuashasuhas
Tenho uma fofoca quente aqui... Cuidszcuoidszczusidochsz
Cara, agradecer a oportunidade do espaço aberto aí (sem trocadilhos).
E vou-me lá que agora tenho ensaio no teatro.
Abraços!

M: Feitoria então!
Abraço!




Se você gosta de música instrumental, sugiro dar uma ouvida no som dos caras, não há chance de rolar arrependimentos:
Site oficial (com download do álbum)

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Te Liga Nesse Som - Vulgo Coyote

   Fazia tempo que não publicava esse quadro, mas acho que ele precisa voltar, e junto com outros. Mas pensando em alguma banda nova pra comentar, e talvez até apresentar a muitos, me veio a pergunta: "Com tantas bandas boas surgindo pelo RS, porque não focar nas bandas gaúchas?". Sim, não por que não. E com isso retomo esse quadro, agora focando apenas nas bandas da província mais rock n' roll do sul do país, e talvez, de todo ele.

   Começando a temporada "bandas daqui" do meu quadro, começo falando da Vulgo Coyote. Uma banda formada por integrantes de Sobradinho e de Porto Alegre, alguns deles que já rodaram muito os palcos da região, e por isso que aqui são citados.
   

   Os coyotes Victor Thomas (voz e guitarra), Leônidas Lazzari (guitarra), Jerônimo Lazzari (baixo) e Diorgenes Tazz Goetems (bateria), se propõe ao rock n' roll reto, puro, e sem frescuras. Não são fãs de virtuose, e querem fazer um rock simples, com pegada e um certo peso. Isso fica bem claro nas maiores influências citadas por Victor e Tazz, com quem conversei pessoalmente, pois ambos residem em Porto Alegre, e segundo eles, Black Sabbath, Rolling Stones e Hellacopters (uma das melhores bandas que surgiram na última década) são bandas em que espelham seu som. Tá bom né?!


     A banda é recente, veio sendo formada há  um bom tempo, e muita gente conhecida da região foi, inclusive, cogitada pra fazer parte dela, mas a química rolou mesmo entre esses caras, e o resultado dela pode ser visto nas músicas, gravadas em ensaio mesmo, com algumas trilhas refeitas em estúdio, que estão sendo lançadas na internet. Realmente, os som é cru e reto, um rock n' roll clássico, mas com uma cara bem atual. Como disse o Tazz: "Tem muita banda inventando moda, a gente quer fazer um show de rock, ver o pessoal curtindo e agitando."

   Levo muita fé no sucesso dessa intenção pois competência pra isso eles tem, Tazz deve ser lembrado por muitos segurando as baquetas da Ebulição, Jerônimo e Leônidas tocam na Rock N' Live, um ótima banda de Sobradinho, e o Victor, só conheci, musicalmente falando, pelos sons que a Vulgo Coyote lançou na rede.

   Os sons próprios, lançados até agora (mais virão, são 10), estão sendo colocados no soundcloud da banda, e podem ser baixados gratuitamente. A banda já tem shows agendados em Porto Alegre, sendo o próximo no dia 16, no Carlitus Bar, mas pretende dar as caras por Santa Cruz o mais breve possível. Quanto ao seu repertório, para os shows, eles compartilham de uma idéia que eu sempre tive do que seria ideal.
     - Victor: "Pretendemos tocar na maioria, nossas músicas, mas com alguns covers também, acho que de 10 músicas, uns 3 covers, Sabbath e Hellacopters com certeza, o resto é Vulgo Coyote.".
 
    Acho isso muito coerente, pois não tem como conquistar o público, ou fazê-lo realmente se divertir assistindo um show onde tocam apenas músicas que ninguém conhece. Uma banda começado seu trabalho autoral, deve fazer exatamente isso, mesclar, mas com preferência para suas músicas. Mas enfim, vamos à elas:





    Essa aqui é muito boa!




    Novos lançamentos no http://soundcloud.com/vulgocoyote

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Te Liga Nesse Som - Traveling Wilburys


                Antes de falarmos mais sobre a grande final do Rei dos Gigs, vou reviver um quadro aqui do blog. Farei minha primeira participação no Te Liga Nesse Som! Bem... como a maioria dos leitores deve saber, meu estilo musical preferido é um pouco diferente do dos meus companheiros aqui. Eu curto um rock clássico, anos 60 e 70. Progressivo, blues, jazz, psicodélico, country e principalmente rock and roll! Já por essa descrição, dá pra imaginar que falarei de uma banda de épocas diferentes das que foram faladas até agora neste quadro.  Mas, não. A banda em questão foi formada em 1988! Então se trata de uma de metal? Grunge? Outra de hard rock? Glam? POP?! Nops.


No final dos anos 80 não eram só os jovens que viam que havia algo errado na música, os velhos também sabiam disso. E como eles tinham participado de toda a revolução do rock, notaram que isso se perdeu com as gravadoras, MTV e o pop em geral. Então, um grupo de caras que tinham feito sucesso lá na época boa, resolveu se juntar para fazer a diferença outra vez! Usando nomes falsos, por causa de seus contratos, gravaram um álbum independente usando o nome de Traveling Wilburys. Com isso colocaram três músicas nas cinco mais das paradas americanas, ganharam três discos de platina nos Estados Unidos, foram indicados a disco do ano e ficaram na 79ª posição dos maiores dos anos 80.

Não foi grande surpresa. Os músicos que formaram esse supergrupo foram George Harrison (Beatles, dãã), Jeff Lynne (Electric Light Orchestra), Bob Dylan, Tom Petty (& the Heartbreakers ) e Roy Orbison. Eles já eram grandes amigos, se encontraram numa gravação para um disco do ex beatle e decidiram fazer essa brincadeira. Em 10 dias, numa casa no interior americano, gravaram um baita álbum com 10 grandes músicas, e que pra mim é um dos melhores pós anos 70.

A sonoridade é bem igual a que se encontra nos discos dos integrantes, um rock clássico com pitadas de country e bastante destaque para as guitarras e vocais. O grande diferencial deles foi ter 5 grandes vozes com características bem distintas, que marcava muito bem cada parte de cada música. É algo realmente novo e pouco feito antes e depois.


Como o sucesso foi enorme, após uma turnê do Dylan, os Wilburys foram gravar o segundo disco. Mas, infelizmente Roy Orbison morreu no final de 88, deixando tudo pela metade. Dois anos depois, em 1990, eles voltaram e gravaram o Traveling Wilburys vol. 3, mesmo sem ter lançado o dois (ato copiado pelo supergrupo Chickenfoot nos dias de hoje). Outra vez fez grande sucesso, mas não o mesmo do primeiro. E por ai eles pararam.

Em 2001, George Harrison estava programando o lançamento do Vol. 2 e também foi levado deste mundo. Então apenas em 2007 o seu filho, que havia participado das gravações do terceiro disco, terminou o trabalho do pai e lançou os dois álbuns já existentes remasterizados, o segundo inédito e um DVD com os clipes. Certamente que tenho isso na minha coleção, e vou compartilhar para download aqui.

Abaixo Handle With Care (talvez maior clássico deles), os codinomes que foram usados nos discos, End Of The Line (clipe já gravado após a morte de Roy Orbison, mostrando apenas sua guitarra, voz e uma cadeira vazia) e o link para o download dos dois discos.




No álbum Traveling Wilburys Vol. 1:
Nelson Wilbury - George Harrison
Lefty Wilbury - Roy Orbison
Otis Wilbury - Jeff Lynne
Charlie T. Wilbury Jr. - Tom Petty
Lucky Wilbury - Bob Dylan

No álbum Traveling Wilburys Vol. 3:
Spike Wilbury - George Harrison
Clayton Wilbury - Jeff Lynne
Muddy Wilbury - Tom Petty
Boo Wilbury - Bob Dylan




Senha para os links: rockpolar