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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

As 20 Questões - Cristiano "Balaka" Silva

1. Quem é Cristiano Silva?

      Sou um apaixonado por música (clichê padrão das 20 Questões para aqueles que não sabem responder essa pergunta como eu).

Cristiano Silva é o feroz baterista da Tamarindo!
2.Você fez parte da equipe fundadora do vales, o que levou a sua saída?

Sempre te agradeci pelo convite pra participar do blog quando tu havia o idealizado e pude contribuir um pouco. Sendo estudante de jornalismo foi uma ótima oportunidade pra escrever sobre algo que eu amo que é música. Saí mais por discordar da ideia de INDEPENDENTE que estava sendo aplicado ao momento em que eu estava no blog, depois não sei, mas aquela época havia meio que um sistema de monarquia no blog que eu não achava certo, por isso saí.

Repórter da Unisc Tv, uma de suas multi facetas 
3.Quais são os pontos fortes do blog, e o que poderia melhorar?

Os pontos fortes do blog são as questões de INDEPENDENTE mesmo. Entrevistas com a galera daqui, perfil das pessoas do rock daqui, esse lance do Por Onde Anda relembrando a galera que parou e se pode ou não voltar, ISSO é informação nova, isso é independente, é isso que não está em qualquer site de música na internet. Acho legal quando se posta reviews de grandes shows, só que pouco acrescenta quando se encontra qualquer review de qualquer show na internet, apenas muda a visão e opinião para alguém daqui. Já quando se fala de shows daqui, mostra bandas daqui, fala de pessoas daqui (daqui, quero dizer região como no caso do blog), sobretudo pra fazer o trabalho de divulgação das bandas, acho que as próprias bandas e o blog ganham, por isso sempre enalteci a ideia do blog, pois não tem um espaço assim na região hoje. Acho que poderia melhorar a própria divulgação das bandas, pegar uma banda que lança algo e fazer entrevistas sobre o que está rolando, o que vai rolar com a banda, tem tanta banda na cidade ou região lançando coisas, ações nesse sentido engrandecem o propósito e o nome do próprio blog.

Com a grana que acumulou em anos de rock, conseguiu comprar um ônibus, e hoje além de tocar, vende melancia pelo interior do RS
4.O que te levou a tocar bateria?

O DÉ da Nights Stalkers, hehe. Não, mas é quase por aí. Desde muito novo eu batucava nas coisas com lápis na aula ou em casa ou nas mesas com as mãos e tal, e quando eu estudava no São Luís, uma série abaixo dos guris da Night Stalkers, todo ano nos circuitos de bandas do colégio eu ficava vendo a banda, e por gostar de bateria acompanhava o Dé e ele tocava muito bem os clássicos que eles tocavam como Deep Purple, Creedence, Elvis entre outras e principalmente Led Zeppelin que ele mandava muito, e eu olhava e pensava que eu tinha que comprar uma bateria por gostar e pra tocar batera como o Dé por que aquilo ali era demais. Sempre que eu vejo o Dé por aí a gente ri e eu reverencio ele, por que o cara era e é foda ainda como batera. Lá por 2003 ganhei a minha RMV X Drums que tenho até hoje e comecei sozinho a tocar, tive a oportunidade em seguida de ter dois anos de aula com o professor Astor o que me deu uma condição MUITO melhor como baterista e aí se vão 10 anos tocando em bandas e tal, nessa que definitivamente é uma das coisas que me moldou ao longo dos anos.

5.Cite 3 bateristas que foram de muita influência pra você?

Chad Smith, do Red Hot Chili Peppers. Ele é o único que de tanto eu ver incorporei o estilo dele, na medida do possível, na minha personalidade como baterista. Gosto das quebradas dele, da pegada rock misturada com funk e o desprendimento de arranjo padrão nas músicas que ele aplica também é algo que gosto. Depois dele certamente vem o Dave Grohl que é um monstro, o estilo dele me agrada muito, uma pegada brutal, sem firula, desce a lenha e não quer saber. Certamente o Dave Grohl é o segundo que mais eu tive influência. Poderia citar outros tantos clássicos bateristas, mas prefiro citar o Matt Helders do Arctic Monkeys. Ele é um batera destruidor com um estilo muito foda e simples ao mesmo tempo, daqueles que quando tu vê tocar parece ser muito fácil de fazer, mas pra criar aquelas batidas e aplicá-las em arranjos o cara tem que ser bom. Outra coisa que gosto nele é o kit de batera super simples que ele utiliza. Outra coisa legal é que já tive a oportunidade de ver os três ao vivo nos shows de suas bandas, e por mais que o Dave seja vocal e guita no Foo Fighters, naquele show na Argentina que vi ele tocou bateria pra acalmar a loucura dos argentinos. Foi especial.

Silva diz: Eu tenho um disco de Red Hot e não te do-o 
6.Você sente prazer em pegar na baqueta?

Haha Sinto é uma necessidade e uma dependência muito grande de tocar bateria. Sei que fico irritado se fico sem tocar batera por alguns dias e na medida do possível, até no intervalo de meio dia, sempre tento dar uma passada na salinha da batera e fazer um barulho.

Silva diz: Ai papai que delícia 
7.Você ficou bravo ou nervoso quando o Tramba comentou no site da Horn?

NÃO! hehe Eu jamais fiquei bravo ou nervoso com o Tramba por causa do comentário no site da Horn. Tive a oportunidade de anos depois tocar com ele em bandas (Abutrez e Locomobil) e somos amigos.

Banda Horn, diretamente do abrigo nuclear 

8.O que mudou na nossa cena pra melhor e pra pior dos tempos de Horn aos tempos de Tamarindo?

Pra mim mudaram várias coisas, porém pra melhor e pra pior ao mesmo tempo. Explico: comecei a frequentar e ir a festivais de bandas lá por 2003, 2004, 2005. Tu ia a um festival de bandas e tinha 20, 25 bandas tocando. Essa mistura era ótima, sinto falta disso, porém ao mesmo tempo não tinha quase casas de shows e mais ainda não tinha oportunidade para as bandas de rock tocarem nas casas. Já hoje não vejo mais os festivais de bandas que misturava e colocava todas as bandas que queriam pra tocar, ao mesmo tempo que temos casas de shows que oferecem uma boa estrutura para as bandas, mas ainda há pouca circulação das mesmas. Outra coisa que mudou foi a mentalidade de som próprio X som cover. Aquela época, mais valia uma banda que tocava covers muito bem do que uma que tinha alguns sons próprios ainda formulando arranjos e investindo em sua própria música. Hoje não. Eu percebo que hoje, posso estar errado, mas as bandas – não todas, mas a maioria – por mais que comecem tocando alguns covers pra pegar o ritmo, já iniciam com o pensamento de ter um ou mais sons próprios, tentar gravar e lançar algo seu, isso é bom.

Tamarindo e o sanduíche de Bada
9. Vocês trocaram de vocalista, qual o motivo da saída do antigo vocalista e como foi feita a escolha do novo front man?

O vocalista anterior da Tamarindo, o Diego, resolveu, aquele período que ele se afastou da banda, se dedicar ao relacionamento dele, e eu e a Bada, por querermos dar sequência na banda, não perdermos algo tão puro, simples e nosso que é a Tamarindo, respeitamos a decisão dele e preferimos seguir com a banda. O processo de escolha foi bem simples. O Jaeger tem mil bandas, mas isso não foi motivo pra eu e a Bada não pensarmos nele logo de primeira. Ele é ótimo vocalista e gosta do estilo que gostamos, encaixou todas. Nos encontramos no shopping um dia e eu deixei claro pra ele que gostaria que ele fosse da banda sendo um integrante mesmo, não meio que um músico contratado, queria ele compondo, se puxando, junto comigo e a Bada e isso foi muito natural, ele é um músico mesmo, se puxa, traz ideias, gasta tempo mesmo, o pouco que ele tem, com a Tamarindo, pensando em coisas novas e no que fazer com o que temos. Se não fosse o cara certamente eu e a Bada não daríamos conta de algo que a gente sempre quis muito que era dar sequencia na Tamarindo. Agradeço muito ao Jaeger.

Tamarindo é a promissora banda de rock da cidade
10. Existe a possibilidade de um revival da banda Jeremy?

NUNCA! Hehe. Pelo menos não com a formação que tenha os quatro integrantes, por que eu jamais participaria. Acredite se quiser esse assunto cai na conversa de nós quatro da Jeremy mais do que eu imaginava que fosse acontecer, isso de nós mesmos. Volta e meia um de nós fala sobre isso, a última vez há umas 3 semanas, mas eu sempre deixei claro, a Jeremy era muito mais que uma banda, era uma galera de uns 20 que estavam sempre juntos, independente de show, só pra sair, beber e se divertir, e hoje não tem mais isso, metade daquela galera se odeia, o resto não se fala, haha, então seria meio que um “insulto” à Jeremy realizar um revival, fora que falando de mim, do Diego, Jão e Lucas, nós NÃO SOMOS mais aqueles caras que bebiam oito fardos numa pegada ou enchiam o porta malas do Gol com uma caixa de cerveja e se largavam pra Rio Pardo, bebiam a caixa entre os 4, e voltavam podres e sabe-se lá como chegávamos vivos em casa, ou carregavam TVs pela Marechal Floriano, ou quebravam placas de carro na frente da Spirit, ou mesmo abriam a porta da Igreja do Divino às 4 da manhã e viam a luzinha laranja acesa da igreja. Não somos mais esses caras. Seria meio que uma falsidade voltar ou mesmo fazer um revival. Tocar com os guris não vejo problema, mas como Jeremy não. Até tocamos juntos, totalmente sem querer, apenas pelo acaso de estarmos juntos em uma mesma festa. Tocamos Rockin’ In The Free World que era um som muito nosso nos shows em uma festa na Sunset em abril do ano passado, onde era um show da Restos de Ontem, banda que o Lucas tocava, e eu, Diego e Jão estávamos assistindo e nós quatro tocamos juntos. Acho que aquele foi o melhor jeito de acontecer algo. É tão bom volta e meia ouvir de alguém que gostava da nossa banda que sente falta ou então que curtia os sons e os shows, não quero de jeito perder isso fazendo um show meio que forçado sem 10% da energia e da verdade que era a Jeremy. Deixa nas nossas cabeças e dos amigos e pessoas que gostavam o quanto era bom aquele tempo.

A clássica e saudosa banda Jeremy
11.Como surgiu essa sua paixão pelo Indie Rock?

Cara, qual é o problema de vocês com RÓTULOS DE ESTILOS MÚSICAIS eim? Por que as pessoas se baseiam em não escutar ou escutar algo por dizer ser desse ou daquele estilo musical. Isso é muito pequeno. Eu escuto música boa e pra mim ela independe de rótulos.

12.Qual a maior loucura que você já fez para conseguir ir a um show de rock?

Bá, eu tive a oportunidade de assistir várias das minhas bandas preferidas como Red Hot Chili Peppers em duas oportunidades, Pearl Jam, Foo Fighters, Queens Of The Stone Age, Arctic Monkeys, Black Keys, Alabama Shakes, Cage The Elephant, Chris Cornell, Roger Waters, Joan Jett, Mike Patton, Metallica, Stone Sour, Tomahawk, Los Hermanos, Skank, Engenheiros do Hawaii entre tantas outras. Loucura? Bá, certamente a maior foi ir para o Lollapalooza ano passado. Eu tinha marcado de ir com o Diego, tínhamos pago tudo já, mas ele de última hora desistiu de ir, e eu nunca tinha ido literalmente sozinho pra um local como São Paulo, sem lugar pra ficar nem nada, ir a moda loca sem nada, só com o ingresso de entrada, e tá loco, foi o festival, evento, momento mais foda da minha vida em termos de show, foi muito bom e louco viver essa experiência de ir totalmente sozinho, curtir as bandas que queria ver, aproveitar e conhecer um pouquinho de São Paulo, fazer correria de aeroporto pro Lolla, depois de volta, indo de ônibus pra lá e pra cá. Foi uma experiência incrível.

13.Em todo esse tempo de estrada no rock, qual a coisa mais estranha que já lhe aconteceu?

Bãi. Não lembro agora, provavelmente vou lembrar mais tarde de alguma coisa, mas na a Horn, ter 15 anos, ter com meus colegas de bandas realizado apenas um show na vida naquela que foi a nossa primeira banda e já gravar um EP de estúdio inteiro com 6 sons próprios é algo estranho, talvez para os dias atuais. Acho que pela nossa inocência da época isso aconteceu e é ótimo ter esse registro, mas definitivamente é estranho pra uma gurizada formar a primeira banda de colégio com 15 anos, fazer o primeiro show e o segundo passo gravar um EP com 6 sons próprios. Outra coisa estranha e engraçada foi o show que o Diego cantou com um pisca pisca de natal no pescoço com a camiseta da Brahma ensopada de cerveja. Lembro também da vez que a cerveja derrubou o Jão. Foi um show no Strike que simplesmente estava chegando a hora de tocar e PERDEMOS o Jão, não achávamos mais em lugar nenhum, fui achar ele atirado numa calçada e carreguei ele pra tocar, hehe, foi bem louco, assim tem várias outras muito boas que nos churrascos e momentos que nos encontramos nos matamos de rir.

...
14. Existiu algum fato ruim no rock que você tenha superado?

Não, nenhum que eu lembro por agora. Tem só bandas que toquei que eu achei que poderiam dar mais do que deram.

Para o Silva, não existe tempo ruim
15. Pra quem não viveu a fase dos shows Jeremy e Rocking Chair, o que você pode contar pra galera sobre aquele tempo?

Bá cara, aquilo era demais. Era uma parceria muito boa das bandas, as pessoas se curtiam, gostavam dos sons das outra, tocavam direto juntos e foram sem dúvida as que mais tocaram no Vitrolão que foi a época mais foda do rock nessa cidade.

Jeremy e Rocking Chair, aqui a zoeira era pesada!
16.Qual a origem do seu apelido "Silva balaka"?

Hahaha Começou na “formatura” da 8ª série no São Luís, com as camisetas da turma, que tinha que colocar o nome e por me chamarem assim coloquei, daí todo mundo que via me chamava assim. Meu e-mail pessoal até hoje tem esse nome, hehe

100% Balaka
17.A Exploder era uma banda de "figurões do rock" o que aconteceu pra uma banda tão promissora terminar de forma tão precoce?

Nada relacionado à própria banda, foram pessoas e situações de fora que acabaram influenciando na decisão de não seguir mais. Realmente uma pena. Era uma banda que tocando covers foi a que eu mais gostei, por que era tudo que eu curtia em relação a bandas, grunge puro com outras bandas não de grunge, mas de pegada forte como Rage Against The Machine, aquilo era muito bom.

18. A relação entre Bada, Jégue e Silva é boa na Tamarindo?

Muito boa. Nos falamos quase que diariamente pelo Facebook, eu diria que é quase zero de atrito nesse tempo que temos de banda nós três. A relação é tri.

19. Forte Apache e o Espiral, The Dogs, Eu Mato a Barata no Canto do Salão entre tantas outras, alguma delas realmente vai lançar material? Você vai dar conta e se empenhar com tantos projetos? E responda esse mistério, de quantas bandas você já fez parte?

Tamarindo e Forte Apache e o Espiral certamente vão lançar material. As duas eu tenho muita gana de lançar material assim como os amigos que participam comigo das duas bandas. É muito o meu estilo de música que gosto nas duas e as duas tem músicas próprias que precisamos mostrar! hehe São ótimas ao meu ver. Sobre dar conta, eu realmente não sei, é muita coisa, coloco as duas que citei na frente, pois são meus projetos de som próprio. Já fiz parte de exatas 21 bandas, hehe, mas tem algumas que tenho ou que já acabaram que guardo muito como as principais: Horn, Jeremy, Chá das Cinco, Exploder, Tamarindo e Forte Apache e o Espiral.

Forte Apache e o Espiral, grande revelação de 2013
20. Muito obrigado Silva por sua atenção e todo seu empenho na nossa cena rock trazendo alegria pra garotada, nos responda qual o futuro da Tamarindo?

O futuro da Tamarindo é lançar material, hehe, de todos os tipos eu diria. Estamos produzindo um EP acústico, um EP de sons de estúdio, adesivos, camisetas, tudo sendo produzido agora! Tipo, nós três estamos bem pilhados pra lançar nossas coisas. Acho que logo logo meeesmo tem coisa nossa aí. Sobre a Forte Apache e o Espiral, agora com a entrada do Caio Vaz fechou todas e agora com o nosso primeiro show provavelmente rolando na sequência estamos pensando nas gravações dos sons que temos e que surgem por que definitivamente é uma banda de produção muito constante e chega a ser difícil escolher o ou os sons a gravar. Essas duas bandas tem muita coisa pra mostrar!
Obrigado pela oportunidade de participar das 20 Questões Top. Grande abraço e siga nos teus projetos em prol do rock da cidade e região.

O papai Silva, ensinando seu pimpolho a amar o Grêmio

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Review - Grito Rock (Noite 1)


      Em meio a festa popular que mais movimenta o Brasil, aqui em Santa Cruz vários blocos se reuniram e foram para clubes. O Carnaval é sempre assim, muita música ruim e pessoas bêbadas. Mas, existe um bloco diferente. Daqueles que apreciam originalidade e qualidade. São poucos, mas fazem a diferença. A gurizada alternativa, que curte um rock and roll, que aprecia a cultura de décadas anteriores e apoia trabalhos independentes produzidos na nossa época. Esse pessoal não estava vivendo o Carnaval. O lugar desses é no Grito Rock. É na Legend!

      E, mesmo com a chuva que caiu no começo da noite até quase a entrada da madrugada, o público foi grande. Ambiente externo e interno da casa de rock da cidade estavam lotados! O estilo era diferente daqueles que se costuma ver na Legend. Um pessoal mais novo. Muitos interessados em conhecer novos sons que veriam logo mais no palco. O clima estava ótimo! A expectativa agora eram as bandas.

      Abriram a noite as bandas locais. Primeiro subiu ao palco, pouco após 00:30, a Tamarindo. Power trio santa-cruzense que conta com Diego nos vocais, Bada no baixo e Silva na bateria. Pela primeira vez eles fizeram um show apenas tocando músicas próprias. Uma grande surpresa! Gostava dos covers que faziam parte do set list, mas é muito bom ver a evolução deles como banda e como músicos. Foi um ótimo show, contando já com composições autorais que estão se tornando conhecidas. Destaque para as músicas Borbulhante e Eu Sempre Gostei Mais do Lado B. Visível a total influência do grunge lá do começo dos anos 90.

      Após o termino do show, que teve menos de uma hora e apenas seis músicas, foi anunciado que a Forte Apache e o Espiral entraria no palco em 15 minutos. Demorou mais do que isso, mas o show começou ainda antes da 1:30. Mantendo Silva na bateria e levando Diego para o Baixo, a segunda banda da noite teve Davi nos vocais e Éder na guitarra. Inevitável lembrar da Chá das Cinco por contar com o mesmo vocalista, mas a Forte Apache já de cara se mostrou bem mais pesada e com letras mais fortes. Cheios de atitude, os caras tocaram várias canções agitadas em quase uma hora no palco. Os backing vocals eram muito bem utilizados, como também os solos de guitarra . Destaque para as músicas A Cara a Tapa, que teve no seu começo uma referência a contratação do Barcos pelo Grêmio, e Aos 30. Todas sempre marcando pela sua letra e a atitude dos músicos no palco, que culminou em uma destruição da bateria pelo Davi no final do show.

Pouco antes da destruição da bateria, que seria remontada pacientemente pelo Silva
      Com um pouco mais tempo de demora entre os shows, veio a terceira atração da noite. A porto-alegrense Badhoneys, outro power trio. Mas, invertendo o que viemos na Tamarindo, agora a mulher que tocava guitarra e cantava, enquanto o homem ficava no baixo. E, era uma das atrações do show essa diferença no palco. O baixista devia ter uns dois metros de altura. Ocupava grande parte do espaço para os músicos! O instrumental era muito bom. Bem pesado e com bastante qualidade. O espaço interno da Legend ficou lotado para ver a apresentação da Badhoneys. Das letras, pouco se entendia. Mas, valeu a pena conferir esse show de uma banda com bastante personalidade, que tocou suas próprias composições e agitou o público, já próximo das três da madrugada.

O enorme baixista solava constantemente, preenchendo bastante o som com muita qualidade
      Eu tinha medo, antes do começo da festa, de que os shows fossem acabar muito tarde. Quatro bandas em uma noite só costuma ocasionar grandes atrasos. Porém, não foi o que aconteceu. Com uma organização muito bem feita, a última banda subiu ao palco no ápice da noite. E foi na hora certa!

      Os argentinos da Petit Mort, mais um power trio no mesmo formato da banda anterior, surpreenderam a todos. Foi o grande show da sexta! Um som pesado, misturando vários estilos, mas chegando mais próximo de um metal. Muita gente batendo cabeça e curtindo o som deles. A vocalista, com um vestido azul e cabelo curto loiro, era baixinha e pulava pelo palco. Gritava no microfone e agitava o grande público ainda presente na Legend. Se o pessoal estava meio parado antes, se soltou nesse último show. Muita gente gritando, aplaudindo e curtindo o som dos músicos de Buenos Aires. Durante algumas músicas eles tiveram a participação especial de outro guitarrista. Neste momento, o instrumental, como solos de guitarra e baixo, chegou ao seu auge! Banda muito boa mesmo!


Participação especial na animada banda Argentina
      Mas, vale destacar que a moça dos vocais também mandava bem na guitarra. Petit Mort ficou marcada na história da Legend e de Santa Cruz. Um show que me surpreendeu muito mesmo. Parabéns a banda e para aqueles que trouxeram ela. Já valeu o feriadão de Carnaval.

Como disse, animada banda. O ótimo baixista, não parava quieto no palco
      Saldo totalmente positivo nesse primeiro dia de Grito Rock. Hoje a noite tem mais! Quarto Sensorial, Ventores, Diatribe e New Plague. Quem ainda não tem ingresso, pode comprar antecipados por 10 reais na Pizza You, Alabama e Brasil Urbano. Ah, vale destacar que tem banquinhas vendendo produtos para rockeiros pela Legend. Trate de levar uma grana extra pra noite. Vale a pena!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Grito Rock Mundo 2013 na Legend


      Para muitos, hoje marca o início do Carnaval. Para outros, apenas um feriadão. Mas, para a gurizada do rock independente de Santa Cruz, será um grande momento. O Grito Rock Mundo terá sua edição na região hoje a noite na Legend. Mas, isso não é o bastante - a festa continua amanhã! Um total de oito bandas farão esses próximos dois dias serem históricos para o rock da cidade.

      Sobre o evento, muito já se falou. Tivemos um post divulgando a inscrição das bandas, e ao longo dessas primeiras semanas de 2013, foram divulgadas, uma a uma, as atrações que tocam hoje e amanhã no palco da Legend Music Bar. E, a cada momento, tinha certeza maior de que precisaria estar presente em ambas as noites. Por isso, adquiri meu passaporte por 15 reais. O mesmo ainda pode ser feito na Alabama Rockstore, na Brasil Urbano ou na PizzaYOU. Quem preferir ir apenas um dia, o valor é 10 reais. Na hora será 20.

      Começando pela noite de hoje, vamos ao serviço e as atrações:

Sexta, 08/02

     Logo mais, na Legend, teremos quatro bandas se apresentando. De Santa Cruz, tocam a Tamarindo e a Forte Apache e o Espiral.  Sobre a primeira, muito já falamos por aqui. Na ativa desde o ano passado, é um power trio que tem influencias do som dos anos 90, grunge e metal. Um show que gosto muito de assistir e o único que já vi das atrações da noite de hoje. A Forte Apache e o Espiral eu não conheço, se não me engando, o Grito Rock será a sua estréia. Apenas sei que é composta pelo Davi nos vocais, Diego e Silva (ambos integrantes da Tamarindo) fazem baixo e batera, respectivamente, e Éder Nanaco na guitarra. Duas bandas que estão investindo no som próprio. Vale a pena dar uma conferida no que está sendo feito por aqui na noite de hoje.

      Porém, não é só de bandas locais o Grito Rock. Nem perto disso! De Porto Alegre vem a Badhoneys, e - vejam só! - de Buenos Aires receberemos a Petit Mort. Ambas as bandas contam com vocal feminino, um detalhe que fará a diferença nos nosso ouvidos sem dúvida alguma. Aguardo ansioso para saber mais sobre o som delas.

      A festa começa hoje as 22h e, minha expectativa é de amanhã já colocar no ar o review do que já rolou. Portanto, fiquem ligados no blog e no nosso twitter, no qual irem publicar comentários e fotos ao vivo lá da Legend.


Sábado, 09/02

      A noite de amanhã seguirá o mesmo formato da de hoje. Duas bandas de Santa Cruz e duas de fora. Começando pelas da cidade, teremos a clássica Diatribe e a novata New Plague. A primeira, já é uma tradicional banda da região. Na ativa desde 2004, muitos shows fez por aí, marcando sempre pelo seu som rápido e suas letras fortes. Já a New Plague, estreou na cena local final do ano passado e tem influências de new metal. Ainda sem material gravado, mas já tem composições próprias que poderão ser vistas na noite de amanhã no palco da Legend.

      As atrações de fora da noite de sábado são duas bandas que eu gosto muito. Começando pela Quarto Sensorial, um power trio de Porto Alegre que eu tive a oportunidade de assistir no Psicodália, na virada do ano. Uma banda instrumental incrível, que surpreende a cada música! Já tem um ótimo trabalho gravado, no qual podemos ouvir todas as suas diversas influências. Eles vão da música latina até o rock progressivo, e fazem isso como se fosse a coisa mais normal do mundo. Um show imperdível!

      Já a Ventores é uma conhecida da região, pois nos seus primeiros shows já passaram pela cidade e tocaram no saudoso Vitrolão. Os caras são de Santa Maria e estão juntos desde 2008. Hoje em dia, pelo que me falaram, a banda se encontra em uma situação bem diferente e investindo muito no trabalho autoral. Tenho grande de curiosidade de rever essa gurizada e prestigiar mais uma grande atração do Grito Rock!

      Para mais informações, segue o perfil da Hoo Ha Rock e o EVENTO. É um baita momento para Santa Cruz. Se afaste do Carnaval e venha curtir o melhor do rock produzido por aqui e pelo mundo lá na Legend!