Mostrando postagens com marcador Tocata y Fuga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tocata y Fuga. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Nove horas de puro rock em Igrejinha!


      A semana do rock começou da melhor forma possível para os quase três mil rockeiros que prestigiaram o festival de aniversário do Bar Tio Remi, no último sábado. Oito bandas promoveram quase nove horas de música boa no Parque da Oktoberfest, em Igrejinha, que estava lotado! E não foi apenas pela qualidade musical que a festa se destacou. A organização, a segurança e o respeito com o público também são fatos que explicam como esse rock bar consegue se manter por oito anos ativo e crescendo.

      O clima de chuva e a desconhecida cidade de Igrejinha assustaram aqueles que vieram de longe, como foi o caso da excursão que saiu de Santa Cruz do Sul com 25 pessoas. Os ingressos, já comprados há meses, precisariam ser retirados na hora. Falta de organização comprometeria todo o festival neste caso. Porém, a chuva não veio, o acesso ao Parque da Oktoberfest foi fácil e a retirada dos ingressos não levou nem cinco minutos. Tudo certo para curtir a noite repleta de rock and roll. Porém, a Polar custando cinco pila a latinha doeu no bolso...

      A primeira banda a subir no palco não era uma das mais esperadas. Tocata y Fuga não tem ainda uma grande relevância no cenários musical do Estado. Mesmo assim, em uma noite com gigantes do rock gaúcho, eles conseguiram deixar sua marca. Apostaram em uma fórmula simples: os clássicos. Mandaram sons que iam de Led Zeppelin até Metallica. E, quando o público estava conquistado, investiram também em suas músicas próprias, que, com influência vinda dos anos 70, agradou.

      Na sequência, o show foi da Graforréia Xilarmônica. Pontualmente, os irreverentes músicos subiram ao palco e fizeram o seu melhor. Grande parte das músicas deles não são muito conhecidas, mas existe um grande respeito pelas composições e letras diferenciadas que eles trazem. E, claro, o grande clássico Amigo Punk, colocado sem destaque algum dentro do set list, fez pela primeira vez o ginásio ecoar. Naquele momento deu pra sentir a força que o público teria no festival. E isso se viu mais ainda nos shows que deram sequência ao da Graforréia.

      Representando um rock mais atual, a terceira banda da noite foi Vera Loca. Nesse momento, o ginásio do parque já estava praticamente lotado. O público cantava e participava do show, encantando até os músicos no palco. Para responder a boa recepção dos rockeiros, a banda investiu em músicas para animar. E, para isso, nada melhor que AC/DC. Mesmo assim, a famosa Borracho y Loco, a balada Palácio dos Enfeites e o novo single Graffiti mostraram a força das composições próprias desta que já é uma grande banda do rock gaúcho.

      Voltando para os anos 80, subiu ao palco a Tenente Cascavel, revivendo clássicos absolutos do rock nacional daquela década. A banda que une TNT e Cascavelletes fez um show repleto de sucessos, acompanhada pelo enorme público do começo ao fim. Identidade Zero, Lobos da Estepe, Sob um Céu de Blues e Cachorro Louco foram destaques. Nessa hora, passado da meia noite, a animação era altíssima mas o cansasso já aparecia também. A sequencia matadora de shows deu uma parada com RS115, uma banda desconhecida que tocou apenas composições próprias.

      Nesse momento, deu pra descansar e tomar um ar na parte externa do ginásio. Porém, quem também deu as caras com a chegada do domingo, foi a chuva. E, quando uma das atrações mais esperadas da noite subiu ao palco, estava todo mundo dentro do local aguardando. Cachorro Grande fez um baita show, investindo no seu instrumental de muita qualidade, na potência do vocal de Beto Bruno e nos seus grandes sucessos.


      Roda Gigante, Que Loucura e Dia Perfeito deram espaço para o guitarrista Marcelo Gross aparecer. O vocal se destacou em Hey Amigo e Lunático. E, a balada Sinceramente, foi o momento do público fazer um coral inesquecível para acompanhar a banda. Cachorro Grande fez um show a altura do nível que eles se encontram. Seus sucessos e sua performance ao vivo dão razão para quem os considera a maior banda do Rio Grande do Sul.

      Já se encaminhando para o fim, as paulistas da Nervosa vieram para surpreender. Três gurias tiveram a difícil responsabilidade de tocar entre dois gigantes — Cachorro Grande e Tequila Baby. Porém, o elemento surpresa jogou a favor delas. As metaleiras se destacaram pela beleza, no primeiro momento, e depois pela agressividade do seu som. Difícil imaginar mulheres com aquela aparência fazendo um thrash metal tão pesado. O vocal gritado e o som sujo agradou o público que respondeu com muita agitação e rodas punk.


      Para fechar — e neste caso, vale usar o clichê — com chave de ouro, Tequila Baby! A maior banda punk do Estado e uma das mais famosas do Brasil, veio para provar que o festival não daria chance para o cansasso do público. Nesse momento, a chuva era forte e o vento a trazia para dentro do ginásio. Molhava público e banda, mas nada que diminuísse a animação. Do começo ao fim, rockeiros cantavam junto com o rouco vocal de Duda Calvin, que respondia com clássica depois de clássica. Velhas Fotos, 51, Ralph, Negue e, encerrando, Sangue, Ouro e Pólvora, foram as que marcaram a passagem do Tequila pelo festival.

      O bar Tio Remi promoveu uma festa inesquecível para o público que lotou o local. Na volta para Santa Cruz, uma única certeza — ano que vem, no aniversário de nove anos, todos querem voltar!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Festival com o melhor do Rock Gaúcho!



      Amanhã um grande festival exaltará o rock gaúcho em Igrejinha. Esse denominação regional que, ao longo dos anos se tornou até um estilo musical diferenciado, segue com força e em constante renovação. A prova disso estará no palco do Parque da Oktoberfest — infelizmente não de Santa Cruz — na cidade que fica na região metropolitana de Porto Alegre. A festa comemora os oito anos do rock bar Tio Remi, clássico da região.

      Vamos a escalação: representando os primórdios do rock gaúcho, o supergrupo Tenente Cascavel, que resgata clássicos oitentistas das bandas TNT e Cascavelletes, Graforréia Xilarmônica, surgida no final dos anos 80 e Tequila Baby, o grande nome do punk, formada em 1994. Já chegando nos anos 2000, Cachorro Grande, uma das maiores do atual rock do Estado, e Vera Loca. Ainda não tão conhecidas, as bandas RS115 e Tocata y Fuga vão apresentar seus trabalhos em meio a tantos clássicos. Representante estrangeira neste festival gaúcho, é a banda Nervosa, de São Paulo, que, formada apenas por garotas, investe forte no thrash metal.

      Para uma cidade que tem aproximadamente 30 mil habitantes como Igrejinha, um festival deste tamanho é de causar inveja a lugares como, por exemplo, Santa Cruz do Sul. Mas, conforme o Diretor Técnico e Artístico do bar Tio Remi, Aguiovani Oliveira, o segredo é fazer o que o público quer, sem cobrar preços abusivos. “Se querem a banda Matanza, trazemos Matanza. Se querem Tequila Baby, é o que damos a eles. Sempre cobrando um preço justo e dando espaço para o crescimento das bandas da região”, explicou Oliveira.

      Conforme o diretor, esse é o segundo grande festival de aniversário do bar e a ideia é crescer. “Seguimos exaltando o clássico do rock gaúcho e dando espaço para bandas daqui. Porém, não descarto a possibilidade de trazer grupos de fora do Estado, como é o caso da Nervosa neste ano”, conta Oliveira. Ele ressata que bandas como a paulista e as duas gaúchas que não são tão conhecidas, expõem um estilo do bar de abrir espaço para novidades. “Queremos dar a oportunidade do rock gaúcho e nacional seguir vivo e crescendo. Por isso damos a oportunidade de bandas não tão conhecidas tocarem, muitas vezes, com seus ídolos.”


Tocata y Fuga — 20 horas — http://www.tocatayfuga.com.br/
A primeira banda a subir no palco é gaúcha, formada em 2005, mas não tão conhecida pelo público em geral. Tocata y Fuga é composta por Gustavo Malagigi no vocal, Tiago Oliveira na guitarra, Leonardo Kohlrausch no baixo e Andrei Dietrich na bateria. O show é para agitar o público que estiver desde o começo no local. Deve contar com um misto de rock setentista com o heavy metal dos anos 80, indo de Led Zeppelin e Deep Purple até Metallica e Iron Maiden. A banda também investe em músicas próprias, com influências de Black Sabbath e Jethro Tull, que certamente serão apresentadas no festival.

Graforréia Xilarmônica — 21 horas — https://www.facebook.com/GXoficial
Segundo show do festival traz já uma das clássicas bandas do Estado. Formada por Frank Jorge, ex Cascavelletes, em 1987, a Graforréia Xilarmônica tem uma canção que é considerada hino gaúcho: Amigo Punk! Além disso, o show conta com diversos outros clássicos e a irreverência característica da banda, conhecida pelo seu som bem humorado, divertido e despreocupado, com alguns toques de música nativista.


Vera Loca — 22 horas — http://www.veraloca.com
Outra banda gaúcha, essa da geração mais recente, é a terceira atração do festival. Vera Loca, formada em 2001, já tem quatro álbuns lançados e um sucesso crescente nas rádios do Estado. Com seu hit Borracho y Loco, versão de  um clássico do rock argentino gravado originalmente pela banda Los Enanitos Verdes, o grupo se tornou conhecido por todo o País. Recentemente, gravaram um DVD ao vivo no bar Opinião, em Porto Alegre, onde lançaram um novo single: Graffiti, outra verão, desta vez da banda Inmigrantes.

Tenente Cascavel — 23h30 — https://myspace.com/tenentecascavel
O quarto show, no auge da festa, é da banda que reune dois dos maiores nomes do rock gaúcho: TNT e Cascavelletes. As duas clássicas do rock nacional dos anos 80, se reuniram na Tenente Cascavel. Formada por Tchê Gomes e Márcio Petracco, ex TNT, e Luciano Albo, ex Cascavelletes, junto com o baterista Paulo Arcari, eles revivem hits que todo mundo canta junto, como Não Sei, Cachorro Louco, Sob Um Céu de Blues e Jéssica Rose. Além disso, exitem também composições próprias que seguem o estilo criado pelos próprios há quase 30 anos.

RS115 — 00h30 — http://www.rs115.com/
Banda formada em 2004 e que, desde 2009, vem investindo apenas em música autoral. O show destes gaúchos deve apresentar músicas do seu primeiro EP, lançado no começo deste ano. A banda, na formação atual, segue uma linha rock and roll e pop rock, mas com uma sonoridade de anos 80. Ela traz o peso das bandas tradicionais da época e suas peculiaridades. O EP, chamado de O Bom e Velho Rock And Roll, pode ser ouvido na íntegra no site dos caras.

Cachorro Grande — 1h30 — http://www.cachorrogrande.com.br/
Uma das maiores bandas do rock gaúchos dos últimos tempos, a Cachorro Grande lançou neste ano seu primeiro DVD. Gravado no Rio de Janeiro, o show conta com clássicas dos seis discos da banda, que faz apresentações por todo o país e tem hits como Lunático, Você Não Sabe o Que Perdeu, Sinceramente e Dia Perfeito. Os integrantes são Beto Bruno, Marcelo Gross, Rodolfo Krieger, Pedro Pelotas e Gabriel Azambuja, e o disco de inéditas mais recente se chama Baixo Augusta, com o single Difícil de Segurar.

Nervosa — 3 horas — http://www.nervosa.com.br/
A única banda que vem de fora do Rio Grande do Sul, também se destaca por ser a que tocará o som mais pesado da noite. Com seu thrash metal, o trio Nervosa, é formado apenas por garotas. Com influência de Slayer, Sepultura e Exodus, essas meninas viajam por todo o País, surpreendendo e agitando. Ainda sem nenhum material lançado, a banda deve ter seu primeiro álbum ainda neste ano. No momento, as três metaleiras dividem seu tempo entre shows e gravações em um estúdio paulista.

Tequila Baby — 4 horas — http://www.tequilababy.com.br
Encerrando o festival, já dentro da madrugada de domingo, outro gigante do rock gaúcho. O punk da Tequila Baby promete fazer o público se agitar ainda no final do festival. Formada em Porto Alegre, em 1994, a banda tem em sua frente o vocal gritado de Duda Calvin, que irá entoar clássicos como Velhas Fotos, Melhor do Que Você Pensa e Sexo Algemas e Cinta-Liga. Ano passado, a banda lançou o álbum Por Onde Você Andava?, mantendo o punk rock vivo no Rio Grande do Sul.