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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sabbath marca pelo peso e por loucura de Ozzy

Review do show do Black Sabbath em Porto Alegre, no dia 09/10

      De Santa Cruz saíram dois ônibus lotados e mais um micro. Num total de aproximadamente 125 pessoas. Sei de outras excursões que partiram de Venâncio e de Cachoeira. Muita gente da região curtindo esse momento histórico em Porto Alegre. Na sequência, segue meu review, publicado no jornal Gazeta do Sul da última sexta-feira.

Black Sabbath Porto Alegre (Foto: Bruno Alencastro/Agência RBS)

      Aos 64 anos, o vocalista do Black Sabbath, Ozzy Osbourne, compartilhou um pouco de sua loucura com uma legião de fãs que foram o assistir, acompanhado de seus companheiros de banda, em Porto Alegre. No show realizado na última quarta-feira, o frontman, vestido e maquiado de preto, empolgou o público, correu, pulou e brincou. A alegria de Ozzy, foi a certeza de diversão das mais de 30 mil pessoas que compareceram ao Estacionamento da Fiergs para a noite que ficará na história de cada um desses rockeiros.

      Meia hora antes do combinado, as luzes se apagaram e a voz marcante de Osbourne ecoou pela primeira vez no enorme estacionamento onde o show foi realizado. O público, já aquecido com a grande abertura proporcionada pelo Megadeth, respondeu ao vocalista que logo começou a brincar. Imitando um cuco, Ozzy proporcionou risadas dos ansiosos rockeiros. A brincadeira se repetiu durante o show, o obrigando a rir e comentar: “I'm fucking crazy”.

      Por volta das 21h40 (o show estava previsto para as 22 horas), uma conhecida sirene fez as 30 mil pessoas gritarem. O início do show com a clássica War Pigs fez os rockeiros pularem e cantarem com todas as forças. Ao longo do show, com duas horas de duração, as músicas que se destacaram foram as dos dois primeiros álbuns da Sabbath, lançado há mais de 40 anos, em 1970. Do disco homônimo veio N.I.B., com fantástico solo do baixista Geezer Butler. Já o álbum Paranoid foi aquele que mais teve músicas no show. Destaque para a clássica Iron Man, que fez o público cantar cada riff de guitarra, e Fairies Wear Boots, provando que a voz de Ozzy ainda está ótima forma.

      Do disco novo, três músicas. Age of Reason foi a primeira a aparecer. Mesmo com todo o peso e ótimos solos de Tony Iommi, a novidade não empolgou. Já End of the Beginning, que abre o álbum, levantou mais o público, e o single, God Is Dead, foi cantando como se fosse uma das clássicas do grupo. O encerramento do show veio com Dirty Women e com a proposta do Ozzy: “Vamos tocar mais uma. Se vocês forem muito loucos, talvez duas”. E, com Children of the Grave, o pedido foi atendido. O público pulou e foi a loucura com toda a empolgação dessa clássica de peso do Sabbath.

      A mais uma prometida pelo vocalista foi Paranoid. Com a introdução de Sabbath Bloody Sabbath, o maior clássico do grupo proporcionou uma agitação de banda e público surpreendentes para o final do show. Sem muitos recursos visuais, o Black Sabbath proporcionou a noite histórica aguardada pelos rockeiros gaúchos. Ozzy, Iommi e Geezer provaram mais uma vez que o título de Pais do Metal é justo. Por duas horas de show, levaram um público — em sua maioria, de jovens —  ao delírio. A expectativa é que eles possam continuar por muito tempo fazendo o que sabem de melhor: este rock sombrio e pesado, que por quatro décadas move milhões de fãs por todo o mundo.

Fotos público show do Black Sabath Porto Alegre (Foto: Daniel Bittencourt/G1)

Minha opinião sobre o show, além do review:

      Algo que não citei no texto publicado no jornal que acho importante, é a falta do baterista original Bill Ward. Por mais que os comentários leigos em minha volta elogiassem muito Tommy Clufetos, eu senti muita falta do sombrio e preciso Bill. As batidas rápidas e fortes do substituto não combinavam com o momento da banda. O show pedia algo mais cadenciado e Clufetos pegou com força. Seu solo, apesar de apresentar bastante qualidade, não me agradou. Se for destacar o principal ponto fraco do show, foi sim o baterista.

      Além disso, o local decepciona pela falta de opção para pessoas com menos de 1,70 de altura. Por não ter arquibancadas e locais com mais elevação, apenas os altos conseguiram assistir o show. No mais, apenas elogios e uma imensa felicidade para o resto da vida por ter visto estes deuses do rock.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

God Is Dead?!

    Ouvindo, ainda quente do forno, o novo single do Black Sabbath... Talvez opiniões em breve, ou não, como disse, ouvindo pela primeira vez ainda, e não nos deixemos levar pela emoção! Mesmo sendo bem difícil...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

13

    Na minha simplória opinião, tem muita banda grande de heavy metal que em uma carreira inteira, tem menos peso do que há nesses poucos segundos. Na verdade adaptei opiniões alheias. Igo, Chester, me processem.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Deuses do Metal em Porto Alegre!


      Hoje de tarde, finalmente a confirmação veio. Todos já devem saber, mas vale gritar novamente: O BLACK SABBATH VAI TOCAR EM PORTO ALEGRE! Poderemos ver os Deuses do Metal bem de perto. Aqueles, que lá no final dos anos 60 lançaram um álbum assustador para a época, falando sobre assuntos estranhos e sendo chamados de satânicos. Aqueles que usaram tudo que é droga, escreveram músicas sobre o efeito que a cocaína e a maconha dava na cabeça deles. Sim, eles vão estar aqui.


      Ozzy, Geezer e Iommi. Uma pena que o Bill não virá. Mas ele será bem substituído pelo batera do RATM. Três monstros farão o show da vida de muitos leitores do Vales, sem dúvida. Agora, como festejar esse anúncio? Coincidência ou não, temos duas festas vindo por aí para celebrar bem o anúncio do show do Sabbath.

      Primeiro o Alabama Rock Festival trará a banda Prophajnt, de Porto Alegre, para fazer um cover do cara que teve uma das missões mais difíceis de todos os tempos - substituir o Ozzy. E, pelo tamanho da responsabilidade, convenhamos que ele fez bem. O Dio, chamado por muitos de Deus, tem uma das grandes vozes do metal. A banda certamente conta com um baita vocalista que, junto com covers de Rage e Pantera, farão a volta dos festivais do Kurt ser histórica.

      Mas, claro... O show em Porto Alegre será do Black Sabbath clássico. E este poderemos ver no primeiro fim de semana de maio, no Blackout Rock Festival, com a banda Deep Sky, de Candelária. Sim, ainda existe rock em Candelária! Farão o merecido cover ao Sabbath neste festival que contará com outras sete bandas. Noite para definitivamente declarar a Sunset como uma casa de rock and roll.


     Temos atração para abril e maio já. E, em junho, vem o lançamento do álbum 13, que marca definitivamente a retomada da formação clássica do Black Sabbath, com Ozzy cantando. Momento histórico. No mais, resta para nós aqui pensarmos em uma excursão muito louca para assistirmos este show em Porto Alegre.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A Stupid Little Dreamer II


      Atrasado, farei rapidamente a minha coluna da semana, para aí, estar livre e focar em outros projetos. Tenho ainda reviews para fazer, principalmente o do Psicodália. Além disso, temos novidade na região. Banda Coldfire lançou seu primeiro som e mandaram muito bem! Logo teremos uma matéria especial sobre este assunto também.

      O podcast gravado com várias personalidades da região no fim de semana passado irá ao ar. Porém, não poderei lançar ele como está. Acreditem - NÃO TEM COMO. Foi gravado as quatro horas da manhã e ficou bem pesado. Arrumarei um jeito de divulgar aquilo lá sem ter que trocar de país depois. O próximo já está sendo programado e provavelmente será de retrospectiva 2012. Estamos devendo esse!


      Agora, vamos ver o que tá rolando de importante pelo mundo do rock. Primeiro, eles! O Black Sabbath anunciou essa semana que seu primeiro álbum com Ozzy nos vocais em mais de três décadas sairá em junho deste ano. O nome será 13 e por um dia que ele não poderá ser lançado em uma sexta feira 13. No mês de lançamento esse dia cai em uma quinta... Foi divulgado também quem será o substituto de Bill Ward (que abandonou a reunião por problemas contratuais, uma pena). E, diferente do que se imaginava, não será Tommy Clufetos, da banda de Ozzy que estava acompanhando o Sabbath nos seus primeiros shows. O responsável pelas baquetas será Brad Wilk, do Rage Against the Machine (e, consequentemente, do Audioslave). Acho uma baita aquisição! Baterista com criatividade e muita qualidade. Estou muito ansioso para ouvir 13.

      Sobre shows, já está anunciada turnê do Sabbath pela Nova Zelândia, Austrália e Japão. Brasil deve entrar nessa história antes mesmo do novo álbum ser lançado. Mas, em março aqui mesmo em Porto Alegre, já temos uma grande atração. Pelo menos se você for fã de rock progressivo!


      Não, não será o Yes que virá ao país e tocará apenas em São Paulo e no Rio de Janeiro. A turnê que conta com três clássicos álbuns dos anos 70 tocados na íntegra não passará pelo sul do país. Já o Jethro Tull vem! Na verdade, é mais a banda do Ian Anderson. Mas, tá valendo, pois será a turnê do Thick as a Brick, clássico álbum/música dos britânicos que conta com ininterruptos 42 minutos de muito rock progressivo! Além disso, no show também será tocado o mais recente lançamento dos caras - Thick as a Brick II. Uma continuação da história iniciada lá nos anos 70.

      Dia 12 de março no teatro Araujo Viana. Imperdível! Equipe do Vales Independentes estará para fazer a cobertura oficial. Ingressos custam de 110 a 200 reais e começam a ser vendidos dia 21 deste mês. Para mais informações, confira AQUI.

      E, encerrando, outra música divulgada do novo projeto de Dave Grohl. Em uma parceria com Corey Taylor, vocalista do Slipknot e do Stone Sour, o frontman do Foo Fighters já dá uma melhor ideia de como será o Sound City: Real to Reel, que já tem duas apresentações confirmadas e grandes nomes acertados, como o de John Fogerty, do Creedence. Ouça aí, From Can To Can't, de Grohl e Taylor. A gravação conta também com Rick Nielsen, guitarrista do Cheap Trick, e Scott Reeder, baixista do Kyuss.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A Stupid Little Dreamer I


      Começa um novo ano, recomeço a contagem. Volto hoje para dar mais uma geral no que tem acontecido no mundo da música e no rock aqui da região. Começando com a primeira grande surpresa de 2013 - o Camaleão está de volta!

      Para quem gosta e acompanha a carreira de David Bowie, sabe que faz mais de uma década que ele não lança nada de novo, desde 2006 não faz shows e nos últimos anos nem entrevistas deu. As únicas imagens que se tinham dele eram fruto de muito esforço de paparazzis. Dava-se como certo uma aposentadoria silenciosa e definitiva deste grande símbolo do rock. Até se especulava um possível problema de saúde do cantor, pois nem nas cerimonias dos jogos do Olímpicos de Londres, para as quais ele foi convidado com muita insistência, ele deu as caras.


      Hoje, no dia em que o Camaleão completa 66 anos, ele se mostrou mais uma vez um ser diferente no mundo da música. Nesta época onde praticamente nada consegue passar despercebido pela mídia, David Bowie anunciou que está com um novo álbum gravado, um single pronto e um clipe para ser divulgado. Assim, sem mais nem menos, ele volta das cinzas. Eu, que sou grande admirador do seu trabalho dos anos 70, nunca imaginei que veria isso.

      The Next Day é o nome deste novo trabalho, que será lançado no dia oito de março - e acredito que este não irá cair na internet antes. O single que falei antes se trata de Where Are We Now, produzido pelo seu grande parceiro Tony Visconti - que provavelmente irá produzir todo o novo disco - e o clipe ficou por conta de outro Tony, mas agora o Tony Oursler, que foi de extrema importância para a época de ouro de Bowie, nos anos 70 na Alemanhã. Segue aí o vídeo:


      O estilo clássico - bizarro! Cabeças em forma de balão... difícil de entender nessa primeira audição. Mas, muito bom ouvir a sua tradicional voz e rever o hoje velho Bowie. Aguardo ansiosamente o álbum completo e, quem sabe, uma turnê mundial.

      Agora, vamos focar em um assunto de maior interesse do pessoal daqui. Black Sabbath! Sei por fontes confiáveis que a única dúvida sobre eles tocarem no Brasil este ano é se o show será no Rock In Rio, no Monsters (guardem esse nome, um dos grandes assunto de 2013) ou em uma apresentação própria. A certeza é que - os Deuses do metal irão sem dúvida passar pela nossa terra nos próximos meses. Boatos de que um show em Porto Alegre, na Arena, já estaria praticamente certo. Torçam! Seria o grande dia da vida de muitos rockeiros por aí.

Imagem
Do Twitter do Ozzy, mostrando sua visão durante a gravação do novo álbum - o mais aguardado de 2013
      Encerrando, fim de semana tem uma grande atração na região! Banda cover de AC/DC lá de Caxias do Sul irá tocar sábado na Legend. E, como todos bem sabe, AC/DC sempre é bom! Já o show cover de Metallica da Garage Inc., que seria também no sábado na Sunset, foi adiado. Por motivos particulares dos integrantes, eles mudaram a data para dia 23 de março. Já se programem, pois é um baita tributo a melhor banda de metal do mundo!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Classy Classics I

      Pois é tigrada, hoje sai do forno superaquecido da minha mente mais um aniversário atrasado: o dos 40 anos do album Vol.4 do Black Sabbath. Pessoalmente, não é um dos meus álbuns favoritos do Sabbath não, mas como Sabbath é uma das minhas bandas prediletas, me parece uma opção muito boa pra se falar e inspirar as mentes abertas. Além disso, é um álbum revolucionário em vários aspectos: peso, obscuridade e um toque de (muitas) drogas.


     O Vol.4 é o marco do começo da decadência Osbourniana no Sabbath, onde o abuso pesado de drogas começa a comprometer a musicalidade e performance de cada um dos músicos que haviam se consagrado em discos geniais como Black Sabbath, Paranoid e Master of Reality. As músicas refletem muito bem isso, como vamos perceber ao longo do texto. Além disso, também é uma revolução nos experimentos de rock pesado, por contar com as distorções pesadas e combinadas que marcaram o estilo do Sabbath, numa época que não se dispunha de muitos recursos à lá Metalzone - um dos principais porquês que eu adoro o som do Sabbath, Vintage e Heavy.

     O disco começa com a faixa Wheels of Confusion/The Straightener(numa tradução livre: Rodas de Confusão/O Corretivo). Já fica claro que será um disco onde as drogas tomam conta. O álbum é cheio de referências à cocaína, com o ápice na faixa Snowblind, que era pra ser, na verdade, o nome do álbum. Um toque de progressivo e um solo genial de Iommi pode ser visto nessa faixa indo desde notas insandecidas até a doçura dos riffs onde toda obscuridade da mente perturbada dos artistas pode ser sentida pelo ouvinte.

      Depois podemos ouvir Tomorrow's Dream, um urro insandecido dos jovens de uma época transitória muito complicada, onde o rock n' roll é a arma do momento e todos tomam um tiro nos neurônios e encontram uma válvula de escape da vida insana que se levava. Desde os primeiros versos onde se ouve:

'Well I'm leaving tomorrow at daybreak
Catch the fastest train around nine
Yes I'm leaving the sorrow and heartache
Before it takes me away from my mind'

(como sempre, numa tradução livre)

'Bem, estou indo embora amanhã no nascer do dia
Pegar o trem mais rápido lá pelas nove
Sim, eu estou deixando a tristeza e dor no coração
Antes que isso me tire da minha mente'

     E, então, marcando o álbum com um toque orquestral, Changes! A linda balada que explica a sensação de se passar por mudanças intensas e perder tudo que se ama. Um choro desesperado de um amante irreparável que deixa todas suas tristezas lá pelas nove e acaba que tudo que ele deixara para trás é o que o fazia feliz em meio ao sorrow and heartache. As músicas se entrelaçam e criam uma imagem da mente do começo dos anos 70 que é de lacrimejar.

     Então um interlúdio, FX, um monte de ruídos para preparar o ouvido do felizardo que está ouvindo junto comigo o Vol.4 para o total valhalla, Supernaut! Um clássico. Os riffs, a bateria, o baixo trepidante, os vocais urrantes. Não preciso dizer mais né? A música expressa um extremo desejo por ascender, até as estrelas, e se tornar um ícone - desejo que tenho e muito, de colocar a mão no sol e não me queimar.

     Depois de Supernaut vêm a música que todos deviam ouvir antes de mexer com cocaína. Entre os versos, na gravação original, podia-se ouvir berros desesperados que diziam "COCAINE!!!". Porém, a gravadora achou que o álbum já estava revolucionando até demais no assunto e os berros foram trocados por um sussurro. Falar de drogas já não era tão novidade assim para os malucos do Sabbath, no álbum anterior já falavam da doce folha (sweet leaf), também conhecida como Mary Jane. Porém, esta está num nível novo de loucura. "My eyes are blind but i can see; The snow flakes glisten on the trees; The sun no longer sets me free" -  Uma alusão ao vício extremo em cocaína, onde a neve congela o interlocutor e o sol não o liberta mais, as horas congelam junto com todos os sentidos do anti-herói. Os riffs são demoníacos e psicodélicos e deixam qualquer mente sã enfeitiçada.

     E depois de tudo isso, ainda, podemos ouvir Cornucopia, onde o peso come solto principalmente da combinação genial entre baixo e guitarra num som quase que único. Os versos a seguir da letra, descrevem perfeitamente como você irá se sentir com esta música: 

'You're gonna go insane
I'm trying to save your brain'

Você irá enlouquecer
Estou tentando salvar seu cérebro

     Vale ainda ressaltar que Cornucópia é um símbolo grego de riqueza e fertilidade, o que me cheira a uma crítica aos magnatas de plantão controlando as sociedades. Depois disso tudo, pode-se ouvir outro break na barulheira com Laguna Sunrise, uma melodia acústica linda e cheia de harmonia e paz, como se todos estivéssemos agora, nos céus cheios de neve, flutuando.

     St. Virtus Dance é a próxima e coloca um toque de hard rock no disco, para aconselhar todos aqueles cabeludos de coração partido a tomar uma frente e recuperar a garota - falando como um amigo. Afinal, muitos perderam suas queridas durante esse período, por demasiados motivos todos já citados ao longo do texto e intrínsecos na época. E por último, um riff que ouço até hoje em toda música de metal extra-pesado. Depois de ouvir Under The Sun/Every Day Comes and Goes, tudo quanto é metal vai parecer redundante. Teminando do mesmo jeito que começou, pesado, meio prog, relata uma libertação, o personagem congelado fica, finalmente, abaixo do sol, sossegado e vendo os dias passar. 

     Fica a dica a todos que apreciam um rock n' roll de verdade, daqueles com sentido e tudo mais. Fica o Link, no youtube, em qualidade razoável.
Abraços e Rock n' roll tigrada!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A Stupid Little Dreamer XXI


      Muito bem, chegamos a coluna da minha idade aqui no Vales Independentes. E, hoje temos bastante coisa legal pra falar... Tudo anda girando em torno de uma das minhas bandas preferidas no mundo do rock, já que os monstros estão de volta. Os Rolling Stones perguntam - Vocês estão preparados?


      Mas, antes de abordar esse assunto, quero elogiar a Sunset, que conseguiu fazer em época de oktober algo que vi poucas casas da cidade conseguirem: atrair um grande público. Aquela rua, famosa pelo movimento nos postos, a tranqueira por causa dos carros andando a 10km/h e as grandes filas na Moove, Spirit e West parecia uma rua de Rio Pardo de tão vazia. Sexta passada não existia uma alma viva nas duas quadras mais cheias das noites de Santa Cruz. Porem, indo sentido shopping velho - shopping novo, chegando bem no final da segunda quadra, tu via alguns carros estacionados. Logo era possível perceber aquela tradicional gurizada de preto com suas bebidas.

      A quadra do fundo, aquela da rua da oktober, estava bem movimentada, e como cheguei perto da uma da madrugada, já se via um grande público dentro da Sunset. Sobre a festa, não vou comentar pois nem entrei lá. Estou com um problema na perna e até de muletas estava aquele dia. Preferi não arriscar ficar bêbado e participar de uma roda punk. Mas, terá review... Seguindo no elogiou a Sunset, como a festa começou cedo, no horário que eu cheguei já estava acabando, porem... aí veio a surpresa! O palco foi livre após os shows, e tivemos grandes atrações. Integrantes dos Stiflers, da Jeremy e da Night Stalkers fizeram uma sequencia incrível de sons. Eu só ouvi do lado de fora, mas dizem que foi demais.

      Parabéns a Sunset, que fez uma festa boa em época de Oktober. Sábado vai ter outra vez, espero que se repita! Mas, falando de boas festas, também fim de semana passado teve o Vênus em Venâncio e eu não pude ir, pelo review que já saiu no blog, parece ter sido do caralho. Adianto para vocês, que logo vamos ter algumas surpresas em relação a isso. Porem, se perdi um festival em Venâncio, tenho que ter tido um bom motivo. E, este foi um show com a Wolkers que participei em uma festa fechada, no aniversário de 60 anos do meu padrinho.


      Pode parecer fora do contexto, mas sou obrigado a comentar como o pessoal velho agita. Tivemos um show de duas horas, no qual eles ficaram dançando e curtindo o tempo inteiro. A apresentação da Wolkers foi, como sempre, perfeita. Alguns destaques: A estreia da nova guitarra do Jô, a reunião da formação Night Stalkers na segunda parte do show, minha participação em três músicas e a presença do aniversariante no palco (pela primeira vez na vida) tocando Cocaine! Foi demais. Tinha muita cerveja e chopp liberado, e é claro que isso deixou o pessoal mais animado, mantendo uma incrível festa até quase cinco da madrugada.

      Agora sim, falando de um pessoal mais velho, vamos aos Stones! Esta semana saiu um vídeo que começa com a pergunta "Are you ready?". Nele falam sobre os shows que serão feitos ainda em 2012 na celebração dos 50 anos de carreira da banda. O nome da turnê será "50 anos e contando", demonstrando que eles não estão próximos do seu fim. Bem, de surpresas é o anuncio que terão participações especiais nos shows da Inglaterra e Estados Unidos - provavelmente ex integrantes da banda - e um set list divulgado no twitter, provavelmente dos shows que estão por vir.

      Acho essa banda espetacular. Eles estão a tanto tempo na estrada e conseguiram fazer um grande alvoroço nesta volta aos palcos. No vídeo se mostram dispostos e preparados pra tudo. É muito foda, os Stones são demais! Segue aí o vídeo.


      Além disso, tivemos terça o anuncio das primeiras grandes atrações do Rock in Rio 2013. "Só" Metallica, Iron Maiden e Bruce Springsteen. Este terceiro, não vem ao Brasil desde 88, está em grande fase e tocará no primeiro dia. Após fazer um dos melhores shows da edição de 2011, James e Lars talvez venham tocar já um novo disco aqui no Rio ano que vem. Tocarão no dia 19/09, talvez role uma homenagem a revolução farroupilha. Já o Iron, vem para sua terceira edição e toca no final da noite do dia 22.

      Destaque para Metallica e Iron, que tocarão em dias diferentes. Ou seja, vamos ter mais noites dedicadas ao rock pesado ano que vem. Informações dizem que AC/DC está negociando para vir e outras grandes atrações devem ser reveladas ainda este ano. Os ingressos começam a ser vendidos no final deste mês. 260 reais por dia, sendo que é possível adquirir meia entrada. Tá bem melhor que o Lollapallooza, em?

      Encerrando o Stupid de hoje, os Deuses do metal! Quem sabe eles não dão um pulo no Rock in Rio? Aí sem dúvidas que eu vou. E vou para ouvir o som God is Dead, primeira música anunciada do disco de inéditas que vem por aí! Finalmente Ozzy, Geezer e Tomy voltaram a falar de coisas novas, e já declararam que o novo álbum está em fase final, faltando gravar os vocais e editar. Logo, então, deveremos ter algo novo do Sabbath para ouvir! É isso aí, até a próxima.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A Stupid Little Dreamer XIII


     Hoje serei bem breve, pois estou - mais uma vez - atrasado com meus reviews. Porem, prometo que irá ao ar nas próximas horas os primeiros, que eu já deveria ter feito na semana passada. Mas, tem coisas legais para comentar, e não posso deixar isso passar em branco.

      Entretanto, primeiro vou xingar os caros roqueiros santa-cruzenses, que em grande parte perderam um baita show sexta-feira na Sunset. O cover incrível de Lynyrd Skynyrd feito pela Mr. Breeze matou a pau. Pretendo ainda essa semana comentar por aqui mais sobre isso, mas tenho outros atrasados antes. Ah, e podem dizer: "mas o ingresso era caro! 10 pila antecipado e 15 na hora". Sim, também acho um preço caro, mas na noite anterior, não precisava pagar nada e a bebida era dose dupla. Mesmo assim, não foram 10 pessoas lá! Lamentável... Desse jeito, cada vez menos bandas boas vão vir pra cá e vamos perdendo espaço nas casas de festa da região.

      Pelo menos está dando pra aproveitar. Foi uma baita homenagem ao Lynyrd Skynyrd que fica na história dessa cidade.

      Agora irei expor um lado mais diferente que eu tenho. Fiquei muito feliz com a praticamente confirmada presença do Coldplay em Porto Alegre no ano que vem. Sim, eu gosto dessa banda e certamente irei no show. Será no dia 07 de março, na Arena do Grêmio! No aguardo de novas informações... Já indo um pouco mais para o passado, uma banda que certamente inspirou muito Chris Martin e seu grupo, o The Cure, está também com uma passagem pela capital gaúcha praticamente certa em 2013. E esse, faço de tudo para ir ver. É a banda que eu tenho mais ouvido ultimamente...

      Agora sobre novidades musicais. O álbum do Pearl Jam, segundo relatos da banda, está parado. Seu lançamento deve atrasar bastante e isso pode complicar a vinda da banda para o Brasil no ano que vem. Já o Sabbath está de volta ao estúdio, com Iommi praticamente curado do câncer, os Deuses do metal voltam a trabalhar nas suas novas músicas.

      Um dos maiores discos de todos os tempos está completando 40 anos em 2012, e isso será muito bem comemorado. Machine Head foi lançado lá em 1972, colocando o Deep Purple no topo do mundo. Com clássicos como Highway Star, Space Truckin, Lazy e, claro, Smoke on The Water, é o principal álbum da banda, e será homenageado da melhor maneira. Jimmy Barnes & Joe Bonamassa, Black Label Society, Chickenfoot, Glenn Hughes, Chad Smith, Iron Maiden, o super-grupo Kings Of Chaos (Joe Elliott, Steve Stevens, Duff McKagan e Matt Sorum), Metallica, Carlos Santana & Jacoby Shaddix são alguns dos nomes escolhidos para fazer um PUTA DE UM DISCO. Ele será lançado em outubro aqui no Brasil, mas várias músicas já foram liberadas na internet. Segue aí o Metallica tocando a clássica balada When a Blind Man Cries.


      Encerrando meu quadro hoje, vou falar do principal festival cultural que acontece no Brasil já há 16 anos. O Psicodália traz grandes nomes do rock nacional, indo do psicodélico, passando pelo progressivo, chegando no instrumental e até no blues. Vários estilos se reúnem todos os anos no interior de Santa Catarina para celebrar a cultura hippie, com muita liberdade, paz e amor. As atrações principal da edição desse ano vão ser Mutantes, Blues Etílicos e Hermeto Pascoal. Os ingressos começaram a ser vendidos hoje no site oficial e eu estarei organizando uma excursão para o evento, que ocorre entre os dias 28 de dezembro e 02 de janeiro. Até lá, falarei bem mais sobre tudo isso. Logo mais, os reviews atrasados... tchau!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Stupid Little Dreamer IX

      Por motivos de ressaca e muito sono (essas férias da faculdade e não do trabalho sempre resultam nisso), minha coluna sai apenas hoje e talvez não seja grande coisa. To querendo terminar isso, me escorar na mesa e dormir. Mas, vamos nessa pois tem muito assunto.

      Primeiro, lamento a morte do Jon Lord, um dos maiores tecladistas do rock da história, que foi fundador do Deep Purple e revolucionário no seu instrumento, misturando a música clássica com um som pesado. A história dessa banda e de tudo que ela representa é muito extensa, por isso não vou me alongar muito aqui, provavelmente falarei mais sobre isso no meu tumblr quando a dor de cabeça tiver passado. Mas, é importante dizer que lá em 1968, quando foi lançado o álbum “Shades of Deep Purple”, Jon Lord já demonstrou um diferencial, distorcendo seu Hammond de uma forma nunca feita antes e colocando longos solos de teclados nas músicas, coisa que não era vista até o momento no mundo do rock.

      Já no “In Rock”, de 1970, o Purple demonstrava se destacar dentro do Hard Rock. Com a música Child in Time, Jon e Blackmore encantaram a todos com os duelos de guitarra e teclado que promoviam nos shows da banda, algo que se tornou clássico, e que é feito em todas as apresentações até hoje com a presença também do vocal de Ian Gillan. Deep Purple é uma baita banda, e Jon Lord foi um tecladista incrível! Fará muita falta... Eu, quando vi um show deles, infelizmente ele já não fazia mais parte.


      Mas, não vamos só de notícia ruim... Ontem foi aniversário do Geezer Butler, baixista do Sabbath. E a grande novidade é que começam a surgir boatos que talvez os deuses do metal venham para o SWU deste ano, junto com o Slayer e outras bandas que já falei aqui pelo blog. Isso seria, tipo... MUITO FODA! Mas, parece que o festival desse ano vai sacanear pessoas que trabalham e tem aula, pois vai acontecer durante a semana. Vou ter que me fuder, matando o trabalho e aula mesmo, pois nada é mais importante que o Black Sabbath!

      Agora pensando no que acontece por aqui. Sexta vai ter uma festa bem legal na Icon, com a banda Boa Noite Cinder, terceira colocada no Rei dos Gigs! A entrada é de graça!! Tá valendo muito a pena sair de casa e ver esse baita show, em? E no sábado, grande festa em Venâncio – Blackout Festival. Vai sair uma excursão aqui de Santa Cruz pra ninguém ficar sem ter como ir pra lá. Quem precisar disso, só dar uma olhada no grupo do festival.


      Tá, e pra encerrar, vou dar uma chance pro Marcio e colocar uma música que ele ficou triste de não ter comentado no Bad Apple dele, já que foi lançado meia hora depois do post ir pro ar! Novo singel do Mötley Crüe! Não poderia ter um nome melhor – SEX! Ouçam ai no vídeo a baixo, eu curti muito, mas deixo pro cara que é mais fã que eu comentar no post ai o que ele achou. No aguardo, Marcio.

terça-feira, 22 de maio de 2012

A Stupid Little Dreamer


      Começo aqui um quadro novo no blog. Na verdade, uma nova etapa! Até o momento fizemos mais uma parte informativa, divulgando festas e depois comentando como elas foram. Além de organizar nosso concurso e fazer alguns quadros para aproximar mais vocês do nosso meio de comunicação. Mas, todos nós temos nossas opiniões, pois somos apaixonados por música e tentamos ao máximo viver isso. Portanto, visando explorar esse nosso lado opinativo de quem ama o rock and roll, começarei um tipo de coluna por aqui. Semanalmente escreverei um texto falando sobre o mundo do rock, desde o que acontece lá com as grandes bandas que eu acompanho, até o que tá rolando aqui perto de nós.

      Na verdade, não tenho muita noção do que vai ser isso aqui. Só tenho vontade de escrever mesmo. Acredito que vá tomando forma com o tempo. E imagino que eu vá ser apenas o primeiro a explorar esse lado de ‘colunista’ que podemos ter. Logo outros companheiros de Vales e até pessoas de fora que se interessem em participar, podem entrar nessa brincadeira. Mas, por hoje vai ser a minha parte mesmo.

      Começando com o nome. Não tive dúvidas pra escolher como vai se chamar minha coluna. Essa parte da música Dreamer do Supertramp define muito bem tudo. E é assim que vai ser.



      Indo primeiro para o rock internacional, nesse final de semana tivemos lá no interior da Inglaterra o primeiro show do Black Sabbath. E pra mim foi decepcionante. O set list tava do caralho e o Ozzy, o Tony e o Geezer mandaram muito bem. Mas, tinha um cara lá na bateria que não fechava com a banda. Não era o Bill. E sem o Bill essa reunião perde grande parte do brilho. Esses velhos ai parecem umas crianças brigando, prejudicando eles mesmos e os fieis fãs. Tá, mas não vou ser hipócrita aqui. Se o Sabbath com essa formação vier aqui pro Brasil, vou correndo que nem louco pra onde quer que seja, pagando quanto eles quiserem, pra idolatrar os três caras de frente. Só que o ideal seria os quatro monstros juntos. Não com um cara sem camisa fazendo balaca com as baquetas.


       Agora uma notícia interessante que li ontem. O Rush, depois de 35 anos, vai voltar a tocar em um festival. O trio canadense, que por motivos estranhos, tinha largado de mão esse costume, por motivos mais estranhos ainda, resolveu voltar. Vai tocar no Sweden Rock 2013. Ou seja, na Europa! O que torna mais absurdo. Mas, legal... O Rush foi talvez o melhor show que já vi. Espero muito que um dia tenha a chance de ver outra vez.

      Fato triste da semana foi a morte do Robin Gibbs. Meu lado pop/cafona/dançante ficou bem triste ao saber disso. Ele foi um baita compositor (ouçam e vejam a letra de Started a Joke, que foi regravada pelo Faith No More) e um grande vocalista. Além de ter revolucionado a música com o Bee Gees (sempre lembrando que nem toda revolução é algo bom).

      Agora aproximando um pouco mais de nós. Estão surgindo rumores nos bastidores do Grêmio de que quem virá para a abertura da Arena vão ser os Rolling Stones! Banda que, por pesquisas internas, foi a segunda colocada entre os torcedores, perdendo apenas pro AC/DC, que já recusou a proposta. Me anima bem mais que o Foo Fighters. BEEEEEEM MAIS. Na expectativa por novas informações.

      Pra encerrar, quero dizer que tivemos um show muito legal na sexta, com a banda Machina do Tempo na Sunset, tocando vários clássicos do Raul Seixas e também algumas coisas diferentes que eu não conhecia. Gostei bastante de ver e nos próximos dias devo escrever um review completo sobre a festa. Além disso, no sábado a minha banda, Stiflers, teve um grande momento tocando na rústica da clinica Corpo e Saúde, um tipo de evento anual que temos. Vou contar mais sobre esse momento divertido e diferente que passamos.

      Bem, esse foi o meu primeiro post como ‘colunista’. Sei lá o que esperar e o que mais pode vir por ai. Mas, espero que vocês gostem e se quiserem mandar dicas ou participar também com textos para o Vales Independentes é só mandar email pra valesindependentes@gmail.com ou falar comigo mesmo no twitter do blog (@blogvales). E se alguém ai curtiu o que eu escrevo e quiser ler mais, é só visitar o meu tumblr, por lá escrevo sobre tudo todos os dias. Por enquanto é isso. Até mais!