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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Rockeira dos vales - Nikole Luiza Küster

Nome: Nikole Luiza Küster
Idade: 16
Status de relacionamento: Solteira
Cidade: Santa Cruz do Sul

Banda da região: Avalanche

Banda que não esta mais na ativa mas que gostaria de ver novamente: Caution

Banda preferida: Com certeza Blind Pigs

Melhor pub, casa de show: Galera's rock bar

Algo que foi marcante na sua vida rockeira: Bah, foram tantas coisas. Mas, enfim, uma recente foi assistir ao show da Tequila Baby, em Rio Pardo. Estava muito ansiosa pra conhecer o Duda e os demais integrantes.

Show que gostaria de assistir: Kiss

O que esta faltando na cena rock da região: Público, não há muitos que gostam de rock.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Nove horas de puro rock em Igrejinha!


      A semana do rock começou da melhor forma possível para os quase três mil rockeiros que prestigiaram o festival de aniversário do Bar Tio Remi, no último sábado. Oito bandas promoveram quase nove horas de música boa no Parque da Oktoberfest, em Igrejinha, que estava lotado! E não foi apenas pela qualidade musical que a festa se destacou. A organização, a segurança e o respeito com o público também são fatos que explicam como esse rock bar consegue se manter por oito anos ativo e crescendo.

      O clima de chuva e a desconhecida cidade de Igrejinha assustaram aqueles que vieram de longe, como foi o caso da excursão que saiu de Santa Cruz do Sul com 25 pessoas. Os ingressos, já comprados há meses, precisariam ser retirados na hora. Falta de organização comprometeria todo o festival neste caso. Porém, a chuva não veio, o acesso ao Parque da Oktoberfest foi fácil e a retirada dos ingressos não levou nem cinco minutos. Tudo certo para curtir a noite repleta de rock and roll. Porém, a Polar custando cinco pila a latinha doeu no bolso...

      A primeira banda a subir no palco não era uma das mais esperadas. Tocata y Fuga não tem ainda uma grande relevância no cenários musical do Estado. Mesmo assim, em uma noite com gigantes do rock gaúcho, eles conseguiram deixar sua marca. Apostaram em uma fórmula simples: os clássicos. Mandaram sons que iam de Led Zeppelin até Metallica. E, quando o público estava conquistado, investiram também em suas músicas próprias, que, com influência vinda dos anos 70, agradou.

      Na sequência, o show foi da Graforréia Xilarmônica. Pontualmente, os irreverentes músicos subiram ao palco e fizeram o seu melhor. Grande parte das músicas deles não são muito conhecidas, mas existe um grande respeito pelas composições e letras diferenciadas que eles trazem. E, claro, o grande clássico Amigo Punk, colocado sem destaque algum dentro do set list, fez pela primeira vez o ginásio ecoar. Naquele momento deu pra sentir a força que o público teria no festival. E isso se viu mais ainda nos shows que deram sequência ao da Graforréia.

      Representando um rock mais atual, a terceira banda da noite foi Vera Loca. Nesse momento, o ginásio do parque já estava praticamente lotado. O público cantava e participava do show, encantando até os músicos no palco. Para responder a boa recepção dos rockeiros, a banda investiu em músicas para animar. E, para isso, nada melhor que AC/DC. Mesmo assim, a famosa Borracho y Loco, a balada Palácio dos Enfeites e o novo single Graffiti mostraram a força das composições próprias desta que já é uma grande banda do rock gaúcho.

      Voltando para os anos 80, subiu ao palco a Tenente Cascavel, revivendo clássicos absolutos do rock nacional daquela década. A banda que une TNT e Cascavelletes fez um show repleto de sucessos, acompanhada pelo enorme público do começo ao fim. Identidade Zero, Lobos da Estepe, Sob um Céu de Blues e Cachorro Louco foram destaques. Nessa hora, passado da meia noite, a animação era altíssima mas o cansasso já aparecia também. A sequencia matadora de shows deu uma parada com RS115, uma banda desconhecida que tocou apenas composições próprias.

      Nesse momento, deu pra descansar e tomar um ar na parte externa do ginásio. Porém, quem também deu as caras com a chegada do domingo, foi a chuva. E, quando uma das atrações mais esperadas da noite subiu ao palco, estava todo mundo dentro do local aguardando. Cachorro Grande fez um baita show, investindo no seu instrumental de muita qualidade, na potência do vocal de Beto Bruno e nos seus grandes sucessos.


      Roda Gigante, Que Loucura e Dia Perfeito deram espaço para o guitarrista Marcelo Gross aparecer. O vocal se destacou em Hey Amigo e Lunático. E, a balada Sinceramente, foi o momento do público fazer um coral inesquecível para acompanhar a banda. Cachorro Grande fez um show a altura do nível que eles se encontram. Seus sucessos e sua performance ao vivo dão razão para quem os considera a maior banda do Rio Grande do Sul.

      Já se encaminhando para o fim, as paulistas da Nervosa vieram para surpreender. Três gurias tiveram a difícil responsabilidade de tocar entre dois gigantes — Cachorro Grande e Tequila Baby. Porém, o elemento surpresa jogou a favor delas. As metaleiras se destacaram pela beleza, no primeiro momento, e depois pela agressividade do seu som. Difícil imaginar mulheres com aquela aparência fazendo um thrash metal tão pesado. O vocal gritado e o som sujo agradou o público que respondeu com muita agitação e rodas punk.


      Para fechar — e neste caso, vale usar o clichê — com chave de ouro, Tequila Baby! A maior banda punk do Estado e uma das mais famosas do Brasil, veio para provar que o festival não daria chance para o cansasso do público. Nesse momento, a chuva era forte e o vento a trazia para dentro do ginásio. Molhava público e banda, mas nada que diminuísse a animação. Do começo ao fim, rockeiros cantavam junto com o rouco vocal de Duda Calvin, que respondia com clássica depois de clássica. Velhas Fotos, 51, Ralph, Negue e, encerrando, Sangue, Ouro e Pólvora, foram as que marcaram a passagem do Tequila pelo festival.

      O bar Tio Remi promoveu uma festa inesquecível para o público que lotou o local. Na volta para Santa Cruz, uma única certeza — ano que vem, no aniversário de nove anos, todos querem voltar!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Festival com o melhor do Rock Gaúcho!



      Amanhã um grande festival exaltará o rock gaúcho em Igrejinha. Esse denominação regional que, ao longo dos anos se tornou até um estilo musical diferenciado, segue com força e em constante renovação. A prova disso estará no palco do Parque da Oktoberfest — infelizmente não de Santa Cruz — na cidade que fica na região metropolitana de Porto Alegre. A festa comemora os oito anos do rock bar Tio Remi, clássico da região.

      Vamos a escalação: representando os primórdios do rock gaúcho, o supergrupo Tenente Cascavel, que resgata clássicos oitentistas das bandas TNT e Cascavelletes, Graforréia Xilarmônica, surgida no final dos anos 80 e Tequila Baby, o grande nome do punk, formada em 1994. Já chegando nos anos 2000, Cachorro Grande, uma das maiores do atual rock do Estado, e Vera Loca. Ainda não tão conhecidas, as bandas RS115 e Tocata y Fuga vão apresentar seus trabalhos em meio a tantos clássicos. Representante estrangeira neste festival gaúcho, é a banda Nervosa, de São Paulo, que, formada apenas por garotas, investe forte no thrash metal.

      Para uma cidade que tem aproximadamente 30 mil habitantes como Igrejinha, um festival deste tamanho é de causar inveja a lugares como, por exemplo, Santa Cruz do Sul. Mas, conforme o Diretor Técnico e Artístico do bar Tio Remi, Aguiovani Oliveira, o segredo é fazer o que o público quer, sem cobrar preços abusivos. “Se querem a banda Matanza, trazemos Matanza. Se querem Tequila Baby, é o que damos a eles. Sempre cobrando um preço justo e dando espaço para o crescimento das bandas da região”, explicou Oliveira.

      Conforme o diretor, esse é o segundo grande festival de aniversário do bar e a ideia é crescer. “Seguimos exaltando o clássico do rock gaúcho e dando espaço para bandas daqui. Porém, não descarto a possibilidade de trazer grupos de fora do Estado, como é o caso da Nervosa neste ano”, conta Oliveira. Ele ressata que bandas como a paulista e as duas gaúchas que não são tão conhecidas, expõem um estilo do bar de abrir espaço para novidades. “Queremos dar a oportunidade do rock gaúcho e nacional seguir vivo e crescendo. Por isso damos a oportunidade de bandas não tão conhecidas tocarem, muitas vezes, com seus ídolos.”


Tocata y Fuga — 20 horas — http://www.tocatayfuga.com.br/
A primeira banda a subir no palco é gaúcha, formada em 2005, mas não tão conhecida pelo público em geral. Tocata y Fuga é composta por Gustavo Malagigi no vocal, Tiago Oliveira na guitarra, Leonardo Kohlrausch no baixo e Andrei Dietrich na bateria. O show é para agitar o público que estiver desde o começo no local. Deve contar com um misto de rock setentista com o heavy metal dos anos 80, indo de Led Zeppelin e Deep Purple até Metallica e Iron Maiden. A banda também investe em músicas próprias, com influências de Black Sabbath e Jethro Tull, que certamente serão apresentadas no festival.

Graforréia Xilarmônica — 21 horas — https://www.facebook.com/GXoficial
Segundo show do festival traz já uma das clássicas bandas do Estado. Formada por Frank Jorge, ex Cascavelletes, em 1987, a Graforréia Xilarmônica tem uma canção que é considerada hino gaúcho: Amigo Punk! Além disso, o show conta com diversos outros clássicos e a irreverência característica da banda, conhecida pelo seu som bem humorado, divertido e despreocupado, com alguns toques de música nativista.


Vera Loca — 22 horas — http://www.veraloca.com
Outra banda gaúcha, essa da geração mais recente, é a terceira atração do festival. Vera Loca, formada em 2001, já tem quatro álbuns lançados e um sucesso crescente nas rádios do Estado. Com seu hit Borracho y Loco, versão de  um clássico do rock argentino gravado originalmente pela banda Los Enanitos Verdes, o grupo se tornou conhecido por todo o País. Recentemente, gravaram um DVD ao vivo no bar Opinião, em Porto Alegre, onde lançaram um novo single: Graffiti, outra verão, desta vez da banda Inmigrantes.

Tenente Cascavel — 23h30 — https://myspace.com/tenentecascavel
O quarto show, no auge da festa, é da banda que reune dois dos maiores nomes do rock gaúcho: TNT e Cascavelletes. As duas clássicas do rock nacional dos anos 80, se reuniram na Tenente Cascavel. Formada por Tchê Gomes e Márcio Petracco, ex TNT, e Luciano Albo, ex Cascavelletes, junto com o baterista Paulo Arcari, eles revivem hits que todo mundo canta junto, como Não Sei, Cachorro Louco, Sob Um Céu de Blues e Jéssica Rose. Além disso, exitem também composições próprias que seguem o estilo criado pelos próprios há quase 30 anos.

RS115 — 00h30 — http://www.rs115.com/
Banda formada em 2004 e que, desde 2009, vem investindo apenas em música autoral. O show destes gaúchos deve apresentar músicas do seu primeiro EP, lançado no começo deste ano. A banda, na formação atual, segue uma linha rock and roll e pop rock, mas com uma sonoridade de anos 80. Ela traz o peso das bandas tradicionais da época e suas peculiaridades. O EP, chamado de O Bom e Velho Rock And Roll, pode ser ouvido na íntegra no site dos caras.

Cachorro Grande — 1h30 — http://www.cachorrogrande.com.br/
Uma das maiores bandas do rock gaúchos dos últimos tempos, a Cachorro Grande lançou neste ano seu primeiro DVD. Gravado no Rio de Janeiro, o show conta com clássicas dos seis discos da banda, que faz apresentações por todo o país e tem hits como Lunático, Você Não Sabe o Que Perdeu, Sinceramente e Dia Perfeito. Os integrantes são Beto Bruno, Marcelo Gross, Rodolfo Krieger, Pedro Pelotas e Gabriel Azambuja, e o disco de inéditas mais recente se chama Baixo Augusta, com o single Difícil de Segurar.

Nervosa — 3 horas — http://www.nervosa.com.br/
A única banda que vem de fora do Rio Grande do Sul, também se destaca por ser a que tocará o som mais pesado da noite. Com seu thrash metal, o trio Nervosa, é formado apenas por garotas. Com influência de Slayer, Sepultura e Exodus, essas meninas viajam por todo o País, surpreendendo e agitando. Ainda sem nenhum material lançado, a banda deve ter seu primeiro álbum ainda neste ano. No momento, as três metaleiras dividem seu tempo entre shows e gravações em um estúdio paulista.

Tequila Baby — 4 horas — http://www.tequilababy.com.br
Encerrando o festival, já dentro da madrugada de domingo, outro gigante do rock gaúcho. O punk da Tequila Baby promete fazer o público se agitar ainda no final do festival. Formada em Porto Alegre, em 1994, a banda tem em sua frente o vocal gritado de Duda Calvin, que irá entoar clássicos como Velhas Fotos, Melhor do Que Você Pensa e Sexo Algemas e Cinta-Liga. Ano passado, a banda lançou o álbum Por Onde Você Andava?, mantendo o punk rock vivo no Rio Grande do Sul.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Rockeira dos vales - Isadora Kaufmann


Nome: Isadora Kaufmann
Idade: 16
Estado civil: Solteira
Cidade: Vera Cruz

Banda da região: Avalanche

Banda que não esta mais na ativa mas que gostaria de ver novamente: Como eu sempre gostei de bandas gaúchas, meu sonho sempre foi ver um show da Cascavelletes. Infelizmente os integrantes andam meio separados, mas a esperança é a última que morre.

Banda preferida: Difícil, mas acho que dentre todas sempre foi Tequila Baby.

Melhor pub, casa de show: Sunset

Algo que foi marcante na sua vida rockeira: Creio que será dia 06/07, em Igrejinha, onde vou ver pela primeira ver Tequila Baby tocar, já que perdi vários outros shows da banda pela região. Sem falar nas diversas outras bandas ótimas que estarão por lá, achava que era impossível reunir tanta coisa boa em apenas um local e em um só dia.

Show que gostaria de assistir: Aerosmith

O que esta faltando na cena rock da região: Acho que devem parar de reclamar tanto das bandas que temos por aqui (até porque existem umas muito boas) e me pagarem mais bebidas haha. Mas, na realidade, ta faltando a participação do pessoal nos eventos por aqui.

terça-feira, 26 de março de 2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Review Discografia do Rock Gaúcho - Parte 2

As fotos desta matéria foram retiradas do flicker da Acústicos e Valvulados, da página do Opinião e sendo estas últimas de  Aline Jechow

    Voltando pra terminar o que comecei, venho comentar a terceira noite da Discografia do Rock Gaúcho, já havia feito uma introdução sobre o projeto e comentado os primeiros shows aqui, por isso vou direto ao ponto dessa vez.

Acústicos & Valvulados    A terceira noite era dedicada às apresentações de dois nomes de muito peso entre quem é mais jovem, e curtiu a sua adolescência nos confins dos anos 90, uma época em que os lançamentos dos Acústicos e Valvulados e da Tequila Baby eram soberanos nas rádios gaúchas, e frequentavam também as emissoras do outro lado da fronteira. Os discos escolhidos o foram por lógicas diferentes, enquanto Acústicos e Valvulados escolheu seu álbum de estréia (e que baita disco), a Tequila Baby resolveu mostrar o seu trabalho mais recente, disco feito com a atual formação da banda.

    Subindo ao palco pontualmente às 22 horas, para um Opinião totalmente lotado, o que era um fato ainda inédito nos shows de abertura que lotaram sempre no decorrer, os Acústicos tinham um set list incrível a tocar. O disco homônimo, lançado em 99, e que abriu as portas do meio musical para a banda trazia alguns dos maiores sucessos: O Dia D é Hoje, Fim de Tarde Com Você, Até a Hora de Parar. Com todos os ingredientes para um ótimo show arranjados, só restou curtir e cantar junto quase todas as músicas e mais uma vez curtir alguns trabalhos que pouquíssimas vezes foram tocados ao vivo.

Acústicos & Valvulados

Acústicos & Valvulados

Acústicos & Valvulados    Um pouco mais de uma hora de show da Acústicos, tivemos ainda um bis com Suspenso no Espaço, e relembrando o momento, fica a constatação que a ausência de Remédio (um dos grandes sucessos), nem foi sentida na hora, depois de um puta show de rock n’ roll.

    Esperando o palco ser armado, ficou nítida a movimentação do público, que enquanto fãs da Acústicos largavam as grades e ia para o fundo da casa, os fãs da Tequila vinham para frente, e literalmente brigavam por um espaço na grade. Nesse momento fica claro que apesar de não aparecer mais tanto na mídia, a Tequila Baby se mantém fiel ao seu punk rock, e continua sendo a porta de entrada pra muitos adolescentes no mundo do rock. Não sou grande fã da banda, conhecia apenas os sucessos, e estava curioso pra ouvir o novo disco dos caras, e estando ali na frente, na grade (pois estava de guarda-costas de uma certa fã de Tequila), não tinha idéia do que me esperava.


    Mais uma vez, pontualmente às 23 e 30, Duda Calvin adentra o palco de calça jeans, camiseta preta, jaqueta de couro e óculos escuros, em um calor que facilmente passava dos 35 graus. Certo ele, pois já disse Niki Sixx: “Não adianta querer ser um rockstar e se vestir como um roadie”. Brincadeiras à parte, me surpreendi demais com o novo disco do Tequila. Ele é realmente muito bom, “Por Onde Você Andava?!” ainda tem a essência que a banda sempre teve, apesar de me parecer numa primeira audição um disco, no geral, mais calmo. O punk rock da Tequila é quase uma entidade no RS, e o show atraiu gente de idades muito variadas, no fim do show, já no bis, em “Sangue, ouro e pólvora”, eu vi uma roda punk com gente entre 14 e 30 anos... Algo que eu acho que só a Tequila Baby consegue fazer. O bis ainda teve Velhas Fotos e 51.









    A sensação que ficou foi a de ter assistido a melhor noite até então no projeto... Mas o dia seguinte ainda prometia...


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Água na tequila

     "De volta ao front!", diria aos urros ingleses o magrelo da guitarra pontuda. Algumas provas, trabalhos e estádios substituídos depois, voltamos a este espaço motivados por um trago aguado servido na Capital Interestelar da Bierchoppfest. Nada de errado com os aperitivos, gelados de dar nó na goela, servidos na mais popular prévia dos festejos são-sebastiânicos. Mas batedores de cabeça, agressores profissionais de cordas, tambores e microfones e demais usuários de camisetas pretas, que aguardavam para chacoalhar seus pescoços com um show do Tequila Baby, sentiram-se na pele de um motorista que acaba de descobrir que seu novíssimo Corcel II ano 1978 precisa receber a primeira manutenção. O Tequila Baby em Venâncio Aires virava um show que foi sem nunca ter sido.
     Tudo começa no dia 17 de outubro, quando a página do Burn Head Festival no Facebook anuncia que a próxima edição do evento está por acontecer. A confirmação do lineup definitivo veio no dia 6 de novembro. Estava tudo lindo e formoso para que a função rolasse no Doctor Pub, no dia 1º de dezembro. Até que no último dia 21, uma primaveril e futebolística quarta-feira, o Portal RVA lascou: o Burn Head Festival traria o Tequila Baby a Venâncio Aires. Fogos de artifício foram lançados, cervejas abertas sem pudor e guitarristas giravam o botão de overdrive de seus amplificadores em sentido horário como se não houvesse amanhã. A imprensa divulgava (inclusive este escriba, no jornal e internet), o letreiro eletrônico (grande denominação) do Doctor Pub anunciava pimpão e faceiro o show e até mesmo os ingressos estavam colocados à venda. Foi aí que perceberam que havia uma sabotagem hidro-oxigenada na taça.
Tequila Baby em Venâncio: the thing that should not be (Foto: facebook.com/burnheadfestival)
    Passados cinco dias do anúncio, a produção da banda contatou o repórter Felipe Kroth, do Portal RVA, para desmentir a incursão tequileira por estas terras. A alegação era quebra de contrato, pois o show tido como principal no Burn Head seria somente com o microfonista Duda Calvin, sem nenhum de seus fiéis escudeiros. O buchicho começou a correr frouxo nas redes sociais da vida até que o anúncio oficial veio na quinta, 29 de novembro, quando faltavam só dois para que os alto-falantes supostamente roncassem: o festival estava de fato cancelado. Outra vez, quem serviu de porta-voz foi a página facebookiana do evento. Lá, o patrão da festa, Guilherme Gassen, botou a responsabilidade no proprietário da casa Doctor, Eduardo Kappel. Este teria confirmado ao festival (leia-se ao Guilherme) que o show seria, de fato, do Tequila Baby, não apenas de Duda Calvin. A quebra de contrato cancelou qualquer vestígio de sal ou limão que a festa pudesser vir a ter. E a celeuma entre organizador e dono do bar deixou as bandas sem eira, beira ou lugar pra tocar: o Burn Head Festival havia virado fumaça.
     Fomos, pois, em busca de respostas dos envolvidos. A começar por Gassen, que repetiu o que já havia espalhado por vias internéticas: "o (Eduardo) Kappel me ligou perguntando se eu achava que viria muita gente na festa com um show do Tequila Baby. Disse que sim e dois dias depois ele me ligou, dizendo que confirmou Tequila. Eu feliz fiz a divulgação, mas deu no que deu". Logo depois, o dono do Doctor Pub teria voltado atrás e dito que afirmava desde o começo que o show era de Duda Calvin, não do Tequila. O que o festeiro não aceita. "Liguei pra ele e ele negou tudo, dizendo que tinha dito que era o Duda Calvin. Se era o Duda Calvin, por que no painel digital do Doctor estava escrito 'Tequila Baby no Doctor dia 01/12' e no painel na frente do Doctor dizia a mesma coisa?", indaga o promotor - que disse ainda não ter checado a situação com a banda, pois o contato era feito através da casa de shows e seu proprietário.
Os lajeadenses do Difteria: uma das bandas a ficar sem tequila para beber ou tocar (Foto: Jean Ganguilhet/disponível em facebook.com/bandadifteria)
     Já Kappel, o Eduardo, vulgo Duda, conta outra história. Em rápido contato preliminar deste com quem vos escreve, disse ter cancelado o show por um erro de alguém que fez a divulgação antes da hora e de maneira errada - assim, sem citar nomes, nem especificar se "o show" refere-se ao Tequila Baby ou ao Duda Calvin. Repito: o contato que tive com Kappel foi muito breve. Mas ele se dispôs a dar mais explicações sobre os acontecimentos. Portanto, novidades podem florescer vindas deste lado. De qualquer forma, o festival já estava condenado ao repouso no vinagre. Entramos em contato ainda com a produção do Tequila Baby, pelos meios indicados no site oficial da banda. Mas até o momento, nada de resposta.
     O que restou foi uma noite de sábado com portas fechadas no Doctor Pub, cabos desplugados para as bandas que, tequilas à parte, estavam com o gatilho puxado para tocar (registre-se: o festival previa shows com Pull the Trigger, Rotten Filthy, Fabulous Disaster, Difteria e Porunspilla) e camisetas pretas penduradas no armário, por headbangers que viram o tablado tornar-se a única opção coletiva de diversão naquela fatídica véspera de Gre-Nal. Por alguns motivos ainda presos na obscuridão, o show do Tequila Baby tornou-se algo que aquele mesmo cidadão barbado e de longas madeixas citado na primeira frase do texto diria, há uns 25 anos, entre bases afiadas e fantoches manipulados: uma coisa que não deveria ser.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Melhores de 2011 - Vales Independentes (por Igo Kampf)


      O ano de 2010 já havia sido incrível, mas 2011 o superou totalmente. Tivemos aqui pertinho de nós shows que eu imaginava que não teria a chance de ver na minha vida. O baterista dos Beatles, o Deus da guitarra, o príncipe das trevas e o épico show do Pearl Jam levaram muita gente daqui da região até Porto Alegre para realizar seus sonhos. Além disso SWU e Rock In Rio e já várias confirmações para o ano que vem. De discos novos tivemos Foo Fighters e Coldplay no melhor momento de suas carreiras. Mas, mesmo sendo fatos importantes, em todos os anos coisas assim ocorrem. O diferencial de 2011 mesmo foi aqui em Santa Cruz do Sul! Queria ver alguma pessoa no final de 2010 apostar que teríamos esse ano na cidade bandas como Matanza, Velhas Virgens, Raimundos, Cachorro Grande, Tequila Baby, Jupiter Maça, Rosa Tattooada e tantas outras. Que teríamos dois bares que fazem pelo menos uma festa de rock a cada fim de semana. Que teríamos eventos da prefeitura apoiando bandas daqui. É incrível mesmo, então vamos destacar o melhor disso tudo.

      Single: O Trem (Lobos da Estepe) - A Lobos da Estepe, de Rio Pardo, lançou em 2011 seu primeiro cd. Das oito faixas temos algumas que são bem rock and roll, como a música que dá nome ao álbum (Slogan Rock'n Roll), e outras que têm uma pegada mais popular, para tocar em rádios mesmo. Dentre elas eu destaco a “O Trem”, que consegue manter o peso do rock e ter o que é preciso nos dias de hoje para se fazer sucesso. Todos os ótimos músicos da banda se saem muito bem nela, e o refrão é ótimo, já sendo cantado por todos nos shows da Lobos. Ah, e no começo de 2012 deve sair o clipe desse som, aguardem!


      Banda: Avalanche - Vai se tornar meio repetitivo, mas é difícil não escolher a Avalanche como a banda do ano. Uma atuação incrível a cada show, tocando vários clássicos do hard rock e do rock and roll. E, o mais importante, nunca parando! Praticamente todos o mês teve um show deles para ir, e sempre valeu a pena!


      Festa: Show do Matanza no Strike - É difícil escolher, pois tivemos tantas festas boas este ano. Mas, acho que uma em especial foi histórica para o rock da região. Era o sonho de muita gente ver um show do Matanza, e o strike estava lotado para receber Jimmy e sua banda, que tocaram todos os clássicos fazendo a gurizada ir a loucura! Além disso, teve o grande show da Cartel da Cevada e da Liquid Up. Realmente uma baita noite! Tomara que um dia eles voltem.

      Vídeo: Funk do Mortal Kombat - Não sei se esse vídeo não era melhor ir para a categoria Fatos Bizarros, mas vamos lá... Léo e Gibran são figuras conhecidas aqui do rock da região, tocaram juntos da Stalley e em várias outras bandas, além de terem um conhecido bom gosto musical. No começo desse ano foi lançado no youtube um vídeo dos dois cantando um funk, e o refrão “sub zero, sub zero, sub zero” foi para todo o Brasil, os levando até no programa da Eliana, do SBT. Mais de 6 milhões de pessoas já assistiram os dois falando que “a Sheeva é campeã, ao mesmo tempo fode sete”.



      Performance ao vivo: Blues Driver - Sou um grande fã de blues, e a Blues Driver faz o melhor show do gênero que eu já vi na região! Com seus vários integrantes, se apresentaram várias vezes esse ano, e cada vez é melhor. Destaco o último na Legend, no dia primeiro de novembro, que com várias participações especiais, os deuses do blues foram muito bem representados naquele palco. Espero que tenham muitos outros espetáculos deles em 2012!

      Instrumentista/Vocalista: Alex Mack Nanico - Baterista da Lobos da Estepe, Blues Drivers, Toca Raul Ai e tantas outras bandas da região, Nanico a cada show dá uma aula de como se toca bateria! No maior estilo John Bonham, também canta, compõe e tem uma grande presença de palco. Além de ao vivo, também dá para ver toda a sua qualidade na criação nas músicas próprias da Lobos da Estepe e em toda sua improvisação quando toca blues.


      Fato bizarro: Curso de Inglês traz Tequila Baby pra cidade - Nada contra a TopWay, só acho o fato um tanto inusitado. Para comemorar um ano de atividades em Santa Cruz, o curso trouxe a banda Tequila Baby, que há muito tempo não aparecia por aqui. O show foi no pavilhão central da oktober e teve muita confusão, com de costume. Mas, era visível que o pessoal da organização não esperava por isso, e quando aquele monte de gurias começaram a subir no palco, eles não sabiam bem o que fazer. Em poucas músicas já pegaram o ritmo e até se divertiam com o fato de terem que empurrar de volta tanta gente o tempo todo. Acho que daquela festa expulso mesmo foi só o Klebinho.


      Bem, então esses foram os meus melhores de 2011. Mas, não dá pra deixar de destacar também o próprio blog, que já está fazendo a diferença neste ano e certamente fará muito mais em 2012 pelo rock da região! Um feliz ano novo a todos, e que 2012 consiga ser ainda melhor para todos!