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quinta-feira, 25 de abril de 2013

As 20 Questões - Raul Geller


      Hoje respondendo as 20 Questões, o criador e organizador dos festivais Fighters Rock e Blackout Rock Festival, o invencível Raul Geller.

1 - Quem é Raul Geller?

      Um estudante de Produção Audiovisual e organizador de eventos que tenta levar a vida de um jeito legal.
Raul Geller, empresário e modelo

2 - Quando começou sua paixão por rock n roll?

      Eu era bem novo não lembro exatamente a idade. Lembro que antes de gostar de rock eu NÃO gostava dos outros estilos de música, quando comecei a ouvir os ritmos do rock (com bandas clássicas) passei a gostar somente disso, no quesito música.

3 - Diferente dos demais roqueiros, você apostou em organizar festivais ao invés de ter banda. O seu lado administrativo grita mais alto ou foi a forma que você achou de enriquecer mais rápido que um musico de rock?

       Na verdade, quando mais novo, eu tocava bateria e pensava em montar uma banda, mas por inúmeros motivos foi deixando essa idéia de lado. Antes de começar a organizar festivais, eu gostava de prestigiar os mesmos, sempre que possível comparecia nos eventos, que convenhamos, é muito mais legal do que baladas de sertanejo...  Eu sempre penso que devemos fazer o que gostamos na nossa profissão, você dificilmente conseguirá enriquecer fazendo festivais de rock... Porem, o que você ganha fazendo o que gosta pode ser mais valioso que certas quantidades de dinheiro.
"sem fotos hoje pessoal, por favor"

4 - Seu primeiro festival foi o Fighters Rock?
      Sim, e o mais complicado de organizar também, pois fiz ele totalmente sozinho.
O Fighters engordou a conta do Raul

5 - Logo após o Fighters você apostou no Blackout, qual a diferença entre eles?

      Como me deu muito trabalho organizar o fighters sozinho e se continuasse assim além de me estressar muito, também demoraria mais para realizar as edições, decidi criar um novo projeto junto com mais dois organizadores. Assim houve uma melhor distribuição de trabalho e aumento na qualidade do evento, pois 3 cabeças pensam melhor do que uma. O Fighters está meio parado, tenho idéia de manter ele com bandas maiores, mas mais pra frente.
O"Chefe", arrumou dois "peão" pra dar uma mão 

6 - O Blackout apostou em um cast com 10 bandas, como foi feita a seleção destas?

      A idéia tanto do Blackout como do Fighters sempre foi fazer um misto de estilos do rock, portanto um dos mais importantes quesitos de seleção foi justamente os estilos musicais de cada banda. Seguido de qualidade da banda, etc...


7 - Houve a mudança de local do festival, de Venâncio Aires para a Sunset Pub, em Santa Cruz. Você pretende ter um local fixo ou isso vai variar muito?
      Pode variar bastante, sempre faremos onde nos parecer ser o melhor local para cada edição.
dia 3 de maio vai cair a casa

8 - Qual sua maior ambição no rock n roll?

      Quero conseguir manter meus festivais na ativa e evoluir o máximo possível eles. Também espero que diminua o preconceito contra o rock, muitas pessoas (de cabeça fechada) tem uma visão muito distorcida desse mundo.
luxo e glamour no seu iate particular, acompanhado de belas ninfetas

9 - Trabalhando com a organização de festivais, você costuma lidar com o ego de alguns músicos pseudo estrelas ou é tudo muito tranquilo?
      Tem muita banda que quer crescer logo e ganhar bastante grana com seu som. Porem, não é bem assim. Por mais que a banda seja boa, isso não significa, necessariamente, que ela irá atrair grande público a ponto de pagar seu cachê. Acho que se uma banda quer viver de rock, ela tem focar em fazer o máximo de shows possíveis, divulgar bem seu material, para depois ganhar dinheiro. Pois quando ela for requisitada pelo seu talento e popularidade as coisas ficarão bem mais fáceis. Creio que toda essa situação é o que gera mais problemas.
ensinando uma fã a tocar o foda se

10 - Qual o momento mais marcante que já aconteceu no blackout?

      Quando eu, bem esperto, desliguei os disjuntores errados sem querer e fiz um Blackout no Blackout ‘-‘ ahuhauuhauhauh

Tão foda que sabotou o próprio festival

11 - Qual o pré requisito para tocar em seus festivais?
      Tem vários pré requisitos, porem um bem importante, principalmente para as bandas que ainda não conheço, é ter algum clipe gravado, um material de qualidade para me mostrar.


12 - Qual a diferença entre as cenas rock de Venâncio Aires e Santa Cruz?

      Em Venâncio não temos locais fixos (ou quase isso) que tem bandas de rock, aqui para acontecer um evento é só quando alguém se puxa de forma independente e organiza algo.

13 - Qual o pior momento que já viveu no rock n roll?

      Não tive um “pior momento”, mas com certeza o que mais me incomoda é o preconceito com esse estilo musical.

14 - O que podemos esperar de novidades para o Blackout do dia 3 de maio?

      Pra começar, a maior novidade será o local, pela primeira vez em Santa Cruz do Sul. Teremos bandas que tocam pouco por aqui (ou que eu pelo menos nunca vi) como Angina, Deep Sky, Revolta XXI e Power House. As outras bandas são algumas que a gurizada curte demais também.

15 - Cite 5 das melhores apresentações que você presenciou tanto no Fighters quanto no Blackout.

Tom Turbina – Muitos me falaram que foi a melhor banda da noite
Avalanche – Já tinha terminado o tempo da banda e a galera não os deixou sair do palco.
Melancias Indigestas – Os caras são foda, ponto.
Radio Source – Banda tava foda de mais. O vocal do Tiago não tem explicação...
Sastras - Apesar de não ser um estilo que eu curto muito, os caras tem muita qualidade técnica.
Avalanche barbarizou no primeiro blackout

16 - Se tivesse dinheiro e patrocinio suficiente ao ponto de poder convidar qualquer banda para um festival, quais seriam as 5 que convidaria?

Metallica
Pearl Jam
Ac/Dc
Foo Fighters
Avalanche
o excêntrico empresario, mostrando o resultado de uma se suas muitas plásticas

17 - Qual o pior erro que uma banda pode cometer em um show?

      Não me deixar subir no palco... aauhhuauha
se não deixar ele subir no palco ele vai usar o poder da salsicha

18 - Avalie de 1 a 10 os seguintes festivais sendo 1 uma porcaria e 10 um máximo:

Planeta Atlantida:  2
Rock In Rio: 2
Live n Louder:  7

19 - O Raul já:

Beijou meninos? Noop, que isso top, por que o interesse? =O
Teve relação sexual a três? Não ahuhuahuauh, teve uma vez com 4 mas... sqn
Flagrou bandas transando com groupies no backstage? Ah isso sempre tem, principalmente aquela banda Avalanche, os caras não perdem tempo...
Pensou que ficaria careca com a chapinha quente demais? Tem um produto que se passa antes da chapinha daí não deixa ressecar o cabelo nem queimar e... digo... uhahuahua
como é bom ter fama e dinheiro, as garotas adoram isso

20 - Ok Raul deixe seu recado final e nos responda: Quem é sua gata do rock favorita?

      Bom como recado final, nada mais inteligente do que deixar um convite para o pessoal comparecer ao Blackout no dia 3 de maio na Sunset, e também comparecer nas próximas edições. Creio que a próxima sairá fim desse ano. Minha gata do rock com certeza é a vocalista da banda Avalanche...


até o Jason foi pedir pra tocar no Blackout

terça-feira, 6 de março de 2012

Fighters Rock Parte 2



      Dando continuidade então ao review do grande Fighters Rock que ocorreu sábado retrasado em Venâncio Aires. Primeiramente quero dizer que não achei o local feio, foi apenas um erro de digitação e que já foi arrumado! Hahahaha... O lugar era bem legal, e espero que ocorram outros eventos de rock lá! Só seria bom ter outras marcas de cerveja, eu não em importo de pagar um pouco mais para beber uma Polar ao invés de Kaiser. Mas, também, nada de mais... Depois da terceira nem fazia mais diferença, ainda mais com o forte calor que esteva lá dentro.

      Uma pequeno comentário de um show que já foi falado pelo Marcio: As rodas punk durante a apresentação da Avalanche foram realmente incríveis! Talvez os maiores e mais pesadas que já participei! Mas, provavelmente fiquei assim pois não tenho mais idade e físico pra aguentar algo assim. E os moshs! Incrível. Parabéns a banda que a cada show está melhor.

      Agora vamos dar sequencia a festa, o último show que eu fiquei pra ver foi o da banda Linfoma, um power trio de Venâncio que manteve o público bem agitado após a apresentação da Avalanche. Eu estava do lado de fora da Morada Velha me recuperando daquela loucura toda, quando ouvi começar a música Minha Vida é Rock 'n' Rol, cover do Velhas Virgens, e já tive que voltar correndo para dentro, pegar mais cerveja e contribuir um pouco mais pra falta de voz que tive no outro dia.

      A banda deu sequencia ao show com outros covers nacionais e músicas próprias, que eram muito boas! Destaco as músicas Chopis Center, dos Mamonas, que começa com o riff de "Should I Stay Or Should I Go?" do The Clash e proporcionou também muita roda punk e agitação no público, e a mais clássica da noite, Bom é Quando Faz Mal, do Matanza. Detalhe pra algo que tinha sido dito aqui no blog algumas semanas atrás: “Matanza nunca faz mal”, ou faz, se for usar a lógica dessa letra deles ai. No Fighters Rock, das primeiras 5 bandas, 4 tocaram Matanza e três tocaram esse som ai. E todas foram muito bem recebidas! Bem, o único ponto que eu não gostei do show da Linfoma, foi o encerramento. Foi tocado a grande música Rock and Roll, do Led Zeppelin, banda da qual eu sou MUITO fã. Não achei que o cover ficou legal, mas para o momento com todo mundo bêbado e feliz, digamos que deu meio certo.


      Logo após esse show, nós do blog tivemos que ir embora, e passei essa última semana atrás de pessoas que tivessem visto os últimos três shows do festival. Não fui muito bem sucedido, só consegui do show da Line of Head. A Melancias Indigestas e a Vallium sei pouco de como foi, então se vocês estava lá e viu, conte-nos ali nos comentários!

      Pra começar, pelo que fiquei sabendo, foi chamado de o grande show da noite, após quatro anos sem tocar, a banda Melancias Indigestas voltou para participar do Fighters Rock! Clássicos da cidade de Venâncio, a mais de 10 anos juntos, tocaram muito punk rock para a gurizada que a tempos aguardava pra ver um show deles outra vez.

      A sétima banda da noite foi a Line of Head, e quem viu o show deles foi meu amigo Alencar Fardin, grande fã de metalcore. Segue o que ele me contou:

      “Em um show com algumas adversidades, a Line of Head, de Montenegro, conseguiu se virar e tocou com muito peso e emoção. Contando com o apoio do público escasso que continuava por ali, essa foi apenas uma das imposições, superada no primeiro riff de guitarra. Outra foi a falta de um pedal duplo, essencial para quem toca metalcore, mas o rapaz se virou bem com o pedal simples o que me impressionou bastante. Mais uma foi o fato de a banda estar desfalcada. Segundo os guris apenas 3 dos 7 que subiram no palco são de fato a Line of Head, que sofreu de ultima hora uma mudança na formação. Com isso, a apresentação contou com a ajuda de alguns integrantes da banda 'Lost For Some Reason'.

      Então no fim das contas foi um setlist de 6 ou 7 musicas mais ou menos improvisadas mas que agitaram bastante, entre próprias e covers, entre vocais screamo e melodicos, a banda fez um show muito foda, destaque pro cover de "Final Episode" do Asking Alexandria. Agora a banda promete uma nova fase, com novos integrantes e inclusive uma mudança no nome.”

      Encerrando o festival, já com pouco público e muito trago, veio a Vallium, que pelo que tinha ouvido falar, não iria participar do festival, e infelizmente perdi de ver, pois era uma das que fui para assistir. Mas, de Passo Fundo eles vieram e fizeram um grunge para os heróis que aguentaram até o final do Fighters. Pelo que ouvi falar, o show terminou pelas 6:30 da manhã. Realmente um festival a moda antiga, como os que eu costumava ir no começo da minha vida do rock and roll.

      Parabéns ao Raul, a todas as bandas e ao grande público que compareceu ao evento, mesmo com o clima ruim que fez no dia. Foi uma baita festa e esperamos ansiosamente pela segunda edição que já promete muito! Bandas interessadas em participar, procurem o Raul no Facebook, ou sigam o Fighters Rock no twitter.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Fighters Rock Parte 1

     O último sábado foi marcado em Venâncio Aires pela realização do primeiro Fighters Rock. Como foi dito na matéria de sexta-feira, o evento ocorreu na Morada Velha, no Parque do Chimarrão. Apesar do Igo achar "feio", eu achei o galpão bem legal, e a temperatura lá dentro foi alta, literalmente.

Joker Dogs
     Como já foi dito aqui anteriormente, o festival é a materialização da idéia do Raul Geller, e quem tem boas idéias merece reconhecimento. Parabenizamos o Raul pela iniciativa, organização e planos futuros, sim, os planos para o futuro são muito bons, audaciosos, mas muito bons. Enfim, quem não tenta, não consegue, e o blog está aqui para ajudar a divulgar essas iniciativas.

Caut!on
     A primeira banda da noite foi a Joker Dogs, que já teve seu nome citado e seus shows comentados algumas vezes aqui no blog. Confesso que chegamos no local na parte final do show da Joker Dogs, por isso não posso fazer grandes comentários à respeito, apenas dizer que ouvimos covers de grandes clássicos, e sua nova versão de Memories, música própria, que foi distribuida junto com o EP da banda, ainda no início do show. A nova versão de Memories já está disponível aqui no player do blog.

     A segunda banda da noite foi a santa-cruzense Caution, também outra frequente por aqui, que tocou seu repertório já conhecido, com algumas adições/retornos, dos quais destaco Attitude dos Misfits e principalmente Anarchy In The UK. Volto a destacar a presença de palco da gurizada, é uma banda que tem muitas bundas a chutar por aí, usando uma gíria de gringo pra dizer que eles muito gás pra gastar por aí, e gostaria de ver mais umas composições deles, pra fazer companhia à Susie, a boneca inflável. Seria muito legal (dando uma incentivada básica).

 

Sastras


      A terceira banda à subir ao palco foi a Sastras, de Butiá. A Sastras é uma banda que vem há um bom tempo investindo em seu material próprio e matando no peito a árdua tarefa de apresentar um repertório muitas vezes desconhecido do público, que vê o seu show pela primeira vez, e que pode estranhar e não entrar no "pique" da banda. A tarefa se torna ainda mais árdua, e digo isso mesmo sendo um fã do estilo, quando se leva em consideração o fato de ser uma banda de metal melódico, que há anos não conta com nenhum representante em Venâncio Aires e nas cidades vizinhas.

       Provavelmente já acostumados em mostrar seu trabalho pela primeira vez para um público, a banda usou  de sua habilidade no palco para prender a atenção de todos, e fez um belo show de metal. Alguns covers foram tocados, mas muito poucos, um deles foi Cemetery Gates do Pantera, mas o foco realmente foi para o trabalho autoral da Sastras, que aliado à excelência em todas as posições da banda, deixou muitos de queixo caído, e outros estranhando ao ouvir um metal melódico em português pela primeira vez.

       Como o baterista tinha o seu próprio equipamento, e fez questão de usá-lo, houve uma demora além dos 15 minutos na troca de bandas, que deixou alguns impacientes, mas não vejo alguma solução possível naquele momento, e o show da Sastras não seria o mesmo sem a bateria própria da banda. São alguns imprevistos necessários para se exercer o metal. Hahahah

      Pra quem quer conhecer o trabalho da Sastras: http://www.myspace.com/sastras





   A Avalanche foi a quarta banda, e executou boa parte de seu repertório, com os já recentes acréscimos de Matanza no fim do set list, que ocasionaram algumas das maiores rodas punk da noite. Me arrisco a dizer o seguinte: o público estava muito louco até o show da Avalanche, mas ele foi totalmente insano durante e após o show dos caras. Isso tem uma motivo bem claro, que foi o anuncio feito pelo vocalista da banda e colega daqui do blog, o Douglas Martins Top Gun Rocker, de que eles estariam gravando algumas imagens para fazer um clipe e que eles queriam ver alguns "stage divers", ou "mosh", pra por no vídeo. Pronto, fez-se então uma anarquia ainda não vista na noite.




 

















    O repertório, como já disse, foram os clássicos já de costume executados pela banda, com as recentes adições de Matanza e Johnnie Be Good, e com as músicas próprias da banda: No Rastro da Bala e Amanhã. Esta última, volto a dizer, tem um refrão muito legal.

    Por hoje ficamos por aqui, porque o tempo tá curto pra mim e temos muuuito mais pra contar do Fighters Rock! A parte 2 vem aí mais rápido que cavalo de carteiro.





    Mais fotos das bandas citadas:

Caut!on











sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Novo festival independente em Venâncio Aires - Fighters Rock


      Imagino que grande parte dos leitores aqui do blog, como também os que escrevem nele, já tiveram a vontade de organizar um festival de bandas. Alguns fizeram e acredito que poucos estão até hoje nessa, mas certamente a grande maioria ficou só na vontade. Achou que isso era impossível, que não teria como promover algo assim, mesmo tendo boas ideias. Falo por experiencia própria, já cheguei a planejar um, mas acabei deixando pra trás.

      Bem, na tarde de hoje conversei com Raul Geller, morador de Venâncio Aires, e que com seus 20 anos está organizando o Fighters Rock, e tá fazendo isso sozinho! Na conversa que tivemos, perguntei sobre de onde veio a ideia, como ele selecionou as bandas que vão fazer parte e o que ele pretende pro futuro, já que o Fighters já é uma realidade e tudo indica que vai dar muito certo. Pelo que falam por ai, pode até ser o maior festival que já teve na cidade do chimarrão!

      Venâncio que é uma cidade que sofre com a falta de local e pessoas engajadas em promover o rock, temos dois festivais que acontecem por lá, que é o Rats e o Hellementos. Além disso, todos devem lembrar do Vênus, que promoveu sempre grandes festas com ótimo público (e um baita trago, pelo menos pra mim). Mas, mesmo com esses eventos, ainda é pouco para tudo que a cidade e os músicos de lá e da região precisam. Não existe lá uma Sunset, uma Legend ou um Rock na Colina, que todo fim de semana colocam bandas pra tocar, esses festivais independentes têm duas ou três edições por ano e isso é muito pouco pra uma cidade como Venâncio.

      Além desse problema de poucos festivais, eles normalmente mantem um mesmo estilo, mais para o trash. Sempre com bandas pesadas e sem muito espaço para outros tipos de música. Foi vendo tudo isso, que o Raul decidiu tentar algo novo! A ideia inicial surgiu no seu aniversário do ano passado, em novembro, quando ele e duas amigas falavam o que gostavam e o que não gostavam nas festas da região. Com várias sugestões de como fazer algo melhor, ele decidiu colocar isso em prática de verdade, sem saber tudo que isso poderia trazer, tanto de dificuldades quanto de exposição.

      Acabou decidindo por fazer isso sozinho, com toda a experiencia de muitos festivais, vendo tudo que dava errado, ele foi pensando em fazer algo de qualidade. Começou fazendo uma página no facebook e uma comunidade no orkut pra encontrar bandas que estivesse interessadas em tocar. Selecionou algumas daquelas e de outras correu atrás. Juntou nove bandas, que se diferenciavam em estilos e em cidades, e elas são:

Line of Head – banda de metalcore de Montenegro
Vallium – banda de grunge de Passo Fundo
Joker Dogs - É Venâncio-airense e une rock and roll com country
Sastras – Toca metal, de Butiá
Linfoma – Dá preferencia ao rock nacional, é de Caxias do Sul
Melancias Indigestas – Banda de punk rock/hardcore de Venancio
Avalanche – Que toca Hard Rock Santa Cruz
Caution – Hardpunk de Santa Cruz
In Plane – Próprias, um rock mais pesado de Taquari

      Achou apoio e fez bastante divulgação. O local escolhido para o Fighters ocorrer foi o Parque do Chimarrão, lá aonde tem a Fenachim. Vai ser na Morada Velha, uma casa feita de madeira, que dá um estilo bem gaúcho, e tem grande espaço para o público. E vai precisar! Só no evento do facebook já tem 250 pessoas confirmadas, e deve ir muito mais!

      Quando perguntei ao Raul se ele esperava todo esse público, ele me respondeu: “Eu não pensava no público, eu só queria fazer um festival do meu jeito, sabe? Eu gosto muito de qualidade nas coisas que faço. O Fighters creio eu que é o primeiro festival 100% legalizado aqui”. E é isso que está atraindo tanta gente, qualidade e confiança. As pessoas vão lotar o Parque do Chimarrão pois sabem que lá vão ver bandas boas, com um som de qualidade e bebendo cerveja bem gelada (assim em espero).

      Para o futuro, Raul pretende aumentar! O festival está só na sua primeira edição e já parece algo confirmado na região, então para a próxima ele pretende trazer pelo menos uma banda grande, de relevância nacional. Até já entrou em contato com a produtora que organiza shows. Nos resta esperar e torcer para que dê certo!


      Voltando ao começo, então, quando falei nos sonhos de realizar um festival próprio, ele me disse: “Me falavam que não ia dar certo quando comecei com essa 'doideira', sabe? Pouca gente achava que eu ia tão longe, ainda mais sozinho. Mas, to feliz com tudo que consegui, e com todo apoio que ganhei dos amigos e da família. Isso me deu muita força pra continuar com esse projeto, e até fazer outros. Eu amo o rock, e vejo pouco por aqui. Me sinto agora no dever de trazer ele.” E é de pessoas assim mesmo que o interior precisa.

      Mas, não é fácil, como ele mesmo falou: “Logo de cara, quando pensei em fazer. Achei que era bem 'sussa', só arrumar as bebidas e bandas e já tá feito. Só que não é bem assim, é muito trabalho. Cada coisa que tu acha que tem que fazer, multiplica por cinco. E dobra depois! E cada uma das coisas que tem que fazer dai refletem em mais coisinhas a serem feitas. É MUITO TRABALHO. Corri todos os dias e sempre com a cabeça cheia. Quem tiver afim de fazer um festival tem que saber que exige muito trabalho, e principalmente responsabilidade. Mas, correndo atrás consegue sim.”

      Então, se tu ai já sonhou em fazer um festival, tira a bunda da cadeira e se esforça para fazer dar certo. O rock precisa disso, as bandas precisam e o público precisa. Sem pessoas que se dediquem, não tem como funcionar. Ai está um belo exemplo, uma ideia que surgiu em uma conversa, pode se tornar o maior festival já feito na cidade de Venâncio Aires.

      Pra quem quiser conferir toda a qualidade prometida pelo Raul, e que já dá para ver que vai ser assim mesmo, é só ir amanhã (25) no Parque do Chimarrão, e começa cedo! As 20h a primeira banda já sobre ao palco, e o rock deve rolar solto até o começo da manhã de domingo, os ingressos na hora vão estar 15 reais e antecipados é só 10 pila. Não deixem de conferir, pois garanto que vai valer a pena, é o rock and roll na sua essência.