As fotos desta matéria foram retiradas do flicker da Acústicos e Valvulados, da página do Opinião e sendo estas últimas de Aline Jechow
Voltando pra terminar o que comecei, venho comentar a terceira noite da Discografia do Rock Gaúcho, já havia feito uma introdução sobre o projeto e comentado os primeiros shows aqui, por isso vou direto ao ponto dessa vez.
Subindo ao palco pontualmente às 22 horas, para um Opinião
totalmente lotado, o que era um fato ainda inédito nos shows de abertura que
lotaram sempre no decorrer, os Acústicos tinham um set list incrível a tocar. O
disco homônimo, lançado em 99, e que abriu as portas do meio musical para a
banda trazia alguns dos maiores sucessos: O Dia D é Hoje, Fim de Tarde Com
Você, Até a Hora de Parar. Com todos os ingredientes para um ótimo show arranjados,
só restou curtir e cantar junto quase todas as músicas e mais uma vez curtir
alguns trabalhos que pouquíssimas vezes foram tocados ao vivo.
Esperando o palco ser armado, ficou nítida a movimentação do
público, que enquanto fãs da Acústicos largavam as grades e ia para o fundo da
casa, os fãs da Tequila vinham para frente, e literalmente brigavam por um
espaço na grade. Nesse momento fica claro que apesar de não aparecer mais tanto
na mídia, a Tequila Baby se mantém fiel ao seu punk rock, e continua sendo a
porta de entrada pra muitos adolescentes no mundo do rock. Não sou grande fã da
banda, conhecia apenas os sucessos, e estava curioso pra ouvir o novo disco dos
caras, e estando ali na frente, na grade (pois estava de guarda-costas de uma
certa fã de Tequila), não tinha idéia do que me esperava.
Mais uma vez, pontualmente às 23 e 30, Duda Calvin adentra o
palco de calça jeans, camiseta preta, jaqueta de couro e óculos escuros, em um
calor que facilmente passava dos 35 graus. Certo ele, pois já disse Niki Sixx:
“Não adianta querer ser um rockstar e se vestir como um roadie”. Brincadeiras à
parte, me surpreendi demais com o novo disco do Tequila. Ele é realmente muito
bom, “Por Onde Você Andava?!” ainda tem a essência que a banda sempre teve,
apesar de me parecer numa primeira audição um disco, no geral, mais calmo. O
punk rock da Tequila é quase uma entidade no RS, e o show atraiu gente de
idades muito variadas, no fim do show, já no bis, em “Sangue, ouro e pólvora”, eu vi
uma roda punk com gente entre 14 e 30 anos... Algo que eu acho que só a Tequila
Baby consegue fazer. O bis ainda teve Velhas Fotos e 51.
A sensação que ficou foi a de ter assistido a melhor noite até então no
projeto... Mas o dia seguinte ainda prometia...







