Tudo está finalmente chegando no final. Logo sobrará tempo para atualizar o Vales Independentes quando e como quiser. Mas, ainda não é essa hora. Última semana de aulas e, se eu não pegar exame, daqui a sete dias estará tudo normalizado por aqui.
Mas, não é só por isso que o post de hoje será curto. A verdade é que, pouca coisa tem acontecido. Fim de ano é assim, tudo anda girando em listas de melhores do ano em todos os blogs. Nós também teremos a nossa aqui no Vales Independentes, mas sairá mais próximo do verdadeiro final de 2012.
Sobre a cena atual aqui dos Vales pouco se tem a dizer. Teria um show do Tequila em Venâncio mas não teve. Acredito que isso será comentado melhor pelos nossos integrantes da cidade do chimarrão. Aqui em Santa Cruz temos festas previstas para as próximas semanas. Charles Master nos dois anos de Legend e algumas grandes atrações na Sunset. Domingo teve dia Beatle, o primeiro da história em que eu não fui. Despedida do Olímpico era mais importante.
Grandes figuras do rock regional no palco. Foto retirada do facebook do Drurys.
No rock mundial, em alta seguem os Stones na sua turnê de 50 anos, e que dia 15 será transmitida para o mundo e você poderá ver na Multishow. Já o Led Zeppelin foi homenageado pelo Obama com o Kennedy Award, maior prêmio cultural americano. Segue o discurso do presidente dos Estados Unidos:
Quando Jimmy Page, Robert Plant, John Paul Jones e John Bonham apareceram na cena no final dos anos 60, o mundo jamais imaginou o que aconteceria. Havia o vocalista com um cabelo de leão e uma voz ensurdecedora, um guitarrista prodígio que deixou as pessoas de queixo caído, um baixista versátil que se sentia em casa também nos teclados e um baterista que tocava como se sua sobrevivência dependesse disso.
Diz-se que toda uma geração sobreviveu às agruras da adolescência graças a um par de fones de ouvido e um álbum do Led... Mesmo hoje, 32 anos após a morte de John Bonham – e acho que todos apreciam isso – o legado do Led Zeppelin permanece.
Obama ainda aproveitou para pedir aos músicos que se comportassem na Casa Branca dado o histórico de “quartos de hotel destruídos e bagunça generalizada” e ainda concluiu seu discurso dizendo: “Nós homenageamos o Led Zeppelin por nos fazer sentirmos jovens e mostrar-nos que algumas pessoas não tão jovens, ainda podem continuar sendo do Rock." (retirado do Blog do Grings, no ClicRBS)
As crianças ouvindo a diretora da escola falar
Encerro minha coluna de hoje dizendo que logo mais vai ao ar o excelente podcast gravado com a presença ilustre do Drurys! Foi uma tarde incrível a que tivemos com ele e logo mais você terá uma hora e meia de diversão gravada para ouvir e rir.
Gurizada medonha: ainda extasiado pelo fim de semana, trago aqui minhas impressões misturadas sobre os shows de Jack Bruce e Robert Plant em Porto Alegre. Para quem se interessar, há relatos individuais tanto da passagem de Bruce quanto da vinda de Plant. Os que foram num ou noutro estão convidados a usar os comentários para elogiar, comentar, xingar, dizer que fulano ou beltrano é o máximo (ou que está totalmente acabado) e assim por diante.
***
A primeira parte da autointitulada Missão muy grata consistia em ver, nos arredores
do mesmo fim de semana, duas lendas extraídas da mesma frutífera época: o
ex-baixista do Cream, Jack Bruce (que veio com sua Big Blues Band), e o eterno
vocalista do Led Zeppelin, Robert Plant (que trouxe consigo a Sensational Space
Shifters). Dois responsáveis diretos, pelas suas bandas, por delinear aqueles
que seriam os pilares fundamentais do rock pesado nas décadas seguintes. E cujas
primeiras (e talvez únicas) aterrissagens em terras sul-rio-grandenses não
poderiam ser desprezadas.
Foto: Rio News/virgula.uol.com.br
O primeiro a ser visto foi Bruce, que surgiu por
trás das cortinas do Teatro do Bourbon Country na sexta-feira, 26. De cara,
lascou um daqueles clássicos absolutos do gênero que a banda carrega no nome: First
Time I Met the Blues, em versão power trio básico. Logo em seguida, veio
ao palco o restante da formação, com teclado e naipe de metais. O reforço de
contingente mostrou sua força já na terceira música da noite, Politician.
O clássico do Cream, do álbum Wheels of Fire (1968), foi ovacionado
logo de cara, com seu inconfundível riff, puxado pelo baixo trovejante de
Bruce.
O instrumento do capitão do time, diga-se, merece
um parágrafo a parte. Por todo o show, o Warwick fretless (sem trastes) do
homem esteve em volume consideravelmente mais alto do que o restante da banda. O
sujeito da jaqueta preta ainda mostru extrema facilidade para executar seus
fraseados fortes e precisos. Seu baixo literalmente estrondoso deu peso e
consistência ao som de um grupo repleto de influências que não estavam
necessariamente ligadas ao rock. Bruce ainda deixou o escudeiro de lado em
alguns momentos para executar peças no teclado, como Theme for an Imaginary
Western, de sua carreira solo.
Como ex-membro de uma banda essencial na história
do rock, é claro um número generoso de clássicos do Cream teriam de ser
despejados. Assim, vieram ótimas versões para grandes músicas feito Born
Under a Bad Sign, a obrigatória Spoonful (com mais de 10 minutos nada cansativos) e a dramática We’re Going Wrong. Nesta, o brilho foi todo do
ótimo Tony Remy, guitarrista que executava cada nota com intensidade invejável.
O guitarman fez as partes um dia gravadas por ninguém menos que o deus Eric Clapton
sem abrir mão das suas características ou prescindir dos famosos bends blueseiros.
A reta final do show chegou em altíssimo estilo:
era a sensacional White Room, cuja introdução tocada de forma
impecável exaltou os ânimos de um público que mantinha-se controlado e
acomodado nas bem estofadas cadeiras do teatro. A seguir, um prolongado solo de
bateria serviu de prenúncio ao momento mais aguardado da noite: Sunshine of
Your Love. Neste momento, o respeito aos lugares numerados foi para o
espaço com a excitação provocada por um dos melhores riffs já surgidos no
rock’n'roll – e que teve uma roupagem interessante com o trio de sopros
acompanhando as notas da guitarra. O sorridente Jack Bruce nem precisou pedir
ao público que o ajudasse a cantar o refrão do maior clássico do Cream.
A banda rapidamente deixa o palco e retorna para
o bis, que trouxe o encerramento definitivo com outra música da lendária banda,
o blues/rock Sitting on Top of the Wold. Terminava assim, com ares de
aula, o show de Jack Bruce e seu grupo, que soube como poucos conduzir a
mistura de um monte de nuances de blues e jazz. E que deu a certeza da
obrigatoriedade do nome do sr. Bruce na lista do tema de casa de quem pretende
estar autorizado a viver, tocar ou falar de rock’n'roll.
***
Segunda-feira, volta ao trabalho e é na estrada
de novo. Desta vez para ir ao Gigantinho ver o show de outra divindade
rockeira: Robert Plant. Confesso que, para ver o velho Robert, cumpri uma
espécie de trajetória de preparação. A euforia gerada pelo anúncio do show
chegou a dar lugar a uma perda quase que absoluta de meus próprios horizontes (vide
este
meu post no Twitter). Foi a chave para buscar mais informações sobre o que
andava fazendo este alemão (chê, aqui quem tem cabelo loiro é alemão e não tem
papo) de voz endiabrada. Foi a chave, também, para que me despisse de
preconceitos e fosse ao pequeno Gigante com a mente arejada para apreciar o que
Plant e sua banda Sensational Space Shifters tinham a oferecer.
Findado o show de abertura (a cargo de, pasmem, Renato
Borghetti, o Borghettinho), era hora de deixar a ansiedade massagear cada
centímetro de pele do corpo. Até que, às 21h35min, Plant & seus
sensacionais entram no palco, sob óbvia ovação de um público que encheu a casa
para tomar a bênção do mestre. A abertura, como de praxe na turnê brasileira,
veio com a forte Tin Pan Alley, que incendiou os pobres mortais em
suas partes mais rápidas. Não demorou muito e veio Friends, a primeira
peça zeppeliana da noite. Arranjo certeiro e o vasto potencial vocal de Plant
posto em combinação com as memórias daquelas 10 mil almas, num momento de
celebração quase hipnótico.
Foto: Rodrigo Kampf
Transbordando carisma, Plant não tirava a
expressão alegre do rosto e interagia com o público em frases breves. Vieram,
então, as experimentações. Primeiro, com a Spoonful que já havia sido
executada dias antes por Bruce. Mais adiante, com uma roupagem para Black
Dog que, dos velhos tempos, conservou apenas a letra e a interação com o
público no inconfundível “ah, ah…”. Na sequência, outra da carreira solo, a
bela All the King Horses. Confesso que, mesmo com o já citado ritual feito,
tive dificuldades para digerir alguns momentos do show. Por vezes, os arranjos soavam
longos e enfadonhos. Quando a adrenalina baixava, porém, sempre havia um
petardo do Zeppelin na manga, como Bron-Y-Aur Stomp e Four Sticks,
onde foi possível ter o privilégio de ouvir uma das poucas incursões de Robert
Plant em seus extraordinários agudos.
A rotação do show ganharia novas e aceleradas
proporções com a espetacular Ramble On. O clássico definitivo de Led
Zeppelin II renovou o fôlego do espetáculo e arrancou dos pulmões dos
presentes um grito intenso o suficiente para abafar o som vindo dos PAs durante
o refrão, antes do encerramento com a obrigatória Whole Lotta Love. Que
também veio em forma de releitura, mas com guitarras distorcidas, algo escasso
neste estágio da carreira do homem.
Quando parecia que o show havia atingido o ápice
com Ramble On, uma das últimas do set inicial, veio o famoso bis
programado, com o real momento de catárse: a sublime Going to California.
Mais uma vez, precisão dos músicos da banda para tocar as partes um dia feitas por John
Paul Jones e Jimmy Page, o que abriu caminho para (mais) uma interpretação
impecável de Plant – cuja voz está em grandiosíssima forma, com evidente
exceção para os tons agudos foram deixados de lado ao máximo. Uma dose de
incredulidade e outra de absoluta aprovação tomaram-me durante esta música, que deu-me a sensação definitiva de satisfação por ter estado naquele lugar. Ainda
houve tempo para uma empolgante versão de Rock and Roll – com rititi e
sem solo. Um prólogo do clímax que já havia ocorrido com outro número do
legendário Led Zeppelin IV.
De maneiras que, guardadas as devidas proporções,
são semelhantes, Jack Bruce e Robert Plant mostraram que estão afiados, esbanjando competência
em uma altura considerável da idade e da carreira. Mesmo beirando
os 70 anos, ambos percorrem o mundo sem medo de buscar novidades e jamais
ignorando o brilhante passado – ainda que ajustando este a seus momentos
atuais. Plant com mais ousadia, Bruce de um modo menos radical. Privilegiados
que somos de vermos divindades rockers como estas ainda na ativa, se valendo da
forma mais nobre possível para manter os legados deles e de seus antigos
grupos: dando continuidade à obra.
Hoje é dia de ver o Robert Plant. E, mesmo com o fim de semana incrível que passou e as várias coisas legais acontecendo por aí, o destaque não pode ser outro além da vinda do eterno vocalista do Led Zeppelin a capital gaúcha. Pois, as 21:30 de hoje estarei no ginásio gigantinho vendo um dos meus maiores ídolos e Deus do rock and roll. O Golden God!
Mas, primeiro vamos falar de Neil Young, o qual eu elegi já com antecedência como o cara de 2012. Ele lançou um álbum incrível e está fazendo de tudo este ano, inclusive se promovendo no twitter. Para divulgar do disco novo, Psychedelic Pill, Neil lançou em um site junto com a hashtag #askneil, na qual ele respondia aos fãs no microblog. O auge deste momento foi quando perguntaram para ele sobre o Bono (vocalista do U2) e ele respondeu "Who´s Bono?". Com isso, no seu site apareceram as carinhas dos que participaram deste momento que o deixou no topo dos TT's mundiais. Ah, e vejam só quem apareceu lá:
Olhem ali, logo do lado das camisetas, dale Vales Independentes!
Neste clima mesmo que começo a contar a minha história que envolve a festa de um ano do blog que aconteceu neste sábado na Sunset. O review oficial, comentando os shows e tudo mais, deve sair durante a semana, mas tem um lado que eu acho legal ser relatado, e vou usar este espaço para fazer isso.
Show dos Stiflers, sempre um descontrole
Na noite de segunda passada (22), eu não consegui dormir. Por inúmeros motivos, fiquei deitado na cama sem um segundo de descanso. Em meio a tantos pensamentos, surgiu a ideia de promover a festa de um ano do Vales Independentes. Terça feira comecei a botar em prática tudo que havia pensado, de lá até o final da noite de sábado corri demais. Foram talvez os dias mais corridos da minha vida, pois ainda tinha faculdade, trabalho e várias outros assuntos para cuidar. Muitas coisas quase impediram de dar certo, mas consegui. E, tenho que dizer, deu MUITO certo!
Mais de 100 pessoas na Sunset, se divertindo e curtindo muito rock and roll tocado por três bandas que deram seu melhor no palco! Estou realmente feliz pelo resultado e pelo primeiro ano de atividade do blog ter sido tão bem comemorado. Obrigado por todos que tornaram isso possível, estão devidamente agradecidos no texto que postei ontem na página do facebook do Vales.
Além disso, toda essa agitação em torno do aniversário e da festa, nos deram vários novos seguidores no twitter, curtidas na página do facebook e um aumento significativo de acessos no blog. Espero que este seja o começo de uma nova etapa do Vales Independentes, possibilitando a realização de outras ótimas festas e a continuidade do trabalho de fazer o máximo pelo rock da região! É só isso que importa.
Agora, voltando ao assunto principal, hoje de noite tem show do Robert Plant. E, como em quase todas as promoções da RBS, a banda de abertura ainda é um segredo. Sempre tenho medo disso... Bem, não importa. O vocalista do Led Zeppelin estará no palco, tocando vários sons da sua clássica banda (em versões diferente, eu sei) e outras grandes músicas. Na turnê européia, rolavam uns 3 ou 4 Leds no máximo. Aqui no Brasil, Plant está tocando 8. Mandou bem! Eu vou estar na pista vip, o mais perto do palco possível, e algumas fotos e considerações devo publicar no meu twitter durante o show, se quiserem acompanhar fiquem de olho lá! Já o review completo, faço quando tiver condições físicas e mentais.
Tio Robert já em Porto Alegre
E o Led está com tudo, amanhã vai ter o lançamento do filme na capital, aquele que registra o show de 2007. E Jimmy Page anunciou semana passada que tem coisas novas para lançar ainda este ano. Se ele passar pelo Brasil em uma possível turnê, já posso morrer feliz.
Buenas, gurizada medonha! Começo hoje, oficialmente (uh!!), minha colaboração aqui no Vales Independentes. Aqui vai um agradecimento ao Top, pelo convite; ao Rodrigo, pela ajuda na adaptação; e ao Márcio, por estar sempre armado com latas, garrafas, isopores, bolsas térmicas ou demais equipamentos vitais nos shows em que tropeçamos por aí. Quem conseguir aturar este espaço pode passar por aqui nas terça-feiras ou em demais dias da semana, conforme o humor e disposição de tempo do escriba. Os dotados de paciência budista podem ainda acessar este humilde blog, Alto e Bom Som, criado neste semestre como um projeto experimental para o curso de Jornalismo da Unisc. Vocês também podem ler a versão impressa da coluna, que sai de 15 em 15 dias no Jornal Folha do Mate, em Venâncio. Também ficam convidados para tomar uma cerveja, ver o show da minha banda, tomar outra, jogar futebol, abrir mais uma e assim por diante. Façamos isso a partir de agora, começando com este amoroso post abaixo: Missão muy grata. Hasta!
Foto: Mauro Pimentel/terra.com.br
Um lenço perfumado largado
singelamente ao vento, do alto da sacada, pela mais formosa das donzelas. O
anúncio da contratação do melhor jogador da última Copa do Mundo que vem no
preciso momento em que a tela de inclusão de associado no clube está aberta no
computador. Um programa governamental que oferece isenções absurdas e amordaça
seu salário por duas meras décadas na compra da casa própria, quando acaba de
ser consumada a peleia definitiva que te varre irremediavelmente do lar. É uma
série de shows aterradores, irresistíveis, que arrebentam a saúde do bolso, mas
sem a mesma intensidade que fuzilariam o orgulho próprio em caso de ausência em
qualquer um deles.
"Ter" que assistir a
shows de gente como Jack Bruce, Robert Plant, Slash, Kiss e Black Label
Society, tudo num espaço de mais ou menos 20 dias, a menos de 150 quilômetros
de casa, é o que vamos chamar aqui de Missão muy grata. Todos já estão
um pouco (ou nem tão pouco) velhos, alguns deixaram os antigos cacoetes rockers
para trás e outros às vezes até parecem estar lá apenas para que provem a si
mesmos a capacidade de dar murro em ponta de faca. Não interessa. São mestres,
deuses, mitos, lendas vivas da inebriação via barulho. Ver este quinteto de
cativos do Panteão Supremo é garantir a bênção mais do que celestial - que,
dados os termos dos fatos, vira artigo imprescindível para um fim de existência
mais bazófio (ótima essa, hein?).
Como a proximidade dos tais
shows provoca tremeliques em cada fio de barba, ousaremos desenhar uma prévia
do que ocorrerá em cada espetáculo. Em complexa reunião, nosso colegiado de
redatores sênior decidiu que começaremos por Bruce, Plant e por aquele outro
cara da cartola. O grupo de eminentes justificou a decisão ao avaliar as
contribuições o desenvolvimento artístico ultrajantemente arrojado praticado
pelos bravos menestréis. Mentira. Esses shows são os primeiros da fila. Como
não somos malucos, falaremos antes deles. Além disso, são os que acontecem
antes da data-referência-mundana-mor para este blog, que é o dia 10. Que é o
aniversário do presidente da nossa organização (salve, salve, uhul!). Eis
nossos devaneios. Esperamos estar de volta no fim de semana mais importante do
ano (o data citada ali em cima), extasiados e prontos para o fim do ritual.
Jack Bruce
É estranho ver que, dentro do
próprio meio blues/rock/metal, Jack Bruce não receba mais menções, citações,
adorações e afins do que na quantidade que de fato acontece. Além de exímio
baixista, Bruce tocou com uns carinhas como Ginger Baker e Eric Clapton no
Cream, onde também era vocalista. Isso já seria o suficiente para garantir uma
vida toda de louvor, mas ele também fez parte do Graham Bond Organization, John
Mayall & the Bluesbreakers, West, Bruce & Laing, Ringo Starr & His
All-Starr Band e mais um punhado de grupos, até chegar no atual Jack Bruce
& his Big Blues Band.
Bruce, que é aquele cara que falou
algumas coisas meio, err, atípicas sobre o Led Zeppelin há algum tempo,
anda por aí com um time de músicos competentes ao seu lado e parece ter
resolvido tocar de tudo um pouco. Há versões de músicas de todas as fases da
carreira do homem, com guitarras, teclados, naipe de sopros e, claro, um dos
baixos mais presentes e insinuantes de que se tem notícia. Pelos vídeos que se
veem por aí, ele não usa mais aquele extraordinário modelo Gibson SG (!), que
mais parece a guitarra de Angus Young. Em se tratando de Jack Bruce, porém, é
crível que ouviremos ele fazendo aquelas velhas linhas de baixo incisivas e
tremulantes mesmo que seu instrumento seja um pau de taquareira roído por uma
capivara russa. E mesmo com o leque de influências variado, seu show deve ser
bem mais cru e pesado do que o do amigão mencionado logo abaixo.
Jack Bruce & his Big Blues Band
Sexta-feira, 26 de outubro
Teatro do Bourbon Country, 21h
Ingressos:
R$ 100,00 (Mezanino e Banco Alto Mezanino)
R$ 150,00 (Plateia Alta)
R$ 180,00 (Plateia Baixa e Cadeira Extra
Plateia Baixa)
R$ 220,00 (Camarote)
*Os demais estão esgotados
Venda:
* Bilheteria do Teatro do Bourbon Country
(Shopping Bourbon Country, de segunda a sabado, das 14h às 22h; domingo, das
14h às 20h)
* Telentrega 3231.4142 (de segunda à sexta, das
09h às 12h e das 14h às 19h). Taxa de R$ 20,00 por entrega (somente em Porto
Alegre).
* www.ingressorapido.com.br * 4003.1212
Robert Plant
Ah, o Led Zeppelin... é
inevitável não pensar nestes caras em qualquer princípio de discussão sobre
quem é a melhor banda de todos os tempos - ou bobagens parecidas. Tão
inevitável quanto dissociar os nomes dos seus integrantes da imagem da banda.
Jimmy Page e John Paul Jones parecem lidar melhor com isso. Page é orgulhoso do
próprio legado e sabe que criou um dos maiores monstros musicais deste planeta.
Jones transmite a imagem de um homem inabalável, que tocaria seu baixo com
maestria mesmo que o destino o colocasse para tocar no Negritude Júnior. Mas as
coisas não são bem assim com Robert Plant. O mito. A garganta mais poderosa da
música pesada (e música tem peso?) em todos os tempos. O cara que é uma lenda
mas renega o descanso nos próprios louros para entregar ao público um show
distante daquele formato que enlouqueceria 10 entre 10 amantes de música sobre
este solo.
Robert Plant dá a impressão de
ser um cara que quer provar a si mesmo que pode existir e ser relevante sem o
Led Zeppelin. Afinal, as negativas quanto a uma reunião da banda sempre são
atribuídas a ele. Na carreira solo, Plant já gravou com músicos orientais,
cantoras country, teve bandas que utilizaram instrumentos tão distintos quanto
o kologo e o rititi (!) e faz um show nada usual. Se é a fama do Zeppelin que
carrega a maior parte do público para suas apresentações, a resposta do palco é
completamente oposta. O mítico cantor de Black Dog e Kashmir dá continuidade à
miscigenação já proposta pela sua antiga banda. Mas, no lugar da orientação
rock'n'roll de outrora, o clima lembra algo como música celta, africana, world
music ou demais rótulos que causam estranheza em boa parte daqueles que pagaram
o ingresso.
Por birra ou ousadia, o fato é
que Plant tem todos os elementos para fazer um grandioso show, mesmo sem uma
vibração rock muito latente. A quem for assisti-lo, cabe entender o que o homem
quer fazer e desfrutar da chance de reverenciar algo como uma encarnação rocker
de Zeus. E entender que ele prefere tocar Rock and Roll com um violino
monocórdico no lugar da guitarra Gibson de seu antigo bruxo (santo trocadilho
inoportuno!).
Robert Plant
Segunda-feira, 29 de outubro
Ginásio Gigantinho, 21h30min
Ingressos:
Arquibancada - R$ 130,00
Pista – R$ 190,00
Cadeiras – R$ 230,00
*Pista Premium esgotada
Venda:
* My Ticket – Moinhos
(Rua Padre Chagas, 327 - Loja 6
* My Ticket – Centro
(Rua dos Andradas, 1.425 - loja 69)
* www.livepass.com.br
Slash
Tão indissolúvel quanto o elo
que une Robert Plant ao Led Zeppelin é aquele que liga Slash ao Guns N' Roses.
Mas o dono da segunda Les Paul mais destruidora da história do rock (ou seria a
terceira? ou a quarta? com a palavra, Joe Perry e Zakk Wylde) tem se esquivado
certeiramente da sombra do seu velho grupo. É claro que o demérito do seu
antigo sócio tem considerável peso sobre isto. Afinal, enquanto o rapaz de
corte capilar samambaiesco vara o mundo com turnês consistentes, ao lado de
músicos qualificados e/ou medalhões do estilo, Axl Rose toma sucessivas
decisões desastrosas com um GN'R que conserva apenas e tão somente laços
nominais com a antiga banda - dos integrantes, das músicas e do próprio grupo.
Passados 15 anos de vida sem
uma sombra de shortinho com as cores americanas e voz de gralha pisoteada,
Slash se consolidou como guitarrista criativo e capaz de ser dono do próprio
nariz que é. Se seus registros com o Slash's Snakepit, Velvet Revolver e com a
recente banda solo não alcançaram a magnitude de Appetite for Destruction ou a
repercussão estrondosa da saga Use Your Illusion, nenhum disco feito por ele
fica abaixo da média ou carece de itens imprescindíveis na carreira do cidadão,
como riffs vibrantes e solos blueseiros que exalam espontaneidade. Como fator
extra, Slash aproveitou a volta do improdutivo Creed e tomou do Alter Bridge
pra si o ótimo vocalista Myles Kennedy. Feito Plant, ele precisa de um mínimo
de boa vontade dos fãs, que não podem ir ao show esperando um revival ipsis
litteris do Guns N' Roses. Quem for ao show de Slash esperando ver um show de Slash
certamente sairá satisfeito.
Slash
Sexta-feira, 9 de novembro
Pepsi On Stage, 21h
Ingressos: R$ 100 (Pista)
*Pista Vip e Mezanino esgotados
Venda:
* Lojas Chilli Beans (Shopping Praia de
Belas, Shopping Total, Shopping Iguatemi, Rua da Praia Shopping, Moinhos
Shopping, Barra Shopping Sul e Canoas Shopping)