Mostrando postagens com marcador Barba Ralla. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Barba Ralla. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Rápidas e rasteiras

     Chê, terça-feira de novo e cá estamos nós. Como tivemos um breve intervalo em nossa saga porto-alegrense, trazemos hoje algumas tiradas breves sobre o que anda acontecendo por aí e por aqui.

* Pra começo de conversa, há novidades nas rádios da região. Em Venâncio Aires, a Vênus 100.7 FM fez algumas mudanças na programação. A emissora, uma das únicas destas bandas a ter uma linha orientada ao pop e rock, tem agora boa parte da grade diária em cadeia com a co-irmã Rádio Venâncio Aires AM 910 - com programas prioritariamente voltados ao jornalismo. Um dos reflexos foi a mudança ocorrida com o bom Caras & Caras do Sul, que abria espaço para bandas locais e agora vai ao ar em forma de programetes, cerca de cinco vezes ao dia, com duas músicas consecutivas - em geral de algum artista já consagrado destas terras. Outra mudança foi a inclusão, ainda que esporádica (pelo menos por enquanto) de músicas sertanejas na programação. Aguardemos para saber se esta é uma mudança passageira ou definitiva.

* Apesar disso, pelo menos por enquanto, o projeto Caras & Caras do Sul Acústico, que tem a promoção da Vênus, está mantido. A única edição prevista até o fim do ano rola no dia 14 de novembro (véspera de feriado), no Butecco Music Bar. Para abrir os trabalhos, show de samba e bossa nova com a cantora Stella Maris - que, por sinal, fará na ocasião sua despedida oficial da rádio, onde era coordenadora e locutora. Em seguida, show com as bandas vencedoras do festival DeCasa, que rolou na cidade do chimarrão e do suicídio em maio: Barba Ralla e Dozeduro. Vai ser uma chance para o juntar o conceito básico do evento de ser uma festa num horário mais acessível com os pedidos daqueles que preferiam algo que entrasse noite adentro. A data também parecia ser bem escolhida - mas talvez não seja tanto assim, porque tem um certo Kiss no meio do caminho.

* Ainda sobre rádios: em Santa Cruz do Sul, a Gazeta, quase xará de frequência da Vênus (FM 101.7) foi na contramão e decidiu abrir um espaço semanal fixo ao rock em sua programação. É o programa Rocket, que desde o último dia 1º rola toda quinta-feira, entre 22h e 23h. A apresentação é de Álvaro Neuwald Filho e Fábio Pagliuca. O lançamento aconteceu direto da Legend, onde mais tarde rolou show com Nei Van Sória. Na primeira edição do programa, uma seleção de clássicos obrigatórios do rock'n'roll - e um esforço nas chamadas e em alguns comentários dos locutores de mostrar que rockers não são comedores de criancinha (bah!). Por ora, nenhuma referência a uma possível abertura de espaço para bandas locais. Mas a iniciativa dos caras foi bacana e penso que a presença de bandas regionais na parada é só uma questão de tempo.

* Li por aí alguns elogios pra lá de entusiasmados para Infinito, novo álbum do ex-saco de pancadas Fresno. Tudo bem, os caras evoluíram, mas vamos devagar. Apesar da casca grossa que os caras tentaram transmitir, com guitarras pesadas e uma sonoridade quase metal, o conteúdo ainda é igual ou semelhante ao do Fresno que costumava ser amaldiçoado por seus trejeitos emo.

Foto: UOL.com.br

* Já é nesta sexta-feira o show de Slash e seu bruxo Myles Kennedy no Pepsi On Stage, em Porto Alegre. A julgar pelo que deu pra ver pela performance dos caras no Rio de Janeiro, que o Multishow mostrou na sexta-feira passada, vai ser uma noite das boas. Myles canta muito (apesar de soar exagerado por vezes, sobretudo quando busca os tons mais agudos outrora feitos por W. Axl Rose) e Slash é o grande guitarrista que todos conhecem - com direito a um solo bluesy inspiradíssimo em Rocket Queen. Para os fãs do Guns N' Roses, a chance de constar que Slash & seus asseclas são muito mais Guns do que o próprio Guns (para que ainda tinha alguma dúvida disso).

* Impressões rápidas, rasas e sujeitas a mudanças sobre alguns dos grandes lançamentos recentes: o novo de Bob Dylan é muito bom, o de Neil Young é ótimo, o Kiss gravou uma pancada no ouvido e o Aerosmith caiu em tentação e fez um disco regular como uma montanha-russa.

     Voltamos na próxima terça-feira neste mesmo canal - ou em edição extraordinária dentro da programação.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Blackout Rock Festival - Por Samuel Bertram



       Por Samuel Bertram

Eu sou muito suspeito para falar, levando em consideração o fato de que eu fui um dos organizadores, que o Blackout Rock Festival foi o maior festival já visto nos últimos tempos em Venâncio Aires. O festival foi idealizado por mim, pelo Raul Geller (que já organizou outro grande festival na Venus City, o Fighters Rock, que, também, atraiu muitos entusiastas) e pelo Douglas ‘top gun’ Martins. As 500 pulseirinhas que foram encomendadas para permitir o livre-trânsito dos presentes foram quase esgotadas.

Outro detalhe a destacar no festival é a cerveja: como freqüentador de festivais a gente se acostuma a consumir cervejas de baixa qualidade a preços abusivos. Porém, nesse festival, pôde-se encontrar Polar e Skol. A cerveja foi um item colocado em debate no grupo do facebook do festival, onde quase 3000 membros podem conferir informações relativas a rock n’ roll e ao festival e, por voto, foi escolhida a polar. A segunda opção foi apenas um plus assim como a oferta de comida e vodka para quem não é fã das geladas. Também, cada uma das bandas recebera um pequeno cachê em forma de consumação que pôde ser retirado ao longo do festival.

Como se pôde observar, a divulgação do festival fora pesada, tendo múltiplos meios de comunicação sendo atingidos. Mensagens foram veiculadas nos jornais de Venâncio Aires, na rádio de Lajeado; Na internet, principalmente; e outros meios mais. O festival teve o apoio do Centro Musical Kroth, da Luthieria Drury’s, da Bittencourt calçados e da gráfica Traço.

A reação das bandas quanto ao festival foram extremamente positivas, tendo sido elogiados os organizadores por múltiplos fatores e, entre eles, o som, que é, de fato, a parte mais importante do festival.  A receptividade também fora muito aclamada pelos músicos convidados e, estes, sendo de 4 cidades diferentes. Outros diferenciais do festival foram a união entre as cidades que muitas vezes parecem se flagelar e a variedade dos estilos e bandas.

A primeira banda foi a Sequella, de santa cruz, que se fez presente no horário e tocou o seu repertório recheado de energia. Falando em energia, o Blackout ocorreu nos primórdios do show quando acidentalmente, ao desligar as luzes para a galera começar a curtir a noite, fora desligada também a energia da mesa de som.

Sequella

A segunda foi a Barba Ralla, a banda nova da cidade e que ficou em segundo colocado no concurso DeCasa – concurso promovido na cidade com o intuito não apenas de promover o rock n’ roll mas sim música, em geral. O detalhe é que, 99,9% das bandas que concorreram foram de rock n’ roll (interessante não?). A banda tocou um show também enérgico com seu repertório baseado nas nacionais onde pôde-se ouvir TNT e Capital inicial, por exemplo.

Barba Ralla


Antes de eu tecer mais um comentário sobre shows enérgicos paro para destacar que todos os shows foram extremamente enérgicos e muito presenciados. O porquê disso encontra-se no tempo de palco reduzido oferecido às bandas que cumpriu exatamente com o seu propósito.
A terceira banda a subir ao palco foi a Melancias Indigestas, banda com mais de 10 anos de estrada com 3 cds lançados e muito punk rock para agitar.



Melancias Indigestas
A quarta banda, também ‘das antigas’ na cena da cidade, foi sem sombra de dúvida a que mais atraiu fãs, deixando o espaço do salão quase todo ocupado. O repertório recheado de clássicos como The Doors,  Queen e The Who deixou o público com um enorme ‘gostinho de quero mais’ – sendo o tradicional “mais um” repetido 2 vezes em altos rugidos.

Tom Turbina

A quinta banda fora a Radio Source, banda nova no cenário com covers de EdGuy, Iron Maiden e Primal Fear. A banda havia sido muito requisitada por outro show. Ela fora muito esperada devido à ultima apresentação ter sido reduzida e muito prazerosa aos ouvidos dos metalheads, e, há um longo período de tempo.


Radio Source

A sexta banda a subir ao palco foi a So Rise, vindo diretamente de um show em lajeado, e, com o seu repertório de hardcore autoral saiu bastante aclamada pelo público que antes nunca tinha ouvido falar de uma banda que vive há menos de 30 minutos de distância da cidade.

So Rise

A sétima banda a atingir os canhões de luz foi a SiXX, de Gravataí. A presença de palco dos caras é fenomenal, incluindo sangue falso, maquiagens pesadas e muito movimento. Com o repertório recheado de Bullet For My Valentine e Avenged Sevenfold agradou muito os presentes – e também, o que mais fez a galera se destacar, System Of A Down.
SIXX


E a oitava e última banda foi a bastante conhecida Avalanche, com sua nova formação – contando com o guitarrista Alan Rossi e o batera Marcos Dessbesell da antiga Joker Dogs. A banda teve problemas nos primórdios do seu show pela ausência de distorção na guitarra, mas, com esse detalhe resolvido pelo guitarrista da Radio Source, tudo correu de forma melhor impossível. Com direito ao tradicional shot de whisky, a banda agitou um número extremamente elevado de fãs (levando em consideração que na finaleira muita gente vai embora por exaustão ou afins) em sua nova formação. Desejo muito sucesso porque, como citou o grande Top: “Enquanto existir eu e o Kurt a Avalanche vai seguir em frente e é isso aí, muito rock n’ roll!”. O show contou com a participação especial do Tiago Wachholz, atualmente da Radio Source e Ace Jester.

Avalanche



Em suma, o festival foi muito bem planejado e divulgado e quem se fez presente pôde notar isso – o festival foi feito por fãs para fãs. As próximas edições já estão sendo planejadas e fiquem de olho, em breve mais detalhes.