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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Stone

     Na onda do Marcio, em seu último post, venho a vocês divulgar um dos novos singles do Alice In Chains: Stone. Este single já ganhou até clipe e faz parte do novo álbum ainda a ser lançado - The Devil Put Dinosaurs Here. A música está grudada na minha cabeça, e, vale a pena conferir pois é bem na nova onda do AiC - pesado, misterioso e melódico. Espero que esse post lhes satisfaça até a próxima quarta feira, dia de uma de minhas colunas, já que a última passei batido por estar em Londres. Abraço a todos os rockers.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Te Liga Nesse Som: Sevenaid

     Sempre é válido deixar claro antes de começar a coluna que o título não faz nenhuma alusão a ofensas. Bem pelo contrário, o propósito dessa coluna é apresentar bandas que na minha opinião, são desconhecidas até demais - e divulgar o trabalho de música de verdade feita no mundo. A banda escolhida dessa vez, devido ao clipe lançado na semana passada (depois de muita espera) é a Sevenaid, de Porto Alegre. Dentre os membros que consistem a banda está o Elias Frenzel, ex baterista do Reação Em Cadeia; Will Pedra nos vocais, Jhonny no baixo e na guita, atualmente, está o Affonso Gaviraghi. O som do caras é extremamente influenciado por metal, heavy metal e bandas de metal contemporâneo.



     Eu já tive a oportunidade de presenciar o som dos caras ao vivo e posso lhes dizer que é de estourar cérebros. A banda começou com o propósito de se divertir, sendo que todos eram músicos de profissão, e continua com os mesmos propósitos. Eles apenas estão na ativa pela região quando estão 'de férias' dos projetos, então é um tanto complicado ver o show dos caras.

     A melhor parte sobre o show dos caras é que, você espera que, uma banda desse calibre, com ótimas próprias, não apresentaria covers - e você estaria errado em pensar nisso. Ao vivo, você presenciará a nata dos anos 80 e 90, com direito até a um Bon Jovi - e Iron Maiden mais Alice In Chains também. Todas executadas à perfeição. E no quesito presença de palco: assustador. Os caras se mexem pra caramba e ainda interagem com o público como ninguém - Para você, leitor, ter uma noçao, no show que presenciei, fizeram questão de chamar todos os vocalistas e backing vocals das outras bandas do festival para cantar junto, nas proximidades do palco (acredito que só nao convidaram para subir pois não iria caber tanto maluco). Esticam o microfone pra platéia e tudo mais.

     Infelizmente os caras ainda não lançaram nenhum CD, mas isso é de se esperar em breve, de uma banda com seriedade, compromisso e paixão pela música. Vale muito a pena conferir. Seguem links no youtube, 4shared e facebook para quem quiser conferir o som dos caras.

O primeiro clipe dos caras: Boas Lembranças



Livin' on a Prayer (cover)

Links:
http://www.youtube.com/watch?v=ew6pMY23rPs - mais uma própria, Mira.
http://search.4shared.com/q/CCAD/1/sevenaid - Todas as músicas disponíveis no 4shared

E, é claro, o facebook da banda - http://www.facebook.com/sevenaid?fref=ts

Espero que todos curtam, galera. Rock on! Abraços!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Classy Classics III - The Dark Side Of The Moon

     Já venho há algum tempo querendo postar um review sobre essa maravilha da música antiga, e, aproveitando já o seu aniversário que foi no domingo, hoje venho lhes escrever sobre meu breve entendimento e sentimento do álbum The Dark Side Of The Moon. Um dos meus álbuns favoritos, de uma das minhas bandas favoritas, e, meu álbum de estúdio predileto da mesma. Como todo bom álbum de rock n' roll progressivo analisado, preparem-se para ler milhares de vezes sobre críticas de sociedade e sentimento.


     O que muitos não sabem é que o Pink Floyd nunca foi muito fã, ao contrário das bandas britânicas da época, de aparecer na capa dos seus discos. Lendas dizem que, a capa desse disco, em particular, fora escolhida em 3 minutos - simplicidade e beleza. O nome do álbum era para ser Eclipse por motivos comerciais - A banda Machine Head havia lançado um álbum chamado The Dark Side Of The Moon há pouco tempo, mas, como o álbum da Machine Head foi um desastre comercial, a banda voltou com o título.

     A capa incluía o prisma, e por dentro havia fotos de pirâmides, porque o criador da capa diz ter tudo a ver com o tema recorrente do álbum, que é enlouquecer. As fotos das pirâmides foram tiradas em infravermelho para dar um efeito lunático e psicodélico. Diz ele que as pirâmides são "fantásticas estruturas designadas para elevar os faraós e ajudar a transportar bens da terra para o paraíso - quão louco é isso?". Também, as pirâmides foram escolhidas por causa de seu formato semelhante ao do prisma - quem diria.


     O álbum começa com Speak To Me. A música é totalmente instrumental com experimentos feitos com as outras faixas do álbum submetidas às novas tecnologias da época. Como é uma seção muito curta, é normalmente somada à segunda faixa, que é Breathe, nos rádios e na edição de 30 anos, lançada em 2002. Breathe é um prelúdio do interlude de Time. A letra de Breathe lhe explica tudo que o álbum irá lhe propor - é uma crítica à sociedade capitalista da época que era forçada a 'Cavar buracos e esquecer do sol; E quando estiver pronto, não descanse, é hora de cavar outro'. O feeling aéreo da música lhe inspira a pensar que a vida é apenas um estágio dormente onde apenas sobrevivemos e 'Corremos em direção à uma cova prematura'. Essa música lhe instiga a pensar se a vida não é nada mais que o que vemos e sentimos, o quão alto voamos e o quão dura é a queda.

     Após ouvimos On The Run. Os sintetizadores nessa música lhe fazem pensar que o tempo está em constante aceleração e que não temos controle de nossas mentes. É apenas instrumental, mas o silêncio e os ruídos dizem mais que mil palavras, onde o batimento não acelera mas os pensamentos sim; e quando podemos ouvir uma quebra nos ruídos com vozes e urros podemos pensar: para onde diabos estão me levando. Tudo termina com uma risada macabra e o 'tic toc' dos relógios. Tempo.




     Time, uma das trademarks do álbum. Essa faixa é uma reflexão sobre o tempo - o tempo não para. Esta eu quero que todos sintam com as palavras do autor, numa livre tradução:

"Ticking away the moments 

That make up a dull day

[...]

Waiting for someone or something 
To show you the way
Tired of lying in the sunshine 
Staying home to watch the rain 
You are young and life is long 
And there is time to kill today 

And then the one day you find 
Ten years have got behind you 
No one told you when to run"

"Esperando o tique-taque passar dos momentos
Que fazem um dia tedioso
[...]
Esperando por alguém ou alguma coisa

Para lhe mostrar o caminho


Cansado de deitar no sol
Ficando em casa para olhar a chuva

Você é Jovem e a vida é longa

E tem tempo para matar hoje


E então um dia você descobre
Dez anos se passaram para trás de você

Ninguém lhe disse quando correr"


     E então começa o solo, que trabalha como um período de transição dessa fase da vida, para uma próxima, quando você corre para alcançar o sol mas ele está diminuindo. Quando todos os dias estão ficando mais curtos e você nunca encontra o tempo. Os planos não passam de meras anotações mal feitas e todos ficam parados em quieto desespero. E é aqui que a Breathe volta, como um lembrete de como a vida é: curta, exaustiva e enjaulada. "Thought i'd have something more to say"(Pensei que teria algo mais para dizer) é a frase que ouvimos antes de entrar no interlude, onde ouvimos a mesma melodia aérea e uma sensação de descanso, quando chegamos em casa novamente e nos encontramos no lugar onde apenas estamos quando podemos; quando estamos velhos, acabados e frios, voltamos ao lugar onde podemos relaxar no calor até ouvir os sinos chamando os fiéis pelos joelhos a se juntarem num feitiço falado em palavras suaves.

    The Great Gig in the Sky: não há muito o que dizer, apenas de que é a expressão de agonia mais linda e penetrante do universo. O viajante chega à gig(encontro entre músicos para relaxar, tocar um som sem compromisso e aproveitar o momento), à grande gig no céu. Tudo começa com os gritos de agonia e termina em harmonias de relaxamento quando o ator finalmente chega ao fim dos tempos e para. (Ao contrário do que todos vão pensar, a vocalista que gravou essa linda melodia vocal é mais branca que neve - sem racismo, apenas acho que negras têm uma característica vocal marcante e impressionante, e, até ouvir essa musica, achei que era irreproduzível).

     Agora, um novo disco, um novo lado. Money fala sobre a vida de ricaço, desde os primórdios até os fins, e as conseqüências e implicâncias que isso tem para a sociedade. Pegue aquele dinheiro com ambas as mãos e faça uma reserva; Novo carro e caviar [...] acho que vou me comprar um time de Futebol; Mantenha suas mãos longe da minha pilha; Viajando com um kit de primeira classe; Acho que necessito de um jato Lear. (Uma tradução livre, feita por mim, das linhas que seguem até o solo). Então, bem sucedido, o ser humano assume um caráter diferente: Dinheiro é um crime, Divida-o justamente mas não tire um pedaço da minha torta; Dinheiro é a raiz de todo mal hoje; Mas se você pedir por um aumento não é nenhuma surpresa que não lhe darão nenhum. Tudo isso seguido de um diálogo entre os ricaços sobre os maus tratos vistos como legítimos no ambiente. É para se sentir como um trouxa, e, ao mesmo tempo, podemos observar que todos caem no círculo da mesma maneira e acabam do mesmo jeito - No começo o personagem era apenas um pobretão economizando e terminou como um ricaço esnobe e ditador.

     Us And Them, por outro lado, já encara as informações com outro olhar. Nós e eles, e no final das coisas, somos todos homens ordinários. Ninguém nos conhece, ninguém nos entende, não entendemos a nós mesmos. O clima aéreo, assim como em Breathe, transmite simplicidade e calma. No refrão há um aumento nos backing vocals como se todos cantassem a mesma canção de desespero, ou como se tivéssemos tantos EU dentro de nós que nem mesmo nós nos entendemos. O que temos, o que não temos, o que falamos, o que deixamos de falar, o que fazemos e não fazemos - a vida se resume em escolhas, e, as vezes, elas nos desviam de nós mesmos.

     E então mais um instrumental: desta vez, demonstrando Luxúria e instabilidade. A música vai progredindo de um clima calmo ao fundo, com notas mais amenas e timbres mais macios, progressivamente, até notas pesadas e com efeitos lunáticos para transmitir uma sensação de crescente desilusão, para, então, entrarmos em estado de Brain Damage.

"The lunatic is on the grass
The lunatic is on the grass
Remembering games, and daisy chains and laughs

The lunatic is in the hall
The lunatics are in my hall
The paper holds their folded faces to the floor
And every day the paper boy brings more

[...]

And if your head explodes with dark forebodings too
I'll see you on the dark side of the moon"

     O lunático está na grama relembrando jogos, e cirandas e risadas; O lunático está no corredor, os lunáticos estão no meu corredor - o jornal segura suas faces dobradas em direção ao chão e, todo dia, o jornaleiro traz mais. E se a sua cabeça explode com pressentimentos negros também, eu lhe verei no lado escuro da lua. É por aqui que a idéia do álbum fica mais clara e mais cara - a loucura começa a tomar conta da rotina do ator. "O lunático está na minha cabeça - você levanta a lâmina e faz a mudança, me re-arruma até eu ficar são", o lunático tomou conta da mente do personagem que, aparentemente, é apenas uma pessoa comum. Eis a crítica principal da música - estamos todos vivendo uma realidade que enlouquece. Dentro de nossas jaulas que nós mesmos construímos em busca dos nossos anseios e desejos. "Você chaveia a porta e joga a chave fora, Há alguém na minha cabeça, mas não sou eu".

     E tudo termina com Eclipse, quando tudo que você faz, não faz, que você toca, que você escolhe, você rouba, você nega, você cria, luta, destrói, come, usa e desusa, tudo abaixo do sol está em sintonia, mas o sol está em eclipse com a lua. O mundo está em Eclipse.

I'll see you on the dark side of the moon

Abraços galera. Rock n' roll.
     

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Te Liga Nesse Som: Trilema

    Ele está de volta! O Te Liga Nesse Som! Agora com a minha nova proposta, de trazer apenas bandas autorais oriundas nos nossos pagos gaudérios. Para começar, tentei dar uma caprichada na seleção, e trazer algo peculiar, algo diferente, e me deparei com uma solução incrivelmente caseira, a Trilema!
    Uma banda instrumental, com influências muito heterogêneas, vindas dos estilos distintos de seus integrantes, a Trilema é uma power trio, e vem há algum tempo, uns 4 anos, desde o embrião plantado ainda em 2008/2009, trabalhando em uma proposta bem particular de sonoridade, que culminou em seu primeiro EP (O Veneno da  Valsa), lançado no primeiro semestre desse ano. Eu chamei ela de solução caseira para o quadro por um simples motivo, a banda foi formada, desenvolvida e evoluiu pelo trabalho de 3 colegas meus, do curso de engenharia ambiental da UFRGS, que a propósito, tem uma concentração de músicos muito grande, algo que sempre me surpreendeu, já que é um curso de ingresso anual de 30 pessoas. Mas o assunto aqui é a Trilema!

    Conversei com o Daniel, guitarrista da Trilema, que nos conta alguns detalhes da sua parceria musical com Drusko e Evandro:

    Marcio: Começamos com perguntas clichês: Quais são suas influências musicais?
    Daniel de Brito: hmm
    Para responder essa tenho que passar um pouco pela minha "história musical" (por mais que isso soe meio pretensioso)
    Aprendi a tocar violão só pela brincadeira, para tocar com os amigos e etc, até que um dia ouvi um solo do Slash na rádio e pirei. 
    Nessa época então comecei a ouvir muito Hard Rock, principalmente Van Halen. Meu professor de guitarra então me mostrou o metal melódico, aí eu me enfurnei em casa ouvindo e tentando acompanhar as guitarras do Angra, Rhapsdody, Stratovarius, Helloween, e por aí vai, fiquei alguns anos nessas.
    Conheci depois Dream Theater e aqueles guitarristas mais consagrados (Satriani, Vai, Malmsteen, etc). Por sinal, cheguei a comprar o DVD do G3 com esse trio.
    Depois a parei de me focar tanto na guitarra, e comecei a ouvir mais jazz, bossa nova.
    Hoje estou com uma "filosofia musical" (olha a pretensão aí novamente) bem diferente da minha época guitarreira, na real quase oposta. Atualmente estou ouvindo "de tudo", artistas que eu considero que criam um universo único, não importa se seja hip hop, jazz, doom metal, ou eletrônico.

    M:Sei desa tua "fase guitarreira" por vídeos antigos do youtube (teu passado te condena).
    DB:Comecei a focar na música como um todo, como uma onda sonora, e não como uma sequência de notas e acordes. É meio óbvio, mas é um aspecto que poucas pessoas observam, as infinitas possibilidades de timbres, texturas, intenções, etc.
    hasuhuasuahausahsuas
    Mas não tenho vergonha do meu passado guitarreiro, acho que foi muito importante para mim, e é uma grande parte de quem sou hoje.
    Tanto que ainda dou umas fritadas às vezes.
    asijasihdauisauidsuisz\hdcuiszcuiszdcv

    M: Hoje em dia a música instrumental, ainda, é uma espécie de compartimento fechado no meio do rock n' roll tanto local, como num aspecto mais amplo?
    DB: Realmente. São poucas as pessoas que ouvem instrumental. Tem muito daquilo "ah, é legal, mas não ouviria". 

    M: Foi esse teu interresse pelas peculiaridades que tu citou (timbres, tons, afinações), que te lançou pra música instrumental? 
    DB: Na real nunca foi algo planejado, do tipo "vou fazer uma banda instrumental". Foi um lance totalmente natural. Mas bem quando eu montei a banda eu estava entrando nessa fase.

    M: Me lembro que, desde que te conheci, em 2008, tu já falava muito mais em "fazer um som instrumental" do que montar uma banda convencional. 
    DB: Gostando de trabalhar mais com climas e tal.

    M: Falando em montar a banda... Conta aí, como foi o início da, atualmente chamada assim, Trilema.
    DB: Atualmente oidschjsziodchuszidcuszhidc
    Comecei tocando com o Drusko em um fracassado ensaio da engenharia ambiental. Tínhamos marcado com uma gurizada, mas só o Drusko e a Flora compareceram, em determinado momento o Drusko e eu começamos a improvisar, e saíram várias coisas muito boas.
    Ali começamos a procura por um baixista para formar um trio. Após um tempo e algumas mudanças de nome surgiu o Evandro, e cá estamos.







    M: Sim, me lembro! Eu era pra ter ido nesse ensaio... hahahahahahah.

    DB: dsvjnzuoidsvhdfvhyudxfivhdxuifvhudxifv



    M: "algumas" mudanças de nome... Toda semana era um diferente! No fim ficou a opção Trilema. Por quê?
    DB: ashuia\schszudcihszdc
    Cara, pela sonoridade, facilidade de gravar e significado.
    Escolher nome é foda.
    Como o Drusko falou uma vez, é como escolher uma roupa que tu vai usar pelo resto da vida.
    O nome inicial (Candelabros Fosforescentes) era pra ser totalmente provisório, mas aí acabou ficando, ficando...
    Quando a banda tava tomando um formato mais sério (gravação do álbum), resolvemos mudar.
    Até entramos no estúdio sem nome. Adsoicjszuoidcszoidcjzdsc


    M: Lembro-me que houve uma enquete rolando entre o pessoal da eng. ambiental inclusive, com três nomes finalistas... foi quase uma novela, hahaha.

    DB: xzkozsdcjziscjoiszdcjoiszdcdszjc

    Incomodamos muita gente com isso.



    M: Mas aí veio a gravação, e na sequência, o espanto com a qualidade do som que vocês fizeram.

    DB: Po, valeu!

    Nos preocupamos muito com a qualidade de todo o projeto, queríamos que a coisa ficasse profissa.



    M: Me chama a atenção a escolha dos nomes, e o quanto isso afeta na forma que se escuta o som de vocês. Pelo menos eu, tento de alguma forma associar o título com o sentimento passado pela música, às vezes inconscientemente. Isso é proposital?

    DB: Sim. Tentamos dar um norte interpretativo com o título da música, até porque o formato instrumental permite que as pessoas recebam tua idéia de formas diferentes.

    No fim, queremos passar um "universo", uma história.



    M: Voltando pra questão da gravação, vocês conseguiram apoio de um selo bem renomado do cenário instrumental. Como foi esse processo?

    DB: Foi meio do nada. Havíamos uma época tentado o contato com a Sinewave e não tinha rolado.

    Então um dia me convidaram para participar do grupo da Sinewave no Facebook, e eu topei.

    Lá eu divulguei o trabalho da banda, sem nem pensar em fechar algum acordo com os caras, mas mais para mostrar para o pessoal que frequenta ali, que é uma galera interessada nesse tipo de som.
    Daí um dos caras que se interessou foi o Lucas, que é um dos responsáveis pelo selo.
    Trocamos uma idéia bem descompromissada, falamos sobre música, os discos do ano, etc, e então o cara me convidou para participar do selo.
    Foi uma baita conquista.



    M: Prova de que a propaganda focada é melhor que um spam descontrolado... heheh. Shows, vocês já subiram no palco para mostrar o som da Trilema por aí? Estão à procura? Saindo em turnê pela Europa?

    DB: Bah, estamos a procura. Mas por enquanto não rolou nada além daquelas exposições nos festivais da ambiental.

O que é um negócio que nos incomoda um pouco, a vontade de tocar tá grande.



    M: Então estão abertos à propostas!
Tenho certeza que os grandes empresários do ramo musical, que é claro, leem o blog, estão atentos e captarão esta oportunidade.
Tem mais alguma coisa que tu achas que seria interressante falar?
(vamos falar mal de alguém? aí depois eu coloco no blog, e daí dá “boloro”... é legal, as festas do curso andam tão sem sal, pelo menos as últimas que eu fui, o que faz muito tempo...)
    DB: uashuashuahsuashasuhas
Tenho uma fofoca quente aqui... Cuidszcuoidszczusidochsz
Cara, agradecer a oportunidade do espaço aberto aí (sem trocadilhos).
E vou-me lá que agora tenho ensaio no teatro.
Abraços!

M: Feitoria então!
Abraço!




Se você gosta de música instrumental, sugiro dar uma ouvida no som dos caras, não há chance de rolar arrependimentos:
Site oficial (com download do álbum)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Classy Classics I

      Pois é tigrada, hoje sai do forno superaquecido da minha mente mais um aniversário atrasado: o dos 40 anos do album Vol.4 do Black Sabbath. Pessoalmente, não é um dos meus álbuns favoritos do Sabbath não, mas como Sabbath é uma das minhas bandas prediletas, me parece uma opção muito boa pra se falar e inspirar as mentes abertas. Além disso, é um álbum revolucionário em vários aspectos: peso, obscuridade e um toque de (muitas) drogas.


     O Vol.4 é o marco do começo da decadência Osbourniana no Sabbath, onde o abuso pesado de drogas começa a comprometer a musicalidade e performance de cada um dos músicos que haviam se consagrado em discos geniais como Black Sabbath, Paranoid e Master of Reality. As músicas refletem muito bem isso, como vamos perceber ao longo do texto. Além disso, também é uma revolução nos experimentos de rock pesado, por contar com as distorções pesadas e combinadas que marcaram o estilo do Sabbath, numa época que não se dispunha de muitos recursos à lá Metalzone - um dos principais porquês que eu adoro o som do Sabbath, Vintage e Heavy.

     O disco começa com a faixa Wheels of Confusion/The Straightener(numa tradução livre: Rodas de Confusão/O Corretivo). Já fica claro que será um disco onde as drogas tomam conta. O álbum é cheio de referências à cocaína, com o ápice na faixa Snowblind, que era pra ser, na verdade, o nome do álbum. Um toque de progressivo e um solo genial de Iommi pode ser visto nessa faixa indo desde notas insandecidas até a doçura dos riffs onde toda obscuridade da mente perturbada dos artistas pode ser sentida pelo ouvinte.

      Depois podemos ouvir Tomorrow's Dream, um urro insandecido dos jovens de uma época transitória muito complicada, onde o rock n' roll é a arma do momento e todos tomam um tiro nos neurônios e encontram uma válvula de escape da vida insana que se levava. Desde os primeiros versos onde se ouve:

'Well I'm leaving tomorrow at daybreak
Catch the fastest train around nine
Yes I'm leaving the sorrow and heartache
Before it takes me away from my mind'

(como sempre, numa tradução livre)

'Bem, estou indo embora amanhã no nascer do dia
Pegar o trem mais rápido lá pelas nove
Sim, eu estou deixando a tristeza e dor no coração
Antes que isso me tire da minha mente'

     E, então, marcando o álbum com um toque orquestral, Changes! A linda balada que explica a sensação de se passar por mudanças intensas e perder tudo que se ama. Um choro desesperado de um amante irreparável que deixa todas suas tristezas lá pelas nove e acaba que tudo que ele deixara para trás é o que o fazia feliz em meio ao sorrow and heartache. As músicas se entrelaçam e criam uma imagem da mente do começo dos anos 70 que é de lacrimejar.

     Então um interlúdio, FX, um monte de ruídos para preparar o ouvido do felizardo que está ouvindo junto comigo o Vol.4 para o total valhalla, Supernaut! Um clássico. Os riffs, a bateria, o baixo trepidante, os vocais urrantes. Não preciso dizer mais né? A música expressa um extremo desejo por ascender, até as estrelas, e se tornar um ícone - desejo que tenho e muito, de colocar a mão no sol e não me queimar.

     Depois de Supernaut vêm a música que todos deviam ouvir antes de mexer com cocaína. Entre os versos, na gravação original, podia-se ouvir berros desesperados que diziam "COCAINE!!!". Porém, a gravadora achou que o álbum já estava revolucionando até demais no assunto e os berros foram trocados por um sussurro. Falar de drogas já não era tão novidade assim para os malucos do Sabbath, no álbum anterior já falavam da doce folha (sweet leaf), também conhecida como Mary Jane. Porém, esta está num nível novo de loucura. "My eyes are blind but i can see; The snow flakes glisten on the trees; The sun no longer sets me free" -  Uma alusão ao vício extremo em cocaína, onde a neve congela o interlocutor e o sol não o liberta mais, as horas congelam junto com todos os sentidos do anti-herói. Os riffs são demoníacos e psicodélicos e deixam qualquer mente sã enfeitiçada.

     E depois de tudo isso, ainda, podemos ouvir Cornucopia, onde o peso come solto principalmente da combinação genial entre baixo e guitarra num som quase que único. Os versos a seguir da letra, descrevem perfeitamente como você irá se sentir com esta música: 

'You're gonna go insane
I'm trying to save your brain'

Você irá enlouquecer
Estou tentando salvar seu cérebro

     Vale ainda ressaltar que Cornucópia é um símbolo grego de riqueza e fertilidade, o que me cheira a uma crítica aos magnatas de plantão controlando as sociedades. Depois disso tudo, pode-se ouvir outro break na barulheira com Laguna Sunrise, uma melodia acústica linda e cheia de harmonia e paz, como se todos estivéssemos agora, nos céus cheios de neve, flutuando.

     St. Virtus Dance é a próxima e coloca um toque de hard rock no disco, para aconselhar todos aqueles cabeludos de coração partido a tomar uma frente e recuperar a garota - falando como um amigo. Afinal, muitos perderam suas queridas durante esse período, por demasiados motivos todos já citados ao longo do texto e intrínsecos na época. E por último, um riff que ouço até hoje em toda música de metal extra-pesado. Depois de ouvir Under The Sun/Every Day Comes and Goes, tudo quanto é metal vai parecer redundante. Teminando do mesmo jeito que começou, pesado, meio prog, relata uma libertação, o personagem congelado fica, finalmente, abaixo do sol, sossegado e vendo os dias passar. 

     Fica a dica a todos que apreciam um rock n' roll de verdade, daqueles com sentido e tudo mais. Fica o Link, no youtube, em qualidade razoável.
Abraços e Rock n' roll tigrada!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Te Liga Nesse Som - Vulgo Coyote

   Fazia tempo que não publicava esse quadro, mas acho que ele precisa voltar, e junto com outros. Mas pensando em alguma banda nova pra comentar, e talvez até apresentar a muitos, me veio a pergunta: "Com tantas bandas boas surgindo pelo RS, porque não focar nas bandas gaúchas?". Sim, não por que não. E com isso retomo esse quadro, agora focando apenas nas bandas da província mais rock n' roll do sul do país, e talvez, de todo ele.

   Começando a temporada "bandas daqui" do meu quadro, começo falando da Vulgo Coyote. Uma banda formada por integrantes de Sobradinho e de Porto Alegre, alguns deles que já rodaram muito os palcos da região, e por isso que aqui são citados.
   

   Os coyotes Victor Thomas (voz e guitarra), Leônidas Lazzari (guitarra), Jerônimo Lazzari (baixo) e Diorgenes Tazz Goetems (bateria), se propõe ao rock n' roll reto, puro, e sem frescuras. Não são fãs de virtuose, e querem fazer um rock simples, com pegada e um certo peso. Isso fica bem claro nas maiores influências citadas por Victor e Tazz, com quem conversei pessoalmente, pois ambos residem em Porto Alegre, e segundo eles, Black Sabbath, Rolling Stones e Hellacopters (uma das melhores bandas que surgiram na última década) são bandas em que espelham seu som. Tá bom né?!


     A banda é recente, veio sendo formada há  um bom tempo, e muita gente conhecida da região foi, inclusive, cogitada pra fazer parte dela, mas a química rolou mesmo entre esses caras, e o resultado dela pode ser visto nas músicas, gravadas em ensaio mesmo, com algumas trilhas refeitas em estúdio, que estão sendo lançadas na internet. Realmente, os som é cru e reto, um rock n' roll clássico, mas com uma cara bem atual. Como disse o Tazz: "Tem muita banda inventando moda, a gente quer fazer um show de rock, ver o pessoal curtindo e agitando."

   Levo muita fé no sucesso dessa intenção pois competência pra isso eles tem, Tazz deve ser lembrado por muitos segurando as baquetas da Ebulição, Jerônimo e Leônidas tocam na Rock N' Live, um ótima banda de Sobradinho, e o Victor, só conheci, musicalmente falando, pelos sons que a Vulgo Coyote lançou na rede.

   Os sons próprios, lançados até agora (mais virão, são 10), estão sendo colocados no soundcloud da banda, e podem ser baixados gratuitamente. A banda já tem shows agendados em Porto Alegre, sendo o próximo no dia 16, no Carlitus Bar, mas pretende dar as caras por Santa Cruz o mais breve possível. Quanto ao seu repertório, para os shows, eles compartilham de uma idéia que eu sempre tive do que seria ideal.
     - Victor: "Pretendemos tocar na maioria, nossas músicas, mas com alguns covers também, acho que de 10 músicas, uns 3 covers, Sabbath e Hellacopters com certeza, o resto é Vulgo Coyote.".
 
    Acho isso muito coerente, pois não tem como conquistar o público, ou fazê-lo realmente se divertir assistindo um show onde tocam apenas músicas que ninguém conhece. Uma banda começado seu trabalho autoral, deve fazer exatamente isso, mesclar, mas com preferência para suas músicas. Mas enfim, vamos à elas:





    Essa aqui é muito boa!




    Novos lançamentos no http://soundcloud.com/vulgocoyote

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Te Liga Nesse Som - Maldita

     Hoje um "te liga nesse som" com uma banda um pouco diferente.A banda MALDITA.

     Maldita é uma banda carioca de metal industrial formada em meados de 2001 por erich.

     Erich Mariani que produzia filmes de terror caseiros, juntamente com tarso, passou então a manifestar suas mensagens na música. a banda inicialmente chamava-se Malachi, em homenagem ao personagem de stephen king, e tinha influência de bandas como Skinny Puppy, nine Inch Nails, Metallica e sua maior inspiração Faith no More.


O logo mais conhecido da banda


     Em 2003, enquanto preparavam sua primeira demo, o baixista Magrão entra na banda, e no final daquele mesmo ano, Vidaut e Leo Osborne, que trabalharam na produção da demo, também ingressaram na banda. a partir daí a banda foi rebatizada como maldita.

     A banda passa a se apresentar com maior freqüência e consegue um contrato com o selo Nikita, gravando seu primeiro álbum e três videoclipes. Nesse período tarso abandona a banda, entrando o guitarrista Lereu em maio de 2005, com a tarefa de substituir tarso em dois shows super importantes nestes primeiros passos da banda. Um no circo voador abrindo show do Ratos de Porão numa sexta-feira 13 e outro na semana seguinte, este sendo lançamento do seu disco de estréia mortos ao amanhecer.

Capa do cd "Mortos ao Amanhecer"
     A banda rapidamente ganhou espaço dentre os adeptos de som pesado e sombrio. Ganhando também notoriedade dentre os grandes nomes além de diversas aparições na MTV Brasil onde lançaram "o homem com rosto cortado" e tiveram o reconhecimento aumentado em grande fatia após o lançamento do clipe de "anatomia", que ainda hoje é seu maior hit. a maldita encerrou o ciclo do mortos ao amanhecer com uma chuva de sangue em uma super produção no clipe de "estrela de fogo".

Performance da banda




     Em 2007 a maldita rompe com o selo Nikita e segue trilhando seu caminho sozinha como banda independente, e foi quando, as vésperas da gravação de seu mais novo filho, o disco "paraíso perdido", o guitarrista luis deixa a banda. Lereu, então, fica incumbido de fazer o papel sozinho, mas a banda não sentiu a saída de Luis. Ganhando ainda mais corpo e conjunto. Assim, seguiram-se as gravações do "paraíso perdido" produzido por Pedro Burckauser, na época, seu operador de som. E assim seguiu a banda até seu lançamento em julho de 2007. Trazendo consigo um respeito enorme dentre os críticos e novas ideologias para uma nova época. E isto é percebido no clipe de estréia "embaixadores da carne de amanhã" com uma forte compilação de imagens de guerra. Em seguida a maldita surpreende a todos com o lançamento de um clipe documentário. Rodado na comunidade da rocinha. O clipe de "bastardos da américa", mostra como é difícil manter uma banda de rock dentro de uma favela, devido a cultura ser voltada para outros estilos musicais e claramente pela falta de poder aquisitivo para a compra de equipamentos.


Capa do Cd Paraíso perdido








     Este ano foi marcado também pelo convite feito para a maldita abrir os dois shows de Marilyn Manson no brasil. nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Um fato curioso é que no show do Rio de Janeiro, o vocalista Erich subiu no palco portando uma réplica de um fuzil assustando até mesmo a segurança do evento. E em seguida, no show de São Paulo, Erich o fez novamente. Após as apresentações, Erich era capa de vários jornais e foi intimado a apresentar-se com a tal réplica a uma delegacia de polícia no rio de janeiro. Com tudo esclarecido, o vocalista foi liberado sem maiores problemas.

     A Maldita seguiu em frente fazendo grandes shows por todo o brasil. e nos maiores festivais independentes, sempre com grande prestígio por suas conquistas como banda independente e adepta de uma música e idéias difíceis de serem digeridas.

No ano de 2009, a banda gravou seu novo disco, Nero. Desta vez quem assina a produção do disco é Stanley Soares, produtor de dois discos da banda brasileira de metal "sepultura" e também seu operador de som. Com esta parceria a Maldita corre agora em busca de sonoridade e de um grande nome dentro de seu gênero para guiá-los até um passo maior. Neste meio tempo, por razões ainda não muito esclarecidas, o tecladista Leo Osborne resolve deixar a banda, as vésperas do início das gravações do novo cd.

Uma das fotos promocionais do "Nero"
Capa do cd "Nero"









     A banda saiu em sua primeira turnê gringa. Em maio de 2009 a Maldita partiu para Europa onde fez uma bateria de 11 shows na Holanda e 1 na Bélgica. Conquistando novos fãs e admiradores, desta vez, fora do brasil. E mantém viva a esperança de retornar com um disco em inglês.

     Recentemente a banda fez uma coisa totalmente inesperada que foi usar elementos do funk (isso mesmo do FUNK CARIOCA) em suas músicas, e lançou o ep  chamado  "Montagem".

Capa do "Montagem"




     Bom, vou acabar com esse post que já está muito grande. Espero que tenham gostado da banda.

terça-feira, 13 de março de 2012

Te Liga Nesse Som - Hellyeah


      Já disse por aqui em alguma matéria, que o country e o southernrock figuram na minha estante de discos no mesmo patamar do hard rock e do heavy metal, e não é difícil de imaginar que qualquer mistura dos estilos citados atrai minha curiosidade. Foi assim, numa belo fim de semana, entre um exercício de química analítica e outro de eletricidade/instrumentação, ao dar uma ratiada pelo youtube, que me daparei com o Hellyeah, um grupo texano que reúne o heavy metal com o southernrock, como havia de ser em uma boa banda de rock texana, de uma maneira que me chamou muita atenção.



      No fim dos anos 90, início dos anos 2000, tivemos o surgimento de vários “supergrupos”, e dessa época os que mais me marcaram foram o Velvet Revolver, com aquela mistura inusitada de ex-membros do Guns N’ Roses, Wasted Youth e Stone Temple Pilots, e o Audioslave, que do Rage Against The Machine e Soundgarden criou uma nova identidade musical que até hoje deixa saudade. Na mesma época Chad Gray e Greg Tribbett, do Mudvayne, Tom Maxwell, do Nothingface, Bob Zilla do Damageplan e Vinnie Paul, ex-baterista do Pantera, resolveram montar o seu supergrupo (não tão "super" quanto os outros citados, mas a a situação era a mesma), porém, por conta de turnês de suas bandas, o projeto foi sendo adiado, até que em 2007 eles resolveram por a mão na massa, e em menos de 1 mês, gravando no estúdio pessoal do amigo Dimebag Barell, finalizaram o primeiro disco, auto-intitulado, na época ainda com Jerry Montano no baixo, que só ao sair no fim daquele ano, deu lugar à Bob Zilla.



O álbum conseguiu algum sucesso, entrando na Billboard 200 e recebendo boas críticas, e rendendo ótimos clipes, que seguem após o texto. Analisando a origem dos músicos envolvidos, nota-se claramente a intenção de incluir uma sonoridade sulista nas composições, e acho que eles fazem isso com maestria, e passando ao peso do trash metal nos devidos momentos, se tornam uma ótima banda para ouvir enquanto se toma um Jack Daniel’s... acreditem, eu testei. A banda lançou recentemente um novo trabalho, Stampede, que não achei superior ao primeiro, mas que mantém um bom nível dentro da proposta da banda.

Fica aí a dica de mais uma boa banda, na minha opinião, e que não sei como conseguir seu material http://www.heavymetalcenter.net/2011/05/hellyeah-discografia-completa-download.html


















sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cinema Rock

Estréia hoje o Cinema Rock com a dica de filme Heavy Metal do Horror - Trick or Treat - 1986.
E para começar bem, nada melhor que um filme trash, classico da tv bandeirantes, apresentado pelo nosso querido Zé do Caixão, isso em meados de 1997. E pra quem não chegou a conhecer, aí vai a dica dessa pérola cinematográfica.


Este Filme mostra a vida do adolescente Eddie Weinbauer (Marc Price), que sofria preconceitos e perseguições por parte de seus colegas de escola pelo simples fato de gostar do inocente e singelo Heavy Metal. A única coisa que torna sua vida suportável é ouvir a musica do roqueiro Sammi Curr (Tony Fields). O interessante é que o roqueiro estudou na mesma escola que o pirralho e também passou pelos mesmos problemas. Até ai tudo bem, mas um belo dia o cara morre em um incêndio muito estranho e deixa para o pirralho a única cópia em acetato de seu último álbum. O problema é que o cara tinha um pacto com o diabo e toda vez que o tal disco era executado o espírito dele aparecia para causar destruição e morte. Uma curiosidade bacana do filme é a participação de Gene Simons (baixista do Kiss) no papel do DJ que vai executar o disco na rádio, e de Ozzy Osbourne no hilariante papel de um pastor evangélico que prega que todos os fãs do rock são seguidores do demônio e só isso ja vale o filme.




quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Te Liga Nesse Som: Van Zant




Em 1997 meu pai, após 4 meses trabalhando nos EUA, em uma das filiais da empresa onde trabalha há mais de 25 anos, trouxe consigo alguns discos, que acabaram marcando bastante a minha infância, positivamente, após a minha fatídica festa de aniversário daquele ano (longa e triste história, para poucos rirem). Aqueles eram presentes de uma baita figuraça, que conheci apenas por fotografias, infelizmente, que era, segundo o que conta meu pai, um ‘redneck’ característico, e que ajudou ao meu pai e seus colegas de viajem a passar bons momentos longe da família. Fazendo coisas que um caipira/colono/redneck faz pra se divertir em qualquer parte do mundo, como pescar, atirar, assar uma carne e beber, foi conhecendo um pouco da música que aquele caipira ouvia, e ao se despedir na volta pra casa, foi presenteado com 2 grandes discos: Slide Zone, de Roy Rogers, e uma coletânea de country de 94. Foi assim que conheci o country, e southernrock, ao ouvi-los exaustivamente.


Ronnie Van Zant
O advento da internet e do modem de 56 kpbs (que a Bada não usa mais!), pude conhecer muita coisa diferente, e aí o southernrock veio junto, como um concorrente ao Hard Rock pela minha atenção. Pirei ao conhecer o Lynyrd Skynyrd, e depois ao tropeçar no .38 Special. O Lynyrd Skynyrd era então guiado pelo irmão mais novo da família Van Zant, Johnny, que abraçou a retomada da banda após os trágicos acontecimentos que mataram quase a todos, incluindo aí o irmão mais velho dos Van Zant, Ronnie. O 38. Special, guiado por Donnie Van Zant, teve seu auge de sucesso, talvez surfando um pouco na onda criada pelo Skynyrd, mas a qualidade do 3º álbum em diante é inegável, o que deixa claro que existe algo nessa família que não se encontra facilmente por aí.
Os Van Zant são chamados, incluindo-se aí ainda o primo Jimmie Van Zant, de “Royal Family” do Southernrock. A discografia dos caras dá bons motivos, e o meu objetivo aqui é comentar um projeto único, que une os dois irmãos ainda vivos da família Van Zant.

Van Zant:

Formado em 1985, ainda só com Johnny, após o fim da banda solo do próprio, lançou um cd homônimo no mesmo ano, seguindo uma linha AOR, que estava em alta na época, mas foi um fiasco de vendas. Com o tentador convite de se tornar o novo vocalista do Lynyrd Skynyrd, Johnny abandonou o projeto e foi aproveitar e tentar aumentar o legado de seu irmão.
Johnny e Donnie Van Zant

Em 1998, quando Skynyrd e .38 Special passavam por uma pausa, Johnny, junto com seu irmão Donnie na guitarra e segundo vocal, formaram uma dupla sertaneja banda, que deu continuidade ao projeto Van Zant, agora calcado fortemente nas raízes do Southernrock, e o resultado disso foi incrível.


O álbum de retorno, “Brother to Brother”, é uma baita disco, basicamente. Desde faixas que soam mais como um rock n’ roll, como “Show Me”, até outras bem country como “That Was Yesterday”. O álbum seguinte, no início da década passada, chamou-se Van Zant II, seguindo a mesma linha, confesso que não é tão bom quanto o primeiro, tendo destaque “Get What You Got Comin”.

O ano de 2005 trouxe consigo o disco “Get Right With the Man” , com uma pegada mais country, mas trouxe consigo grandes canções, com destaque para “Nobody Gonna Tell Me What to Do”, com um dos versos mais cheios de significado que eu já ouvi por aí, pelos menos que eu tenha sacado o significado, enfim, quem conhece a história da morte trágica de Ronnie, ao ouvir “I got a guitar under my bed, but I’ve been too scared to fly”, tenta se por no lugar dos dois toda vez que sobem em um avião.

O disco “My Kind Of Country” foi ainda mais fundo no gênero interiorano, não obteve o sucesso de seus antecessores, apesar de manter muito bem o nível. A música que dá título ao disco é muito boa, e um hino, imagino eu, para aquele clássico redneck que deu origem ao meu gosto por tudo isso.

Mais uma dica aí pra quem quer que se interesse. Acho que o troll que deu as caras por aqui não vai ter muito do que reclamar.

Não faço idéia de onde baixar isso e muitas outras coisas.




Os vídeos que havia incorporado "bugaram", estou recolocando-os abaixo: