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terça-feira, 6 de março de 2012

Fighters Rock Parte 2



      Dando continuidade então ao review do grande Fighters Rock que ocorreu sábado retrasado em Venâncio Aires. Primeiramente quero dizer que não achei o local feio, foi apenas um erro de digitação e que já foi arrumado! Hahahaha... O lugar era bem legal, e espero que ocorram outros eventos de rock lá! Só seria bom ter outras marcas de cerveja, eu não em importo de pagar um pouco mais para beber uma Polar ao invés de Kaiser. Mas, também, nada de mais... Depois da terceira nem fazia mais diferença, ainda mais com o forte calor que esteva lá dentro.

      Uma pequeno comentário de um show que já foi falado pelo Marcio: As rodas punk durante a apresentação da Avalanche foram realmente incríveis! Talvez os maiores e mais pesadas que já participei! Mas, provavelmente fiquei assim pois não tenho mais idade e físico pra aguentar algo assim. E os moshs! Incrível. Parabéns a banda que a cada show está melhor.

      Agora vamos dar sequencia a festa, o último show que eu fiquei pra ver foi o da banda Linfoma, um power trio de Venâncio que manteve o público bem agitado após a apresentação da Avalanche. Eu estava do lado de fora da Morada Velha me recuperando daquela loucura toda, quando ouvi começar a música Minha Vida é Rock 'n' Rol, cover do Velhas Virgens, e já tive que voltar correndo para dentro, pegar mais cerveja e contribuir um pouco mais pra falta de voz que tive no outro dia.

      A banda deu sequencia ao show com outros covers nacionais e músicas próprias, que eram muito boas! Destaco as músicas Chopis Center, dos Mamonas, que começa com o riff de "Should I Stay Or Should I Go?" do The Clash e proporcionou também muita roda punk e agitação no público, e a mais clássica da noite, Bom é Quando Faz Mal, do Matanza. Detalhe pra algo que tinha sido dito aqui no blog algumas semanas atrás: “Matanza nunca faz mal”, ou faz, se for usar a lógica dessa letra deles ai. No Fighters Rock, das primeiras 5 bandas, 4 tocaram Matanza e três tocaram esse som ai. E todas foram muito bem recebidas! Bem, o único ponto que eu não gostei do show da Linfoma, foi o encerramento. Foi tocado a grande música Rock and Roll, do Led Zeppelin, banda da qual eu sou MUITO fã. Não achei que o cover ficou legal, mas para o momento com todo mundo bêbado e feliz, digamos que deu meio certo.


      Logo após esse show, nós do blog tivemos que ir embora, e passei essa última semana atrás de pessoas que tivessem visto os últimos três shows do festival. Não fui muito bem sucedido, só consegui do show da Line of Head. A Melancias Indigestas e a Vallium sei pouco de como foi, então se vocês estava lá e viu, conte-nos ali nos comentários!

      Pra começar, pelo que fiquei sabendo, foi chamado de o grande show da noite, após quatro anos sem tocar, a banda Melancias Indigestas voltou para participar do Fighters Rock! Clássicos da cidade de Venâncio, a mais de 10 anos juntos, tocaram muito punk rock para a gurizada que a tempos aguardava pra ver um show deles outra vez.

      A sétima banda da noite foi a Line of Head, e quem viu o show deles foi meu amigo Alencar Fardin, grande fã de metalcore. Segue o que ele me contou:

      “Em um show com algumas adversidades, a Line of Head, de Montenegro, conseguiu se virar e tocou com muito peso e emoção. Contando com o apoio do público escasso que continuava por ali, essa foi apenas uma das imposições, superada no primeiro riff de guitarra. Outra foi a falta de um pedal duplo, essencial para quem toca metalcore, mas o rapaz se virou bem com o pedal simples o que me impressionou bastante. Mais uma foi o fato de a banda estar desfalcada. Segundo os guris apenas 3 dos 7 que subiram no palco são de fato a Line of Head, que sofreu de ultima hora uma mudança na formação. Com isso, a apresentação contou com a ajuda de alguns integrantes da banda 'Lost For Some Reason'.

      Então no fim das contas foi um setlist de 6 ou 7 musicas mais ou menos improvisadas mas que agitaram bastante, entre próprias e covers, entre vocais screamo e melodicos, a banda fez um show muito foda, destaque pro cover de "Final Episode" do Asking Alexandria. Agora a banda promete uma nova fase, com novos integrantes e inclusive uma mudança no nome.”

      Encerrando o festival, já com pouco público e muito trago, veio a Vallium, que pelo que tinha ouvido falar, não iria participar do festival, e infelizmente perdi de ver, pois era uma das que fui para assistir. Mas, de Passo Fundo eles vieram e fizeram um grunge para os heróis que aguentaram até o final do Fighters. Pelo que ouvi falar, o show terminou pelas 6:30 da manhã. Realmente um festival a moda antiga, como os que eu costumava ir no começo da minha vida do rock and roll.

      Parabéns ao Raul, a todas as bandas e ao grande público que compareceu ao evento, mesmo com o clima ruim que fez no dia. Foi uma baita festa e esperamos ansiosamente pela segunda edição que já promete muito! Bandas interessadas em participar, procurem o Raul no Facebook, ou sigam o Fighters Rock no twitter.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Novo festival independente em Venâncio Aires - Fighters Rock


      Imagino que grande parte dos leitores aqui do blog, como também os que escrevem nele, já tiveram a vontade de organizar um festival de bandas. Alguns fizeram e acredito que poucos estão até hoje nessa, mas certamente a grande maioria ficou só na vontade. Achou que isso era impossível, que não teria como promover algo assim, mesmo tendo boas ideias. Falo por experiencia própria, já cheguei a planejar um, mas acabei deixando pra trás.

      Bem, na tarde de hoje conversei com Raul Geller, morador de Venâncio Aires, e que com seus 20 anos está organizando o Fighters Rock, e tá fazendo isso sozinho! Na conversa que tivemos, perguntei sobre de onde veio a ideia, como ele selecionou as bandas que vão fazer parte e o que ele pretende pro futuro, já que o Fighters já é uma realidade e tudo indica que vai dar muito certo. Pelo que falam por ai, pode até ser o maior festival que já teve na cidade do chimarrão!

      Venâncio que é uma cidade que sofre com a falta de local e pessoas engajadas em promover o rock, temos dois festivais que acontecem por lá, que é o Rats e o Hellementos. Além disso, todos devem lembrar do Vênus, que promoveu sempre grandes festas com ótimo público (e um baita trago, pelo menos pra mim). Mas, mesmo com esses eventos, ainda é pouco para tudo que a cidade e os músicos de lá e da região precisam. Não existe lá uma Sunset, uma Legend ou um Rock na Colina, que todo fim de semana colocam bandas pra tocar, esses festivais independentes têm duas ou três edições por ano e isso é muito pouco pra uma cidade como Venâncio.

      Além desse problema de poucos festivais, eles normalmente mantem um mesmo estilo, mais para o trash. Sempre com bandas pesadas e sem muito espaço para outros tipos de música. Foi vendo tudo isso, que o Raul decidiu tentar algo novo! A ideia inicial surgiu no seu aniversário do ano passado, em novembro, quando ele e duas amigas falavam o que gostavam e o que não gostavam nas festas da região. Com várias sugestões de como fazer algo melhor, ele decidiu colocar isso em prática de verdade, sem saber tudo que isso poderia trazer, tanto de dificuldades quanto de exposição.

      Acabou decidindo por fazer isso sozinho, com toda a experiencia de muitos festivais, vendo tudo que dava errado, ele foi pensando em fazer algo de qualidade. Começou fazendo uma página no facebook e uma comunidade no orkut pra encontrar bandas que estivesse interessadas em tocar. Selecionou algumas daquelas e de outras correu atrás. Juntou nove bandas, que se diferenciavam em estilos e em cidades, e elas são:

Line of Head – banda de metalcore de Montenegro
Vallium – banda de grunge de Passo Fundo
Joker Dogs - É Venâncio-airense e une rock and roll com country
Sastras – Toca metal, de Butiá
Linfoma – Dá preferencia ao rock nacional, é de Caxias do Sul
Melancias Indigestas – Banda de punk rock/hardcore de Venancio
Avalanche – Que toca Hard Rock Santa Cruz
Caution – Hardpunk de Santa Cruz
In Plane – Próprias, um rock mais pesado de Taquari

      Achou apoio e fez bastante divulgação. O local escolhido para o Fighters ocorrer foi o Parque do Chimarrão, lá aonde tem a Fenachim. Vai ser na Morada Velha, uma casa feita de madeira, que dá um estilo bem gaúcho, e tem grande espaço para o público. E vai precisar! Só no evento do facebook já tem 250 pessoas confirmadas, e deve ir muito mais!

      Quando perguntei ao Raul se ele esperava todo esse público, ele me respondeu: “Eu não pensava no público, eu só queria fazer um festival do meu jeito, sabe? Eu gosto muito de qualidade nas coisas que faço. O Fighters creio eu que é o primeiro festival 100% legalizado aqui”. E é isso que está atraindo tanta gente, qualidade e confiança. As pessoas vão lotar o Parque do Chimarrão pois sabem que lá vão ver bandas boas, com um som de qualidade e bebendo cerveja bem gelada (assim em espero).

      Para o futuro, Raul pretende aumentar! O festival está só na sua primeira edição e já parece algo confirmado na região, então para a próxima ele pretende trazer pelo menos uma banda grande, de relevância nacional. Até já entrou em contato com a produtora que organiza shows. Nos resta esperar e torcer para que dê certo!


      Voltando ao começo, então, quando falei nos sonhos de realizar um festival próprio, ele me disse: “Me falavam que não ia dar certo quando comecei com essa 'doideira', sabe? Pouca gente achava que eu ia tão longe, ainda mais sozinho. Mas, to feliz com tudo que consegui, e com todo apoio que ganhei dos amigos e da família. Isso me deu muita força pra continuar com esse projeto, e até fazer outros. Eu amo o rock, e vejo pouco por aqui. Me sinto agora no dever de trazer ele.” E é de pessoas assim mesmo que o interior precisa.

      Mas, não é fácil, como ele mesmo falou: “Logo de cara, quando pensei em fazer. Achei que era bem 'sussa', só arrumar as bebidas e bandas e já tá feito. Só que não é bem assim, é muito trabalho. Cada coisa que tu acha que tem que fazer, multiplica por cinco. E dobra depois! E cada uma das coisas que tem que fazer dai refletem em mais coisinhas a serem feitas. É MUITO TRABALHO. Corri todos os dias e sempre com a cabeça cheia. Quem tiver afim de fazer um festival tem que saber que exige muito trabalho, e principalmente responsabilidade. Mas, correndo atrás consegue sim.”

      Então, se tu ai já sonhou em fazer um festival, tira a bunda da cadeira e se esforça para fazer dar certo. O rock precisa disso, as bandas precisam e o público precisa. Sem pessoas que se dediquem, não tem como funcionar. Ai está um belo exemplo, uma ideia que surgiu em uma conversa, pode se tornar o maior festival já feito na cidade de Venâncio Aires.

      Pra quem quiser conferir toda a qualidade prometida pelo Raul, e que já dá para ver que vai ser assim mesmo, é só ir amanhã (25) no Parque do Chimarrão, e começa cedo! As 20h a primeira banda já sobre ao palco, e o rock deve rolar solto até o começo da manhã de domingo, os ingressos na hora vão estar 15 reais e antecipados é só 10 pila. Não deixem de conferir, pois garanto que vai valer a pena, é o rock and roll na sua essência.