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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Entrevista com o Vampiro I

     Bom galera, nas próximas semanas estarei com uma coluna nova. Sim, vocês leram direito, nas próximaS   semanas estarei com uma coluna nova. O propósito desta coluna é não apenas ceder um espaço para os artistas da região se expressar, mas, também, para os fãs conhecerem um pouco mais sobre a galera e os princípios dos rockeiros da região. Também, não quero ouvir comentários sobre plágio ou afins pois dediquei algum tempo da minha semana planejando e entrevistando alguns seres pois de fato, sim, é muito parecida com uma coluna antiga do Blog - a das 20 questões. A principal diferença é que esta consiste de uma parte padrão e uma parte informal, para trazer informações concisas e de cunho geral e, logo após, uma parte mais pessoal, para compartilhar experiências e trazer um benefício ao leitor(uma espécie de i told you so caso alguém passe por certos impasses).

     Bom, chega de introdução. Acredito que na prática tudo será melhor entendido e, caso não, sempre haverá os comentários para quem quiser dar uma palavra. A pessoa que escolhi para iniciar este quadro novo é um cara que eu respeito muito desde que conheço e que entende muito de música. Sim, de fato, comecei a coluna com um conhecido, mas não pensem que a coluna está limitada a essa classe de pessoa - É uma coluna para todos os músicos de respeito. Enfim, o primeiro a participar dessa coluna é o Marcos Dessbesell, atual batera da Avalanche.

Gnomo para os íntimos

Em primeiro lugar, conte um pouco sobre a sua trajetória (quando começou a tocar, por que começou a tocar, em que bandas já tocou, quantos lugares diferentes já tocou...) e influências: 
     
Meu inicio na musica, foi a vários anos atras, toquei uns 8 anos de flauta em orquestra, e depois cerca de meio ano de violino. Isso foi bom, me deu uma boa base de tempo, e coisas do gênero. Mas o inicio na bateria foi no colégio mesmo, 7ª, 8ª, talvez 6ª série, nunca me recordo direito. Havia um dia onde havia apresentações diversas, e me convidaram pra tocar nisso. Até esse dia nunca havia tocado nada de bateria, mesmo assim aceitei, se não me falha a memória, as duas primeiras musicas que eu toquei foi “A mais pedida” do Raimundos, e “Eu vi uma barata”, do Hey Hey Jump. Foi legal. Nesse tempo era eu e dois guitarristas. Depois de um tempo um desses guitarristas saiu, e a gente acabo formando uma banda que tocava basicamente new metal. Linkin park, SOAD, coisas assim. Mas só tocamos no colégio mesmo. O nome da banda era Carekation. Se não me engano se escrevia assim.  

Zehn & Cia
Ao mesmo tempo toquei em outra banda do colégio, a Zehn & Cia, que tocava musicas mais pop. Depois disso fiquei um tempo sem banda, mas sempre tocando na banda instrumental do colégio. Depois disso formei uma outra banda, Joker Dogs, que tocava basicamente clássicos do rock. Com esses caras fiz vários shows legais pela região. Dentro desse tempo também tinha uma banda de punk rock/indie rock. A Dealer. A gente tocou numa festa dentro da minha escola, e acho que foi isso. Mas era um som bom de fazer.


OMVA (tá faltando eu nessa foto :/)


Final de 2010 eu assumi as baquetas da Orquestra Municipal de Venâncio Aires (OMVA) a pedidos do Maestro da minha escola(que também é maestro da OMVA).


Joker Dogs
No meio desse ano, depois da Joker Dogs acabar de vez(após muito tempo de indas e vindas, e trocas de formação), recebi um convite pra tocar na minha atual banda, a Avalanche, conhecida de todos, suponho. É uma puta duma experiência legal, os caras são parceiros de mais, além do som ser meu preferido: Hard Rock. Além do Hard, curto vários outros estilos, não me interesso muito por um especifico, tento manter a mente aberta, tudo o que é bom, pode ser aproveitado.




Numa escala de 1 a 10, o quão interessado e aplicado no seu instrumento você acha que está?

Interessado 10, nunca parei de ler sobre, mas aplicado, chuto uns 4. Até pela faculdade, e alguns outros problemas de saúde recentes, só sento atrás de um kit de bateria pra ensaiar na OMVA, ou na Avalanche. 

Também, em conjunto, tens interesse em aprender mais instrumentos e mais sobre música, som e gravações?

Interesse tenho, e muito. Já fiz aula de violão, ainda lembro sobre partituras e algo do gênero dos meus tempos de flauta e violino. Mas o que eu mais ando estudando é sonorização, gravação, coisas desse gênero. É algo que me interessa já faz quase 2 anos. E penso ser realmente importante para um musico saber mexer, o mínimo possível com som, pra não ser passado para trás por algum vendedor, técnico de som, até pra não passar aperto em determinadas situações.

Sobre o seu equipamento: O estado atual, pretensões e o sonho de consumo.

Marquinhos e seu set 'completo'
Eu tenho uma bateria Kashima, bem simples(12”,13”, 16”, 22”, caixa de latão 14 x 5,5”), com peles variadas. Uma caixa da RMV 14x6,5”, com peles rmv, pedal duplo da RMV (que será trocado muuito em breve), Pratos são Krest, Crashs 16”, 17”, 18”(o ultimo rachado), ride 20”, chimbal 13”, splash 10”, todos da linha fusion. Um china 16” linha brilliant. Ainda um crash/ride da Octagon, linha Groove, de 19”. Estantes de prato são genéricas(muito em breve serão trocadas também). Maquina de chimbal PDP. Estante de caixa marca genérica, Cowbell ADAH, e meia lua de marca genérica. Além de toda essa tralha bateristica, tenho um violão gianinni, mesa de som Berhingher, microfones Yoga, 1 Shure Beta 58 a, um Beta 87 a (esses dois últimos em conjunto com o Samuel Bertram), alguns pedestais de microfone, e muitos, mas muuitos cabos. Pretendo até inicio de novembro trocar pedal, e alguns pedestais de prato, e comprar alguns microfones novos. Mas a grana ta complicada.

Sobre a sua trajetória, um orgulho e uma decepção.


Orgulho é ter em alguns casos meu trabalho reconhecido, mesmo não sendo o cara mais popular da região, me sinto feliz em ter sido chamado pra avalanche, penso que isso mudou um pouco meu jeito de pensar.

Decepção é não conseguir viver da musica. Esse pais é foda, e o que mais me deixa triste é a piazada de hoje em dia achando que tudo é as mil maravilhas, e tocam por ai em troca de uma cerveja, quando ganham ela. Isso me decepciona profundamente, é foda viver da musica, sem se prostituir.

Como era o cenário da região quando começou e como ele está agora?

Dealer
Até onde eu lembro o cenário era forte pra caralho, já acontecia o famoso Venus Rock Festival(que já chego na sua 10ª edição), e havia ótimas bandas. Hoje eu o vejo ainda forte, claro que, muitas bandas que tão ai, antes do primeiro show ensaiaram meio mês, se não menos. Não querendo ser excessivamente critico, e chato, mas deve existir bom senso nas bandas de hoje. É foda tu ir ver um show, e os caras ainda não se entrosaram direito, tão tocando a 1 mês. Um baita exemplo a ser seguido é a Dona Godiva, aqui de Venâncio, antes do primeiro show eles estavam ensaiando a um ano, se não me engano, e o primeiro show deles foi fodasticamente fantástico, os caras estavam super entrosados, e com repertório pra dar inveja a qualquer banda que toque anos 60, 70, 80. E hoje em dia ta fácil de conseguir lugar pra tocar, tem festival em tudo que é canto da região, santa cruz tem rock todas as sextas, sem contar sábados, em Venâncio tem de 3 a 4 que tão direto sendo organizados, isso é ótimo, desde que parem com essas briguinhas patéticas de “Mas esse mês tem o meu festival”, “ mas assim é fácil, ele pego tudo pronto”. O negócio é se unir, fortalecer a cena rock, e não brigar entre si, e querer um ferrar com o outro.



E quanto às bandas da região, como acredita que estão se saindo?

Muito bem, mesmo muitas acabando, tem varias voltando a ativa, e varias que continuam mostrando seu valor. Dozeduro ta ai pra representar e muito bem a cidade/ região. Tem a Vade Retro que ta voltando, Subto Hellemento tocando metal moderno. Caution sempre representando bem o punk. Bandas não faltam, isso se pode ter certeza, nível técnico nem se fala. O que eu vejo que falta, é presença de palco muitas vezes. Quem viu um show da Dozeduro, e em seguida outro show, sabe do que eu to falando.

Marquinhos é fã da Doze \m/

Vivemos numa época ruim para a música boa no país?

Depende no que teus ouvidos focam. Se tu pensar em sertanejos, pagodes e afins... SIM, é a pior época da musica. Mas isso é puramente mídia. Tira o dinheiro que se paga pra essas bostas tocarem em radio, e vejam se não vai cair no esquecimento, e aparecer outra coisa pra alucinar as pessoas. O problema, é que eu vejo todo mundo criticando, criticando e criticando, mas apoiar a sua cena local, é muitas vezes complicado. Ir por exemplo na Sunset na sexta, onde muitas boas bandas vão tocar a galera não quer. Pagar 10 pilinha pra ajudar a cena não rola. Mas pagar 100 conto pra ver um show de uma banda que muitas vezes não é reconhecida no seu próprio pais, o pessoal faz. Daí não consegue entender porque tem tanta banda acabando, tanto musico desistindo do rock, e indo tocar em bailão, em bandas de sertanejo.

Como andam seus projetos atuais e seus projetos dos sonhos? Compartilhe algumas idéias.

Seduzindo
Meus projetos atuais são OMVA e Avalanche, e estão indo bem. Pro futuro ainda quero fazer uma banda com o Samuel Bertram... Um dos nossos 1823091273812738 projetos algum dia irão sair. Mas meu maior sonho é conseguir tirar uma grana com a musica, que realmente me ajude em alguma coisa, nem que seja pra comprar meus equipamentos.

O que você acha da iniciativa do blog: Comentários, Sugestões e deveras mais.

É uma baita de uma iniciativa, é aqui que o pessoal pode ficar sabendo das festas, bem como dos músicos, bandas, outras informações que como musico, ou amante da musica são legais de saber. Pena que tem gente que ainda      consegue criticar uma iniciativa dessas.

Bate-bola Jogo Rápido, Marcos:

Sobre a orquestra municipal de Venâncio Aires, o quanto isso lhe acrescenta de experiências interessantes da vida na estrada?

Não sei se diria interessantes. Mas agora eu sei onde fica André da Rocha por exemplo(a varias horas de viagem de Venâncio). Muitas vezes se aprende que é bom sempre levar um “kit de primeiros socorros”, com fita isolante, alicate, chaves de fenda, espuminhas pras estantes de prato... coisas do gênero que muitas vezes acabam  sendo necessárias a noite, numa cidade estranha pra você.

Se juntar à Avalanche mudou seu jeito de pensar em que sentido?

Avalanche!!!
Mudou no sentido de que não é só o meu mundinho que me vê saca? Hoje em dia com a internet todo um mundo pode te ver, não é só tua cidade que pode te conhecer, mas um mundo todo. 

Você considera a mente aberta à música em geral importante?  

Certamente.  Quem se fecha em um determinado estilo, para mim, não pode crescer musicalmente, vai sempre precisar procurar por bandas do seu estilo, e o que vai poder fazer quando aparecer aquela oportunidade boa pra cacete de ganhar a vida como musico, tocando em uma big band por exemplo, e o cara sempre toco metal, e não sabe fazer um groove simples e sólido?   


Já passou por alguma situação constrangedora onde o seu conhecimento de som ajudou a superar o problema?

Algumas. Mas normalmente são coisas pequenas, como ajeitar o posicionamento de um microfone, ajeitar retorno junto com o cara do som. Mas me lembro de uma situação em especifico, que acabamos fazendo um festival de ultima hora com uma banda amiga nossa, pois o festival que eles iriam fazer com outra banda acabou sendo cancelado. Acabei me virando e fazendo todo o som do evento, em uma tarde só. Além de alguns outros que também fiz som.

Além da bateria tu também tem a mesa e os microfones. É muito complicado, constrangedor ou irritante que a banda se reúna sempre na sua humilde residência?

Não me sinto irritado, ou constrangido, acho legal. Gosto de cuidar do som, mecher com cabos, microfones, coisas do gênero. O único detalhe chato, é quando uma antiga banda(que não direi o nome) ficava todo o ensaio pedindo de montão da Joker Dogs (uma mistura de todos os salgadinhos que tinham  na casa). De resto, é bem tranquilo.

Considerações finais, uma mensagem para a galera e meios para entrar em contato

Obrigado pelo convite pra entrevista... É mais uma ótima iniciativa que esta sendo retomada. Pro pessoal que lê o blog, “PORRA, vão pros shows, vão prestigiar as bandas da região, tem muita banda foda por ai, que muitos nem devem conhecer. Não da pra reclamar de algo, sem tentar mudar ele primeiro.”

Quem quiser trocar uma idéia, marcosd_gnomo@hotmail.com, ou mdessbesell@hotmail.com. Ou só me procurar no facebook, Marcos Dessbesell.

Abraço a todos, e viva o rock!


sábado, 27 de outubro de 2012

Programa Vales Independentes III


      Rapidamente hoje, já que o envolvimento com a festa de aniversário do blog logo mais - e com minha banda que vai tocar - está grande. Espero ver todos vocês lá para tomarmos um trago juntos.

      O terceiro programa foi gravado dia terça passada (dia 23). Ouçam aí os três bloco, que contam com várias músicas de bandas da região e informações sobre o que tá rolando por aqui e pelo mundo! Valeu...

Bloco 1

      Bandas da região, festas do último fim de semana e músicas da Raztilho e Joker Dogs.



Bloco 2

      Notícias do blog - com ênfase no primeiro ano de atividade - e músicas da Restos de Ontem e Distúrbio.



Bloco 3

      Agenda deste fim de semana e som da banda Rocking Chair!

terça-feira, 15 de maio de 2012

WTF Festival - Review


      No dia 28 de abril aconteceu em Venâncio Aires o primeiro WTF Festival no bar Mitz, que contou com os shows das bandas Silverstone, Joker Dogs, Banda Sem Nome, Subto Hellemento, Dona Godiva e Avalanche(Santa Cruz do Sul).

      A banda Silverstone abriu a noite tocando um cover de Eric Clapton com a musica After Midnight, e seguiu mandando muito rock progressivo com covers de Pink Floyd pra fã nenhum botar defeito.

      Em seguida foi a vez da Joker Dogs iniciar seu show de despedida, começando com Learn to Fly do Foo Fighters e mandando logo em seguida a música própria Memories cantada pelo grupo de fãs que acompanhou a Joker em toda sua trajetória. Com toda certeza a Joker Dogs vai deixar saudade entre o público, e boa sorte nesta nova jornada ao Samuel e a todos os integrantes da banda.
Joker Dogs

      E fazendo seu show de estréia no WTF Festival, a Banda Sem Nome, sobe ao palco, contando com Guilhere Martins na guitarra, e Tiago Wachhloz(vocal), começaram o show mandando um cover de Primal Fear com Metal is Forever e logo em seguida In Metal, pra deixar qualquer headbanger de cabelo em pé, e o público segue batendo cabeça com o cover de Edguy, Under the moon, e Tiago da uma aula de como cantar Heavy Metal. Pra fechar o set que foi curto mas muito bom, o mega clássico do Iron Maiden, Two Minutes to Midnight, levando a galera ao delírio.

      Sou suspeito para avaliar o show da minha própria banda, mas creio que fizemos uma boa apresentação. A Avalanche tem um público fiel em Venâncio Aires que nunca nos deixa na mão. Tocamos a musica própria “Amanhã”, que mesmo sem estar gravada, foi cantada pelo público, então eu me pergunto: Tem recompensa melhor do que esta para um artista? Mandamos mais alguns covers de Matanza, Dr.Sin, Mötley Crüe e Guns N Roses. O Ponto negativo no nosso show foi o de não tocarmos “No Rastro da Bala” , que mesmo a pedidos acabou ficando de fora do nosso repertório.
Avalanche

      A Subto Hellemento abriu o show mandando Avenged Sevenfold com After Life, deixando os metaleiros da nova geração em êxtase, em seguida mais Avenged com Nightmare e o público acompanhando a banda aos berros, e depois disso, sim, mais Avenged. Pra variar um pouco o repertório, rolou um cover de Bullet for My Valentine e a música própria Anjos e Demônios.
Subto Hellemento

      Escalada para fechar o festival, a banda Dona Godiva já de pijamas inicia os trabalhos com Creedence, e em seguida uma tijolada na cara com Simphony of Destruction do Megadeth, Sanctuary do Iron Maiden, The Trooper, e Ace os Spades do Motorhead. A galera que conseguiu ficar até o fim teve a chance de apreciar uma grande apresentação da Dona Godiva.
Sem dúvida uma grande noite de rock n roll, e que venha a próxima edição do WTF Festival.

Dona Godiva de pijama

Dona Godiva no palco

ps - Agradecimento ao Samuel Bertram pela ajuda em lembrar os nomes de algumas musicas, sem sua ajuda este review não seria possível, obrigado!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Resumão feriadão 27, 28, 29 e 30 de abril.


      Finalmente temos um feriadão outra vez! E, como vocês podem notar, pra nós do blog vem em melhor hora, pois andamos bem ocupados, não tendo tempo pra nos dedicarmos tanto assim ao nosso querido canal de divulgação de eventos. Mas, vamos ao que interessa! E essa época de descanso será de muita festa para os rockeiros da região. Tudo já começou ontem na Sunset com um baita show da Cadillac Blues, espero logo fazer o review pra vocês. Hoje e amanhã, tem bastante coisa por ai, porém é só. Procurei e não encontrei nada referente a alguma festa no domingo ou na segunda feira. Então, é todo mundo tomando kit na praça mesmo.

Sexta, 27/04


      Hoje na Sunset teremos mais uma edição do Rock Daqui. Dessa vez com duas bandas punk e uma grunge. Sequëlla (acredito que seja a primeira vez na Sunset) e Rebelados (que tocou na primeira festa do blog lá, no carnaval) fazem o pessoal quebrar tudo e, novamente, a Vizzerdrix tocará uns ótimos sons pra gurizada ficar curtindo. Mulher entra de graça até meia noite e tem aquela história das listas valendo baldinhos, é só procurar os eventos no facebook.


      Agora, tem um lugar que não damos muita divulgação, mas que vai rolar um evento legal com a Lobos da Estepe. É lá em Encruzilhada, terra onde tem muito rockeiro, e vai ser hoje e amanhã. Não sei mais muita coisa, mas segue o flyer. Quem se interessar, vai descobrir o que for necessário.


Sábado, 28/04

      O grande evento que temos no sábado, sem dúvidas é em Venâncio. Outra vez. Será o WTFestival, com seis bandas tocando muito rock and roll. Começa as 21:00 e será no Bar Mitz. Se tivéssemos mais tempo durante essa semana, teríamos divulgado mais fortemente o festival. Mas infelizmente provas, trabalhos e shows nos impossibilitaram isso (ta, a parte dos shows não é infelizmente... eu curti muito o Dylan e o Marcio tenho certeza que também curtiu o Anthrax). Mesmo assim, estaremos lá e tenho certeza que será uma baita festa, como todas que eu tenho ido em Venâncio.


      Na Sunset, terá outra edição do Sábado Clássico, e contamos com todos que ficarem na cidade para ir lá e curtir os shows. Se no sábado a gurizada não for, vamos perder esse espaço pra outros estilos musicais. E isso não pode acontecer! Os shows serão da Restos de Ontem e, lá de Butiá, vem Os Instantâneos. 


      E, encerrando o sábado, tem a Legend! Com a banda da casa tocando clássicos do rock and roll. Sempre um grande show!


      Bem, como disse lá em cima, não sei de nada que vá ter no feriado, mas se houver algo, avisem! Atualizo o mais rápido possível. Pode ser nos comentários mesmo ou no twitter do blog (@blogvales). Sempre lembrando que no final de semana que vem tem a final do Rei dos Gigs, dia 05 na Sunset. E que, se você ai guitarrista, ainda não se escreveu no Guitar Legend, não perca mais tempo. Tá acabando o prazo.

___________

Atualizando:
Segunda, 30/04


      Finalmente apareceu algo para se fazer nesta segunda feira, véspera de feriado. É na Legend, com a conhecida banda Íris Ativa! Tocará, provavelmente, clássicos dos anos 60 até dos dias atuais. Na discotecagem, teremos dois djs. Davi Lopez, tradicional da casa, e D.A.V.I, que me dá um pouco de medo por ter esse nome assim. Bem, é a opção pra hoje. Isso ou ir beber kit na praça. Acho que, pela minha falta de grana nesse fim de mês, vou pela segunda opção.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Fighters Rock Parte 1

     O último sábado foi marcado em Venâncio Aires pela realização do primeiro Fighters Rock. Como foi dito na matéria de sexta-feira, o evento ocorreu na Morada Velha, no Parque do Chimarrão. Apesar do Igo achar "feio", eu achei o galpão bem legal, e a temperatura lá dentro foi alta, literalmente.

Joker Dogs
     Como já foi dito aqui anteriormente, o festival é a materialização da idéia do Raul Geller, e quem tem boas idéias merece reconhecimento. Parabenizamos o Raul pela iniciativa, organização e planos futuros, sim, os planos para o futuro são muito bons, audaciosos, mas muito bons. Enfim, quem não tenta, não consegue, e o blog está aqui para ajudar a divulgar essas iniciativas.

Caut!on
     A primeira banda da noite foi a Joker Dogs, que já teve seu nome citado e seus shows comentados algumas vezes aqui no blog. Confesso que chegamos no local na parte final do show da Joker Dogs, por isso não posso fazer grandes comentários à respeito, apenas dizer que ouvimos covers de grandes clássicos, e sua nova versão de Memories, música própria, que foi distribuida junto com o EP da banda, ainda no início do show. A nova versão de Memories já está disponível aqui no player do blog.

     A segunda banda da noite foi a santa-cruzense Caution, também outra frequente por aqui, que tocou seu repertório já conhecido, com algumas adições/retornos, dos quais destaco Attitude dos Misfits e principalmente Anarchy In The UK. Volto a destacar a presença de palco da gurizada, é uma banda que tem muitas bundas a chutar por aí, usando uma gíria de gringo pra dizer que eles muito gás pra gastar por aí, e gostaria de ver mais umas composições deles, pra fazer companhia à Susie, a boneca inflável. Seria muito legal (dando uma incentivada básica).

 

Sastras


      A terceira banda à subir ao palco foi a Sastras, de Butiá. A Sastras é uma banda que vem há um bom tempo investindo em seu material próprio e matando no peito a árdua tarefa de apresentar um repertório muitas vezes desconhecido do público, que vê o seu show pela primeira vez, e que pode estranhar e não entrar no "pique" da banda. A tarefa se torna ainda mais árdua, e digo isso mesmo sendo um fã do estilo, quando se leva em consideração o fato de ser uma banda de metal melódico, que há anos não conta com nenhum representante em Venâncio Aires e nas cidades vizinhas.

       Provavelmente já acostumados em mostrar seu trabalho pela primeira vez para um público, a banda usou  de sua habilidade no palco para prender a atenção de todos, e fez um belo show de metal. Alguns covers foram tocados, mas muito poucos, um deles foi Cemetery Gates do Pantera, mas o foco realmente foi para o trabalho autoral da Sastras, que aliado à excelência em todas as posições da banda, deixou muitos de queixo caído, e outros estranhando ao ouvir um metal melódico em português pela primeira vez.

       Como o baterista tinha o seu próprio equipamento, e fez questão de usá-lo, houve uma demora além dos 15 minutos na troca de bandas, que deixou alguns impacientes, mas não vejo alguma solução possível naquele momento, e o show da Sastras não seria o mesmo sem a bateria própria da banda. São alguns imprevistos necessários para se exercer o metal. Hahahah

      Pra quem quer conhecer o trabalho da Sastras: http://www.myspace.com/sastras





   A Avalanche foi a quarta banda, e executou boa parte de seu repertório, com os já recentes acréscimos de Matanza no fim do set list, que ocasionaram algumas das maiores rodas punk da noite. Me arrisco a dizer o seguinte: o público estava muito louco até o show da Avalanche, mas ele foi totalmente insano durante e após o show dos caras. Isso tem uma motivo bem claro, que foi o anuncio feito pelo vocalista da banda e colega daqui do blog, o Douglas Martins Top Gun Rocker, de que eles estariam gravando algumas imagens para fazer um clipe e que eles queriam ver alguns "stage divers", ou "mosh", pra por no vídeo. Pronto, fez-se então uma anarquia ainda não vista na noite.




 

















    O repertório, como já disse, foram os clássicos já de costume executados pela banda, com as recentes adições de Matanza e Johnnie Be Good, e com as músicas próprias da banda: No Rastro da Bala e Amanhã. Esta última, volto a dizer, tem um refrão muito legal.

    Por hoje ficamos por aqui, porque o tempo tá curto pra mim e temos muuuito mais pra contar do Fighters Rock! A parte 2 vem aí mais rápido que cavalo de carteiro.





    Mais fotos das bandas citadas:

Caut!on











sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Novo festival independente em Venâncio Aires - Fighters Rock


      Imagino que grande parte dos leitores aqui do blog, como também os que escrevem nele, já tiveram a vontade de organizar um festival de bandas. Alguns fizeram e acredito que poucos estão até hoje nessa, mas certamente a grande maioria ficou só na vontade. Achou que isso era impossível, que não teria como promover algo assim, mesmo tendo boas ideias. Falo por experiencia própria, já cheguei a planejar um, mas acabei deixando pra trás.

      Bem, na tarde de hoje conversei com Raul Geller, morador de Venâncio Aires, e que com seus 20 anos está organizando o Fighters Rock, e tá fazendo isso sozinho! Na conversa que tivemos, perguntei sobre de onde veio a ideia, como ele selecionou as bandas que vão fazer parte e o que ele pretende pro futuro, já que o Fighters já é uma realidade e tudo indica que vai dar muito certo. Pelo que falam por ai, pode até ser o maior festival que já teve na cidade do chimarrão!

      Venâncio que é uma cidade que sofre com a falta de local e pessoas engajadas em promover o rock, temos dois festivais que acontecem por lá, que é o Rats e o Hellementos. Além disso, todos devem lembrar do Vênus, que promoveu sempre grandes festas com ótimo público (e um baita trago, pelo menos pra mim). Mas, mesmo com esses eventos, ainda é pouco para tudo que a cidade e os músicos de lá e da região precisam. Não existe lá uma Sunset, uma Legend ou um Rock na Colina, que todo fim de semana colocam bandas pra tocar, esses festivais independentes têm duas ou três edições por ano e isso é muito pouco pra uma cidade como Venâncio.

      Além desse problema de poucos festivais, eles normalmente mantem um mesmo estilo, mais para o trash. Sempre com bandas pesadas e sem muito espaço para outros tipos de música. Foi vendo tudo isso, que o Raul decidiu tentar algo novo! A ideia inicial surgiu no seu aniversário do ano passado, em novembro, quando ele e duas amigas falavam o que gostavam e o que não gostavam nas festas da região. Com várias sugestões de como fazer algo melhor, ele decidiu colocar isso em prática de verdade, sem saber tudo que isso poderia trazer, tanto de dificuldades quanto de exposição.

      Acabou decidindo por fazer isso sozinho, com toda a experiencia de muitos festivais, vendo tudo que dava errado, ele foi pensando em fazer algo de qualidade. Começou fazendo uma página no facebook e uma comunidade no orkut pra encontrar bandas que estivesse interessadas em tocar. Selecionou algumas daquelas e de outras correu atrás. Juntou nove bandas, que se diferenciavam em estilos e em cidades, e elas são:

Line of Head – banda de metalcore de Montenegro
Vallium – banda de grunge de Passo Fundo
Joker Dogs - É Venâncio-airense e une rock and roll com country
Sastras – Toca metal, de Butiá
Linfoma – Dá preferencia ao rock nacional, é de Caxias do Sul
Melancias Indigestas – Banda de punk rock/hardcore de Venancio
Avalanche – Que toca Hard Rock Santa Cruz
Caution – Hardpunk de Santa Cruz
In Plane – Próprias, um rock mais pesado de Taquari

      Achou apoio e fez bastante divulgação. O local escolhido para o Fighters ocorrer foi o Parque do Chimarrão, lá aonde tem a Fenachim. Vai ser na Morada Velha, uma casa feita de madeira, que dá um estilo bem gaúcho, e tem grande espaço para o público. E vai precisar! Só no evento do facebook já tem 250 pessoas confirmadas, e deve ir muito mais!

      Quando perguntei ao Raul se ele esperava todo esse público, ele me respondeu: “Eu não pensava no público, eu só queria fazer um festival do meu jeito, sabe? Eu gosto muito de qualidade nas coisas que faço. O Fighters creio eu que é o primeiro festival 100% legalizado aqui”. E é isso que está atraindo tanta gente, qualidade e confiança. As pessoas vão lotar o Parque do Chimarrão pois sabem que lá vão ver bandas boas, com um som de qualidade e bebendo cerveja bem gelada (assim em espero).

      Para o futuro, Raul pretende aumentar! O festival está só na sua primeira edição e já parece algo confirmado na região, então para a próxima ele pretende trazer pelo menos uma banda grande, de relevância nacional. Até já entrou em contato com a produtora que organiza shows. Nos resta esperar e torcer para que dê certo!


      Voltando ao começo, então, quando falei nos sonhos de realizar um festival próprio, ele me disse: “Me falavam que não ia dar certo quando comecei com essa 'doideira', sabe? Pouca gente achava que eu ia tão longe, ainda mais sozinho. Mas, to feliz com tudo que consegui, e com todo apoio que ganhei dos amigos e da família. Isso me deu muita força pra continuar com esse projeto, e até fazer outros. Eu amo o rock, e vejo pouco por aqui. Me sinto agora no dever de trazer ele.” E é de pessoas assim mesmo que o interior precisa.

      Mas, não é fácil, como ele mesmo falou: “Logo de cara, quando pensei em fazer. Achei que era bem 'sussa', só arrumar as bebidas e bandas e já tá feito. Só que não é bem assim, é muito trabalho. Cada coisa que tu acha que tem que fazer, multiplica por cinco. E dobra depois! E cada uma das coisas que tem que fazer dai refletem em mais coisinhas a serem feitas. É MUITO TRABALHO. Corri todos os dias e sempre com a cabeça cheia. Quem tiver afim de fazer um festival tem que saber que exige muito trabalho, e principalmente responsabilidade. Mas, correndo atrás consegue sim.”

      Então, se tu ai já sonhou em fazer um festival, tira a bunda da cadeira e se esforça para fazer dar certo. O rock precisa disso, as bandas precisam e o público precisa. Sem pessoas que se dediquem, não tem como funcionar. Ai está um belo exemplo, uma ideia que surgiu em uma conversa, pode se tornar o maior festival já feito na cidade de Venâncio Aires.

      Pra quem quiser conferir toda a qualidade prometida pelo Raul, e que já dá para ver que vai ser assim mesmo, é só ir amanhã (25) no Parque do Chimarrão, e começa cedo! As 20h a primeira banda já sobre ao palco, e o rock deve rolar solto até o começo da manhã de domingo, os ingressos na hora vão estar 15 reais e antecipados é só 10 pila. Não deixem de conferir, pois garanto que vai valer a pena, é o rock and roll na sua essência.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

I Love Hard Rock



      A sexta-feira do dia 03/02 na Sunset Pub foi dedicada à um dos estilos que mais marcou o público em sua época, deixando uma legião de fãs e apreciadores até hoje. O Hard Rock ainda é um estilo forte, sonoramente e comercialmente, talvez não no Brasil, mas na Europa ainda é um dos preferidos, perdendo apenas para o metal  do Metallica e semelhantes, e no mesmo patamar de genêros mais modernos.




       Por este e outros motivos, foi noite de casa cheia. A primeira banda da noite foi a venacio-airense Dona Godiva, que tocando clássicos do estilo levantou o público e mostrou competência, com destaque os belos timbres do vocal e backing vocal. Me atenho à muitos detalhes, já que gravamos (tentamos na verdade, hehe) uma entrevista com os caras, que coloco aqui abaixo, que ficou com a imagem mais escura que esperávamos, mas a conversa está audível, e pela mão que a banda fez em participar, vai assim mesmo.




   
       A segunda banda da noite foi com os calejados da estrada da Avalanche, que fazia o seu segundo show da noite, pois haviam tocado na festa da Elitte Best Night's e até por isso não fez um show longo como fazem em outras ocasiões. Compreensível, pois dois shows na sequência cansam bastante, principalmente quem segura as baquetas. Nos 50 minutos que estiveram no palco tocaram seu repertório de clássicos dos anos 80 (Poison, Kiss, Motley, etc...), com o acréscimo de Matanza aqui e ali, o que nunca faz mal pra ninguém (na minha humilde opinião).











      








   

      A banda Cinzeiro e Vinho Tinto deu continuidade a noite com seu som próprio e alguns covers adaptados ao estilo deles. Eu gostei muito das músicas autorais dos caras, que são difíceis de encaixar em algum estilo próprio, é uma mistura de blues, hard rock e metal. Destaque pras letras, que são muito boas, e principalmente pra empolgação da banda ao tocar elas. Uma em espécial eu achei demais! Infelizmente não lembro o nome, mas era uma mistura dos estilos já citados anteriormente com funk (não o carioca, claro) e jazz. Nos covers mandaram muito bem com AC/DC - Givin The Dog A Bone - e Velvet Revolver.


      Ps: não sei quem é o sósia de quem, mas o vocal da Cinzeiro e Vinho tinto é a cara do Diego, que era vocalista da Jeremy.














      Encerrando a grande noite, a banda Joker Dogs, também de Venâncio Aires, subiu ao palco cheia de novidades, pelo menos para o pessoal de Santa Cruz do Sul, que havia assistido a banda em outubro/novembro pela última vez. Com a saída de alguns integrantes, a banda ainda segue em frente, agora com a liderança do Samuel Bertram, que assumiu os vocais e a guitarra base, e contou com a participação especial do Jonatas, guita da Dona Godiva. Isso mostra confiança e determinação na proposta da banda, e merece respeito, torcemos para que o Samuel e seus colegas encontrem as peças que buscam pra banda.

      
      A banda tocou seus sons próprios, os quais pretende começar a gravar em breve, que eu particularmente acho bem legais. Não são um hard rock clássico, tem muito da levada anos 70 da banda, e tem uma dança esquisita (macarena + ai se eu te pego) lá no meio que gera controvérsias     (brincadeira, : ) ). Também tocaram alguns cover, como Satisfaction, Behind Blue Eyes, Smoke On The Water e Knock'n On Heavens Door, que se encaixaram bem na voz e na pegada da banda. Tocar Skid Row, nos mesmos arranjos básicos originais, é algo muito, muito complicado, e até por isso, não ficou  bem, e acredito que foram tocados em vista do tema da festa, ao contrário de Behind Blue Eyes que ficou muito legal na voz do Samuel, e agradou mesmo não tendo muito a ver com o hard rock.


     Em resumo, foi uma festa bem pensada, e mesmo com a Cinzeiro e Vinho Tinto destoando das outras bandas quanto ao estilo, fez um bom show e agradou os presentes (e a mim quando tocaram Slither). Bom público, que acredito que possibilita a realização de eventos similares com outros estilos.




Colaboração do Igo Kampf.