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sábado, 29 de dezembro de 2012

Em luto

     Volto a escrevinhar algumas linhas neste blog por uma informação nada agradável: morreu na madrugada de hoje Fernando Weizemmann, fundador, vocalista e baixista dos punk rockers venâncio-airenses do Melancias Indigestas. Ele também era conhecido como Minga e tinha 30 anos. No Facebook, o irmão dele, Samuel (ou Muca, baterista do Melancias) publicou que a morte ocorreu por infecção generalizada - a qual teria sido possivelmente causada por uma bactéria. Fernando faleceu no Hospital Ana Nery, em Santa Cruz, onde estava internado há cerca de duas semanas.

Foto: facebook.com/melancias.indigestas

     O Melancias sempre foi uma das bandas mais conhecidas e batalhadoras da região. Os caras começaram a tocar em 1998 e estiveram em uma pá de festivais e demais eventos pelo Estado. Ao todo, foram três CDs lançados: Punk Rock (2001), Diga que Avisei (2005) e Pane Mundial (2007). Além de outras realizações, como o festival Grito Punk, que rolava em Venâncio pelos idos de 2005 a 2007. Ou o show d'Os Replicantes nesta mesma cidade, em 2007, organizado pela banda para comemorar o lançamento do Pane Mundial. E continuavam a todo o vapor: ao que consta, o último show do Minga foi no recente dia 24 de novembro, no Eclipse Bar, em Porto Alegre. Os caras também tocaram neste ano em Santa Cruz (Sunset) e Venâncio (Blackout Rock Festival, no Parque do Chimarrão) e ensaiavam para gravar um novo CD - além de Minga e Muca, o guitarrista Mairon Lopes, ou apenas Lopez, completava a formação.
     Quem quiser dar uma força para a família pode acessar o perfil do Samuel no Facebook ou o da própria banda. O velório acontece até às 18h30min, na Capela Funerária Kist, em Venâncio. Abaixo, uma mostra do Minga a todo o vapor com o Melancias, no supracitado show de abertura para os Replicantes. Pequena lembrança pra amenizar o luto dos rockers da região.


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Festa de Lançamento do CD/Clipe da Rebelados

   A próxima quinta-feira, dia 6 de setembro, uma véspera de feriado, é a data escolhida pela banda Rebelados para realizar, na Sunset, a festa de lançamento do clipe da música Você Me Põe Fogo, e também do próprio disco em que ela faz parte. Somando muito, e deixando o evento imperdível pra quem gosta de um punk rock mais clássico, pra bater cabeça, curtir uma roda punk ou simplesmente curtir um rock. Te liga nos convidados!


   A música em questão pode ser ouvida no player aqui na barra da direita, em uma versão antiga, do palco mp3 da banda. Vale a pena conferir ao vivo, e comprar a bolacha, pois é dar valor ao trabalho autoral da cena local, e na boa, o disco tá bom e é 5 pila, te mexe aí zé ruela!


   O evento no face tá bem lotado já, e lá tu consegue mais informações "técnicas" da festa. Aqui destaco o valor da entrada, à venda na Alabama Rock Store, por apenas R$ 8,00 e R$ 5,00, respectivamente para eles e para elas.

   Os convidados da Rebelados são de peso, e começo pela Melancias Indigestas, que é uma banda com uma baita história na cena gaúcha, e já teve muita visibilidade na mídia de outras épocas. Fato é que a música da Melancias é muito boa, eu que não sou fã do estilo, curto demais o show da banda. Revi a banda, depois de anos sem assistí-los, em um festival em Venâncio, e curti pra caralho mais uma vez.
    A banda fez aniversário à poucos dias, e vem talvez até comemorar isso um pouco com a galera de Santa Cruz. Vamos lá que vai valer a pena.




    A Opala 75, de Charqueadas também vem pra festa. Não encontrei muita coisa dos caras na rede, este vídeo aqui foi divulgado pelo próprio pessoal da banda, e serve pra dar uma curtida de antemão e saber o que se espera no sábado. Qualquer coisa mandem uns links aí nos comentários que eu atualizo aqui o mais rápido possível.





    Finalmente, chegamos nos anfitriões da noite, a Rebelados. Sobre o disco já foi comentado em outra ocasião, mas vale reforçar que ele está sendo vendido na Alabama Rock Store, pela bagatela de 5 barão! É dado, sério.

    A banda vem com tudo, promovendo seu novo disco e lançando seu novo clipe. Deixo aí mais uns vídeos pra dar água na boca da gurizada, e nos vemos nesta quinta!




segunda-feira, 23 de julho de 2012

Blackout Rock Festival - Por Samuel Bertram



       Por Samuel Bertram

Eu sou muito suspeito para falar, levando em consideração o fato de que eu fui um dos organizadores, que o Blackout Rock Festival foi o maior festival já visto nos últimos tempos em Venâncio Aires. O festival foi idealizado por mim, pelo Raul Geller (que já organizou outro grande festival na Venus City, o Fighters Rock, que, também, atraiu muitos entusiastas) e pelo Douglas ‘top gun’ Martins. As 500 pulseirinhas que foram encomendadas para permitir o livre-trânsito dos presentes foram quase esgotadas.

Outro detalhe a destacar no festival é a cerveja: como freqüentador de festivais a gente se acostuma a consumir cervejas de baixa qualidade a preços abusivos. Porém, nesse festival, pôde-se encontrar Polar e Skol. A cerveja foi um item colocado em debate no grupo do facebook do festival, onde quase 3000 membros podem conferir informações relativas a rock n’ roll e ao festival e, por voto, foi escolhida a polar. A segunda opção foi apenas um plus assim como a oferta de comida e vodka para quem não é fã das geladas. Também, cada uma das bandas recebera um pequeno cachê em forma de consumação que pôde ser retirado ao longo do festival.

Como se pôde observar, a divulgação do festival fora pesada, tendo múltiplos meios de comunicação sendo atingidos. Mensagens foram veiculadas nos jornais de Venâncio Aires, na rádio de Lajeado; Na internet, principalmente; e outros meios mais. O festival teve o apoio do Centro Musical Kroth, da Luthieria Drury’s, da Bittencourt calçados e da gráfica Traço.

A reação das bandas quanto ao festival foram extremamente positivas, tendo sido elogiados os organizadores por múltiplos fatores e, entre eles, o som, que é, de fato, a parte mais importante do festival.  A receptividade também fora muito aclamada pelos músicos convidados e, estes, sendo de 4 cidades diferentes. Outros diferenciais do festival foram a união entre as cidades que muitas vezes parecem se flagelar e a variedade dos estilos e bandas.

A primeira banda foi a Sequella, de santa cruz, que se fez presente no horário e tocou o seu repertório recheado de energia. Falando em energia, o Blackout ocorreu nos primórdios do show quando acidentalmente, ao desligar as luzes para a galera começar a curtir a noite, fora desligada também a energia da mesa de som.

Sequella

A segunda foi a Barba Ralla, a banda nova da cidade e que ficou em segundo colocado no concurso DeCasa – concurso promovido na cidade com o intuito não apenas de promover o rock n’ roll mas sim música, em geral. O detalhe é que, 99,9% das bandas que concorreram foram de rock n’ roll (interessante não?). A banda tocou um show também enérgico com seu repertório baseado nas nacionais onde pôde-se ouvir TNT e Capital inicial, por exemplo.

Barba Ralla


Antes de eu tecer mais um comentário sobre shows enérgicos paro para destacar que todos os shows foram extremamente enérgicos e muito presenciados. O porquê disso encontra-se no tempo de palco reduzido oferecido às bandas que cumpriu exatamente com o seu propósito.
A terceira banda a subir ao palco foi a Melancias Indigestas, banda com mais de 10 anos de estrada com 3 cds lançados e muito punk rock para agitar.



Melancias Indigestas
A quarta banda, também ‘das antigas’ na cena da cidade, foi sem sombra de dúvida a que mais atraiu fãs, deixando o espaço do salão quase todo ocupado. O repertório recheado de clássicos como The Doors,  Queen e The Who deixou o público com um enorme ‘gostinho de quero mais’ – sendo o tradicional “mais um” repetido 2 vezes em altos rugidos.

Tom Turbina

A quinta banda fora a Radio Source, banda nova no cenário com covers de EdGuy, Iron Maiden e Primal Fear. A banda havia sido muito requisitada por outro show. Ela fora muito esperada devido à ultima apresentação ter sido reduzida e muito prazerosa aos ouvidos dos metalheads, e, há um longo período de tempo.


Radio Source

A sexta banda a subir ao palco foi a So Rise, vindo diretamente de um show em lajeado, e, com o seu repertório de hardcore autoral saiu bastante aclamada pelo público que antes nunca tinha ouvido falar de uma banda que vive há menos de 30 minutos de distância da cidade.

So Rise

A sétima banda a atingir os canhões de luz foi a SiXX, de Gravataí. A presença de palco dos caras é fenomenal, incluindo sangue falso, maquiagens pesadas e muito movimento. Com o repertório recheado de Bullet For My Valentine e Avenged Sevenfold agradou muito os presentes – e também, o que mais fez a galera se destacar, System Of A Down.
SIXX


E a oitava e última banda foi a bastante conhecida Avalanche, com sua nova formação – contando com o guitarrista Alan Rossi e o batera Marcos Dessbesell da antiga Joker Dogs. A banda teve problemas nos primórdios do seu show pela ausência de distorção na guitarra, mas, com esse detalhe resolvido pelo guitarrista da Radio Source, tudo correu de forma melhor impossível. Com direito ao tradicional shot de whisky, a banda agitou um número extremamente elevado de fãs (levando em consideração que na finaleira muita gente vai embora por exaustão ou afins) em sua nova formação. Desejo muito sucesso porque, como citou o grande Top: “Enquanto existir eu e o Kurt a Avalanche vai seguir em frente e é isso aí, muito rock n’ roll!”. O show contou com a participação especial do Tiago Wachholz, atualmente da Radio Source e Ace Jester.

Avalanche



Em suma, o festival foi muito bem planejado e divulgado e quem se fez presente pôde notar isso – o festival foi feito por fãs para fãs. As próximas edições já estão sendo planejadas e fiquem de olho, em breve mais detalhes. 

terça-feira, 6 de março de 2012

Fighters Rock Parte 2



      Dando continuidade então ao review do grande Fighters Rock que ocorreu sábado retrasado em Venâncio Aires. Primeiramente quero dizer que não achei o local feio, foi apenas um erro de digitação e que já foi arrumado! Hahahaha... O lugar era bem legal, e espero que ocorram outros eventos de rock lá! Só seria bom ter outras marcas de cerveja, eu não em importo de pagar um pouco mais para beber uma Polar ao invés de Kaiser. Mas, também, nada de mais... Depois da terceira nem fazia mais diferença, ainda mais com o forte calor que esteva lá dentro.

      Uma pequeno comentário de um show que já foi falado pelo Marcio: As rodas punk durante a apresentação da Avalanche foram realmente incríveis! Talvez os maiores e mais pesadas que já participei! Mas, provavelmente fiquei assim pois não tenho mais idade e físico pra aguentar algo assim. E os moshs! Incrível. Parabéns a banda que a cada show está melhor.

      Agora vamos dar sequencia a festa, o último show que eu fiquei pra ver foi o da banda Linfoma, um power trio de Venâncio que manteve o público bem agitado após a apresentação da Avalanche. Eu estava do lado de fora da Morada Velha me recuperando daquela loucura toda, quando ouvi começar a música Minha Vida é Rock 'n' Rol, cover do Velhas Virgens, e já tive que voltar correndo para dentro, pegar mais cerveja e contribuir um pouco mais pra falta de voz que tive no outro dia.

      A banda deu sequencia ao show com outros covers nacionais e músicas próprias, que eram muito boas! Destaco as músicas Chopis Center, dos Mamonas, que começa com o riff de "Should I Stay Or Should I Go?" do The Clash e proporcionou também muita roda punk e agitação no público, e a mais clássica da noite, Bom é Quando Faz Mal, do Matanza. Detalhe pra algo que tinha sido dito aqui no blog algumas semanas atrás: “Matanza nunca faz mal”, ou faz, se for usar a lógica dessa letra deles ai. No Fighters Rock, das primeiras 5 bandas, 4 tocaram Matanza e três tocaram esse som ai. E todas foram muito bem recebidas! Bem, o único ponto que eu não gostei do show da Linfoma, foi o encerramento. Foi tocado a grande música Rock and Roll, do Led Zeppelin, banda da qual eu sou MUITO fã. Não achei que o cover ficou legal, mas para o momento com todo mundo bêbado e feliz, digamos que deu meio certo.


      Logo após esse show, nós do blog tivemos que ir embora, e passei essa última semana atrás de pessoas que tivessem visto os últimos três shows do festival. Não fui muito bem sucedido, só consegui do show da Line of Head. A Melancias Indigestas e a Vallium sei pouco de como foi, então se vocês estava lá e viu, conte-nos ali nos comentários!

      Pra começar, pelo que fiquei sabendo, foi chamado de o grande show da noite, após quatro anos sem tocar, a banda Melancias Indigestas voltou para participar do Fighters Rock! Clássicos da cidade de Venâncio, a mais de 10 anos juntos, tocaram muito punk rock para a gurizada que a tempos aguardava pra ver um show deles outra vez.

      A sétima banda da noite foi a Line of Head, e quem viu o show deles foi meu amigo Alencar Fardin, grande fã de metalcore. Segue o que ele me contou:

      “Em um show com algumas adversidades, a Line of Head, de Montenegro, conseguiu se virar e tocou com muito peso e emoção. Contando com o apoio do público escasso que continuava por ali, essa foi apenas uma das imposições, superada no primeiro riff de guitarra. Outra foi a falta de um pedal duplo, essencial para quem toca metalcore, mas o rapaz se virou bem com o pedal simples o que me impressionou bastante. Mais uma foi o fato de a banda estar desfalcada. Segundo os guris apenas 3 dos 7 que subiram no palco são de fato a Line of Head, que sofreu de ultima hora uma mudança na formação. Com isso, a apresentação contou com a ajuda de alguns integrantes da banda 'Lost For Some Reason'.

      Então no fim das contas foi um setlist de 6 ou 7 musicas mais ou menos improvisadas mas que agitaram bastante, entre próprias e covers, entre vocais screamo e melodicos, a banda fez um show muito foda, destaque pro cover de "Final Episode" do Asking Alexandria. Agora a banda promete uma nova fase, com novos integrantes e inclusive uma mudança no nome.”

      Encerrando o festival, já com pouco público e muito trago, veio a Vallium, que pelo que tinha ouvido falar, não iria participar do festival, e infelizmente perdi de ver, pois era uma das que fui para assistir. Mas, de Passo Fundo eles vieram e fizeram um grunge para os heróis que aguentaram até o final do Fighters. Pelo que ouvi falar, o show terminou pelas 6:30 da manhã. Realmente um festival a moda antiga, como os que eu costumava ir no começo da minha vida do rock and roll.

      Parabéns ao Raul, a todas as bandas e ao grande público que compareceu ao evento, mesmo com o clima ruim que fez no dia. Foi uma baita festa e esperamos ansiosamente pela segunda edição que já promete muito! Bandas interessadas em participar, procurem o Raul no Facebook, ou sigam o Fighters Rock no twitter.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Novo festival independente em Venâncio Aires - Fighters Rock


      Imagino que grande parte dos leitores aqui do blog, como também os que escrevem nele, já tiveram a vontade de organizar um festival de bandas. Alguns fizeram e acredito que poucos estão até hoje nessa, mas certamente a grande maioria ficou só na vontade. Achou que isso era impossível, que não teria como promover algo assim, mesmo tendo boas ideias. Falo por experiencia própria, já cheguei a planejar um, mas acabei deixando pra trás.

      Bem, na tarde de hoje conversei com Raul Geller, morador de Venâncio Aires, e que com seus 20 anos está organizando o Fighters Rock, e tá fazendo isso sozinho! Na conversa que tivemos, perguntei sobre de onde veio a ideia, como ele selecionou as bandas que vão fazer parte e o que ele pretende pro futuro, já que o Fighters já é uma realidade e tudo indica que vai dar muito certo. Pelo que falam por ai, pode até ser o maior festival que já teve na cidade do chimarrão!

      Venâncio que é uma cidade que sofre com a falta de local e pessoas engajadas em promover o rock, temos dois festivais que acontecem por lá, que é o Rats e o Hellementos. Além disso, todos devem lembrar do Vênus, que promoveu sempre grandes festas com ótimo público (e um baita trago, pelo menos pra mim). Mas, mesmo com esses eventos, ainda é pouco para tudo que a cidade e os músicos de lá e da região precisam. Não existe lá uma Sunset, uma Legend ou um Rock na Colina, que todo fim de semana colocam bandas pra tocar, esses festivais independentes têm duas ou três edições por ano e isso é muito pouco pra uma cidade como Venâncio.

      Além desse problema de poucos festivais, eles normalmente mantem um mesmo estilo, mais para o trash. Sempre com bandas pesadas e sem muito espaço para outros tipos de música. Foi vendo tudo isso, que o Raul decidiu tentar algo novo! A ideia inicial surgiu no seu aniversário do ano passado, em novembro, quando ele e duas amigas falavam o que gostavam e o que não gostavam nas festas da região. Com várias sugestões de como fazer algo melhor, ele decidiu colocar isso em prática de verdade, sem saber tudo que isso poderia trazer, tanto de dificuldades quanto de exposição.

      Acabou decidindo por fazer isso sozinho, com toda a experiencia de muitos festivais, vendo tudo que dava errado, ele foi pensando em fazer algo de qualidade. Começou fazendo uma página no facebook e uma comunidade no orkut pra encontrar bandas que estivesse interessadas em tocar. Selecionou algumas daquelas e de outras correu atrás. Juntou nove bandas, que se diferenciavam em estilos e em cidades, e elas são:

Line of Head – banda de metalcore de Montenegro
Vallium – banda de grunge de Passo Fundo
Joker Dogs - É Venâncio-airense e une rock and roll com country
Sastras – Toca metal, de Butiá
Linfoma – Dá preferencia ao rock nacional, é de Caxias do Sul
Melancias Indigestas – Banda de punk rock/hardcore de Venancio
Avalanche – Que toca Hard Rock Santa Cruz
Caution – Hardpunk de Santa Cruz
In Plane – Próprias, um rock mais pesado de Taquari

      Achou apoio e fez bastante divulgação. O local escolhido para o Fighters ocorrer foi o Parque do Chimarrão, lá aonde tem a Fenachim. Vai ser na Morada Velha, uma casa feita de madeira, que dá um estilo bem gaúcho, e tem grande espaço para o público. E vai precisar! Só no evento do facebook já tem 250 pessoas confirmadas, e deve ir muito mais!

      Quando perguntei ao Raul se ele esperava todo esse público, ele me respondeu: “Eu não pensava no público, eu só queria fazer um festival do meu jeito, sabe? Eu gosto muito de qualidade nas coisas que faço. O Fighters creio eu que é o primeiro festival 100% legalizado aqui”. E é isso que está atraindo tanta gente, qualidade e confiança. As pessoas vão lotar o Parque do Chimarrão pois sabem que lá vão ver bandas boas, com um som de qualidade e bebendo cerveja bem gelada (assim em espero).

      Para o futuro, Raul pretende aumentar! O festival está só na sua primeira edição e já parece algo confirmado na região, então para a próxima ele pretende trazer pelo menos uma banda grande, de relevância nacional. Até já entrou em contato com a produtora que organiza shows. Nos resta esperar e torcer para que dê certo!


      Voltando ao começo, então, quando falei nos sonhos de realizar um festival próprio, ele me disse: “Me falavam que não ia dar certo quando comecei com essa 'doideira', sabe? Pouca gente achava que eu ia tão longe, ainda mais sozinho. Mas, to feliz com tudo que consegui, e com todo apoio que ganhei dos amigos e da família. Isso me deu muita força pra continuar com esse projeto, e até fazer outros. Eu amo o rock, e vejo pouco por aqui. Me sinto agora no dever de trazer ele.” E é de pessoas assim mesmo que o interior precisa.

      Mas, não é fácil, como ele mesmo falou: “Logo de cara, quando pensei em fazer. Achei que era bem 'sussa', só arrumar as bebidas e bandas e já tá feito. Só que não é bem assim, é muito trabalho. Cada coisa que tu acha que tem que fazer, multiplica por cinco. E dobra depois! E cada uma das coisas que tem que fazer dai refletem em mais coisinhas a serem feitas. É MUITO TRABALHO. Corri todos os dias e sempre com a cabeça cheia. Quem tiver afim de fazer um festival tem que saber que exige muito trabalho, e principalmente responsabilidade. Mas, correndo atrás consegue sim.”

      Então, se tu ai já sonhou em fazer um festival, tira a bunda da cadeira e se esforça para fazer dar certo. O rock precisa disso, as bandas precisam e o público precisa. Sem pessoas que se dediquem, não tem como funcionar. Ai está um belo exemplo, uma ideia que surgiu em uma conversa, pode se tornar o maior festival já feito na cidade de Venâncio Aires.

      Pra quem quiser conferir toda a qualidade prometida pelo Raul, e que já dá para ver que vai ser assim mesmo, é só ir amanhã (25) no Parque do Chimarrão, e começa cedo! As 20h a primeira banda já sobre ao palco, e o rock deve rolar solto até o começo da manhã de domingo, os ingressos na hora vão estar 15 reais e antecipados é só 10 pila. Não deixem de conferir, pois garanto que vai valer a pena, é o rock and roll na sua essência.